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As Revelações Através dos Padres Exorcistas
A REALIDADE DO MALIGNO
(Nota à edição portuguesa)
Este livro que agora se publica, doze anos depois dos acontecimentos, é um grito de alarme aos suficientes que tudo explicam por causas naturais. Revela uma realidade hedionda, um mundo em permanente trabalho de destruição, que quer aprisionar as almas nas trevas e conseguir a sua condenação. Esses agentes do reino negro em expansão, falam do que estão a fazer, do que fizeram e do que planejam.
Tudo se passa no tempo do Papa Paulo VI, um homem de dores, e muito do que se diz refere-se àquela circunstância. No entanto, por cima disso, desfila um horizonte de destruição e negrura, uma aposta de demolição e uma raiva sem fim contra a humanidade e o Criador. O livro não perdeu a atualidade: antes a ganhou, dada o sentimento do mundo que proclama abertamente a morte de Deus e do diabo. Na realidade, nem o Criador se apagou, nem a má criatura desapareceu: antes trabalha para a perdição da Igreja e dos homens, com uma inteligência e eficácia inquietantes.
Os documentos no princípio e no fim desta obra, servem para mostrar que não se trata de uma história fabricada por alucinados na Suíça. É uma história real, verificável, inquietantes, misteriosa, que nos lembra as terríveis palavras de Nossa Senhora de Fátima: “Vão muitas almas para o inferno porque não tem quem reze por elas”. Esse sítio existe e desse poço infernal espalha-se um mal que invade as mentes, as instituições e a terra. Leiamos com atenção e, como diz São Paulo referindo-se aos carismas, retenhamos o que é útil, o que é bom, o que é salvífico e nos pode ajudar na nossa vida de todos os dias.
Não nos fixemos nos pormenores, nas pequenas coisas; consideremos antes as grandes linhas e o sofrimento desta alma. Sofrimento real, terrível, medonho. Pensemos no nosso próprio sofrimento, tantas vezes exagerado para inglês ver. E se tivéssemos uma coisa assim?
Elevemos o nosso espírito a Deus, numa oração profunda e verdadeira, peçamos por todos, invoquemos o Espírito Santo e... assim, com esta disposição, de entendimento aberto, comecemos a leitura.
1
PREFÁCIO
A MINHA EXPERIÊNCIA
(Testemunho do editor Bonaventur Meyer)
A par
do grande número de casos de possessão, que chegaram até nós pela Sagrada
Escritura, são muitos os textos literários que através dos séculos dão
testemunho de tais factos. O holandês W. C. Van Dam, na sua obra modelar
Demônios e Possessos (Pahloch Editora, 1970) cita mais de duzentos livros
diferentes, que dão testemunho desta realidade.
No ano de 1947 tomei conhecimento de um caso de possessão e pude verificar
como da mesma pessoa se emitiam vozes estranhas e como a aspersão com água
benta provocava uma imediata reacção de repulsa.
Em 1975 assisti a um exorcismo de sete pessoas possessas, numa Igreja em
Itália. Presenciei as reacções dos pobres possessos durante o exorcismo. Além
disso, vi o seu comportamento durante a recepção dos Sacramentos, a sua
oposição e, finalmente, a sua capitulação perante o Santíssimo Sacramento. As
pessoas assim atormentadas tinham vindo, por sua livre vontade, para serem
exorcizadas por um Padre piedoso, “porque procuravam um alívio, que ninguém
mais lhes poderia dar”, como elas próprias me confiaram.
Uma das possessas, que fora dos exorcismos se comporta como qualquer outra
pessoa, mostrou-me cicatrizes nos seus braços, e explicou-me que durante 25
anos consultara médicos e professores de Medicina, mas ninguém tinha
conseguido aliviá-la, a não ser aquele Padre, homem Santo, que na Igreja
recitara um exorcismo. Esse Padre, homem piedoso e de alma fervorosa,
proibiu-me de revelar o seu nome, dado que o Episcopado, por causa do ataque
da imprensa actualmente generalizado em quase todo o mundo, não autoriza o
Grande Exorcismo com que se expulsam os demônios e, além disso, impõe ao
exorcista o maior silêncio para que nada seja tornado público.
Apesar da Bíblia referir cerca de 70 vezes o inferno e mais vezes ainda o
demônio, encontramos na Igreja actual Bispos competentes, professores de
Teologia tolerantes, que negam a existência pessoal do demônio, e com ela, a
existência do inferno e também a existência de todo o mundo Angélico.
SOBRE A POSSESSA
A
propósito da possessa que este livro refere, chegou-se há pouco, mais uma vez,
à conclusão de que no caso desta mulher e mãe se trata de uma alma reparadora,
que desde os 14 anos é atormentada por pavorosos estados de angústias e
períodos de insônia total. Foi tratada pelos métodos mais modernos da Medicina
e da Psiquiatria durante as suas oito permanências em clínicas. Quando, depois
do mais rigoroso tratamento, lhe deram alta, considerando-a como um caso
inexplicável, um exorcista conhecido comprovou casualmente a possessão de um
modo inequívoco. Após um exorcismo, que contou com a colaboração de vários
Sacerdotes, realizado num lugar de Aparições da Virgem (Fontanelli Montichiari,
em Itália), tanto os demônios (anjos caídos) como almas danadas (pessoas
condenadas) foram obrigados, por ordem da Santíssima Virgem, a fazer
importantes revelações dirigidas à Igreja actual.
Tendo convidado vários Bispos e representantes da Psiquiatria e Medicina para
assistirem a um exorcismo, realizado em 26 de abril de 1978, dia da Festa de
Nossa Senhora do Bom Conselho, estiveram em minha casa, para a realização do
exorcismo, seis Sacerdotes e também o psiquiatra francês Dr. M. G. Mouret,
director clínico do hospital psiquiátrico de Limoux (França) possuidor de
grande experiência em tais fenômenos.
Depois do exorcismo de três horas, com muitas revelações saídas da boca da
possessa antes e após o exorcismo, o Dr. Mouret deixou por escrito o seu
testemunho, afirmando que no caso presente não se tratava nem de
esquizofrenia, nem de histeria, mas sim do controle da pessoa por uma força
exterior, que a Igreja Católica apelida possessão.
Esta mulher, possessa e mãe de quatro filhos, é continuamente atormentada até
ao limite das suas forças. Apesar disso, procura cumprir o melhor possível os
seus deveres familiares. O fardo monstruoso, os tormentos causados pelos
demônios que lhe perturbam o sono nocturno, as continuas revelações feitas
pelos espíritos, significam um martírio permanente. O seu único alívio vem
daqueles Sacerdotes que, contrariando as tendências actuais, se compadecem do
seu estado, lhe ministram os Sacramentos e recitam o Exorcismo.
* * *
Mas já
em 25 de abril de 1977, por disposição da Divina Providencia, tinha visitado a
possessa e assistido a um exorcismo, acompanhado pelo prelado Professor Dr.
Georg Siegmund, de Fulda. Como docente, formara gerações de Sacerdotes e
também como teólogo, filósofo e biólogo, publicara já um grande número de
trabalhos científicos, de tal modo que o físico de renome mundial, o cristão
evangélico Pascal Jordan, qualificou-o como um dos filósofos e teólogos mais
importantes da actualidade.
Sem tomar posição relativamente ao conteúdo das revelações demoníacas, o Prof.
Siegmund atesta no epílogo: “Relativamente à pessoa, estou convencido de que
não se trata, nem de uma histérica, nem de uma psicopata ou de uma doente
psíquica, o que, aliás, já foi também confirmado por médicos especialistas. Os
seus fenômenos de possessão, como eu próprio pude observar, dão a impressão de
se tratar de possessão autêntica. Ela e também a sua família sofrem, pois que
a autoridade competente, impede uma verdadeira assistência espiritual, por
receios, aliás, compreensíveis, numa época em que reina a negação do
espiritual”.
No seu testemunho, o Prof. Siegmund refere-se ao número sempre crescente de
pessoas, mesmo nas escolas superiores de Teologia, que negam a existência de
satanás e dos Anjos. A esta atitude segue-se a destronização do Altíssimo.
Bonaventur Meyer
2
A VIDA POSSESSA
Embora a senhora em causa, devido ao seu estado de saúde e à grande distância e isolamento da sua aldeia natal só tivesse freqüentado a escola primária, possui inteligência acima da média, compreensão rápida e boa memória. Da sua biografia, que ela própria escreveu à máquina, extraímos as seguintes passagens (por motivos compreensíveis omitimos nomes e lugares e, por questões de espaço, abreviamos as descrições).
“ Os meus pais viviam numa pequena quinta. O lugar é muito isolado. Nasci na Suíça alemã, em 1937, no Domingo do Santo Escapulário, dia em que a admissão das crianças na Congregação do Escapulário era solenemente festejada. Fui batizada na terça-feira seguinte. Diz a minha mãe que eu, em bebê, chorava imenso e dormia excepcionalmente pouco. Pensavam, no entanto, que isso era devido a problemas intestinais, mas nunca foi possível fundamentar essas conjecturas dum modo satisfatório.
Na
primavera de 1944, comecei a freqüentar a escola. Era uma criança tímida e
muito calma. Aprendia com facilidade. A leitura, a escrita e as contas, não
apresentavam qualquer dificuldade para mim.
O meu lugar preferido era à beira do ribeiro, na erva e junto das flores.
Muitas vezes juntava-me com outras crianças e gostávamos de agitar as pernas
dentro da água. As nossas conversas eram iguais às de qualquer criança desta
idade. Também falávamos, às vezes, de assuntos de carácter religioso, do Céu,
do inferno, do Purgatório.
Fiz a primeira Comunhão em 1946. Levei esse acto muito a sério e preparei-me o melhor que pude. Dum modo geral, posso dizer que o tempo escolar passou sem incidentes dignos de nota. Desde muito nova acompanhava os meus pais ao campo, onde procurava ser útil. Os meus irmãozitos exigiam muito tempo e trabalho.
Depois da minha primeira Comunhão passei a ir quase diariamente à Missa e à Sagrada Comunhão. Tinha, então, a sensação, quando lia o meu Missal negligentemente ou rezava menos, de que as graças eram menos abundantes. Aos treze anos, tive que agüentar ataques mais ou menos duros doutras crianças. Cochichavam que eu era uma “beata” e que queria ir para freira. Senti-me profundamente envergonhada mas, referindo-se ao facto, a minha avó disse-me: “Ora, não dês ouvidos às outras crianças. Elas não sabem o que dizem. O que importa, é que Deus esteja contente contigo.”
Gostava muito de ir à Igreja e, quando na Missa solene, o coro entoava cânticos, os altares estavam ornados de flores e o cheiro do incenso se espalhava, tinha a impressão de que todos os que se encontravam estavam muito próximo do Céu.
ACEITAR A VONTADE DE DEUS
“Era o
começo da insônia total e, o mais simples era aceitar a vontade de Deus. Mais
tarde, compreendi que me envolvia e revolvia nesta cruel obscuridade, sem
encontrar uma saída. Este tormento era o meu quinhão, dia e noite, e ninguém
podia ajudar-me. A minha madrinha acompanhou-me ao médico, que ficava muito
distante. Ele disse que eu tinha apanhado uma inflamação nos rins e na bexiga,
e que isso atacara o sistema nervoso. Receitou-me medicamentos, mas continuei
a piorar e algum tempo depois, o médico mandou-me para o hospital”.
Deste modo, esta pobre criança foi submetida, desde os catorze anos, ao mais
duro dos martírios. Passou os anos seguintes ajudando nos trabalhos
domésticos, sendo essa actividade apenas interrompida pelos tratamentos
médicos e por curtas estadias no hospital. Como se esses sofrimentos não
bastassem, teve que mandar arrancar os dentes porque um médico pensou que eles
eram a causa dos seus sofrimentos. Isto, porém, não levou a nenhuma mudança no
seu estado; foi apenas, para a pobre, um sofrimento suplementar.
A Divina Providência deu-lhe então um homem sem fortuna, mas honesto. Casou
com ele em 1962, embora a princípio a família a tivesse dissuadido de o fazer.
Esta mulher e mãe, na casa dos quarenta anos, deu à luz quatro encantadoras
crianças. Durante a gravidez e os partos não experimentou quaisquer melhoras
nos seus inexplicáveis sofrimentos. Pelo contrário. Mais enfraquecida que
nunca foi levada para clínicas e casas de repouso, mas por fim os
especialistas de uma clínica de grande nomeada, mandaram-na para casa, como
uma pessoa mentalmente sã, mas considerando-a um caso inexplicável.
Injecções, electrochoques e outros tratamentos, ocasionaram-lhe maiores e
insuportáveis sofrimentos, interrompidos apenas por fugidios raios de luz. Por
volta de 1972, (então com 35 anos), registrou ligeiras melhoras. Ela escreveu
a este propósito:
“ Descobriu-se, por acaso, que sofria duma falta total de fósforo. Tomei umas
cápsulas e, de facto registraram-se melhoras, no meu estado geral. Até que
ponto era fósforo, até que ponto era a vontade de Deus que me dava finalmente
alívio? Não sei! Consegui dormir, se é que se pode chamar dormir a um mero
passar pelo sono ou, quando tudo ia pelo melhor, dormitar. Os estados de
angústia eram cada vez mais raros, sentia de novo vontade de rir e podia já
fazer normalmente os meus trabalhos caseiros. O meu marido andava radiante,
mas não havia ninguém que se sentisse mais aliviado do que eu. Podia ter
novamente dois filhos comigo, o que me dava uma enorme alegria. Louvei e
glorifiquei o Senhor por ter sido finalmente liberta, mas nem por isso deixei
de compreender que o sofrimento, por maior e mais esmagador que seja, pode ser
sempre uma graça. Por isso, pensava muitas vezes que Ele sabia a razão de me
ter conduzido através desta noite.”
EXORCISMOS E REVELAÇÕES
Em
1974, sobreveio uma grave recaída. “ A minha irmã levou-me a casa de um bom
homem que já tinha prestado ajuda a muitas pessoas. Na sua presença, senti
bruscamente uma sacudidela no braço, sem que eu o tivesse movimentado. O homem
disse de repente: 'Penso que a senhora está possessa. Em seguida, fui ter com
um Sacerdote, que se mostrou muito céptico, mas que apesar disso, fez um
exorcismo. Então, ele declarou-me que todos os sinais indicavam que se tratava
de possessão.”
Finalmente, depois de difíceis exorcismos e de muitas orações, um exorcista
experimentando conseguiu romper a barreira. Depois de vários exorcismos, os
demônios e as almas condenadas, com certos intervalos, foram-se revelando.
Conseguiu-se mesmo uma libertação temporária, mas todos os demônios voltaram.
Pediu-se a um Bispo para dar autorização a um exorcismo oficial e para tomar a
responsabilidade. No dia 8 de Dezembro de 1975, cinco exorcistas obtiveram
autorização para o Grande Exorcismo. Seguiram-se outros, de carácter mais
limitado, em que estiveram presentes, no máximo, três Padres. As revelações
feitas no decurso destes exorcismos pelos demônios, sob as ordens da
Santíssima Virgem, são as que se encontram na presente obra.
SITUAÇÃO PRESENTE
Os pais confirmaram, em algumas frases escassas e sucintas, certas datas da vida da sua filha. Tanto eles como ela ignoram até 1974 a origem dos seus indizíveis sofrimentos. Tudo tentaram, quer através da Medicina, quer da Psiquiatria, para que a filha pudesse ter alívio e curar-se. Tudo em vão. Restou-lhes unicamente o caminho da oração.
O que mais impressiona na casa paterna é a simplicidade e o horror a qualquer idéia de maravilhoso e espetacular. A origem dos sofrimentos da filha é para eles inexplicável e entregam-se confiantemente à oração, numa submissão total à vontade de Deus. Os numerosos documentos, como cartas, registros gravados e fotografias tiradas durante os exorcismos, estão à disposição da Igreja, para uma investigação canônica.
A Divina Providência nem sequer permitia os seus amigos ou vizinhos se interessarem sobre o que estava a passar-se. A sua possessão só se manifesta na sua vida interior e, embora seja cruelmente atormentada durante noites inteiras, pode durante o dia desempenhar as suas tarefas domésticas.
Desde 1975 que não freqüenta a Igreja e é horrivelmente assediada pelos demônios, em diversas partes da Santa Missa, à benção ou quando se encontra em contacto com relíquias ou objectos benzidos. Sempre que possível, é semanalmente visitada por um Sacerdote que lhe ministra os Sacramentos.
OS PLANOS DE DEUS
Os sofrimentos expiatórios que esta mulher aceita com tanta generosidade, a miséria interior que suporta e o total abandono em que vive, particularmente nos dias que se seguem aos exorcismos, em união com os sofrimentos de Cristo, com a sua agonia e abandono, decerto muito contribuirão para a salvação das almas. A grande preocupação desta alma reparadora é a de não entravar, por sua culpa, as revelações feitas ao nosso tempo, pelos demônios, sob as ordens da Rainha do Céu e da Terra, e não permitir assim que, por negligência e descuido, muitas almas, que poderiam salvar-se, sejam condenadas para sempre.
Pedimos a todos os leitores destas linhas uma oração muito especial por intenção desta alma tão sacrificada.
3
TESTEMUNHOS
TESTEMUNHO DO REV.º PADRE RENZ *
Devido
ao empenhamento de um irmão espiritual da companhia de Jesus, o Padre Rodewyk
SJ, acedi a um convite para me deslocar à Suíça onde, juntamente com outros
Padres, fiz cinco exorcismos, seguindo o método de S.S. Leão XIII, de 10 de
Junho à 13 de Julho de 1977, à possessa.
De acordo com a minha experiência nestes assuntos estou convencido de que, no
presente caso, se trata de possessão e que as revelações feitas pelos demônios
resultam do comando e da coacção evidente de um poder superior. Isso não
impede que os demônios resistam continuamente a essa imposição. O calvário
extremamente doloroso da possessa, desde há vinte e quatro anos, a sua
aceitação dos sofrimentos enviados por Deus, as muitas orações de um grande
número de pessoas e o conteúdo das revelações feitas, são garantias de que
elas são queridas por Deus e por Maria, Mãe da Igreja.
Naturalmente que todas as comunicações sobre a verdadeira doutrina da Igreja e
a sua situação actual, têm que ser examinadas. A oposição levantada contra as
revelações presentes, denuncia a vontade destruidora dos demônios. O conteúdo
do livro tem como objectivo uma sólida renovação da Igreja. Aliás, não é a
primeira vez que Deus e a Santíssima Virgem se manifestam à Igreja através dos
demônios, como o prova a conhecida obra Sermões do demônio, de Niklaus
Wolf von Rippertschwand (13 de Junho de 1977).
· O Padre Arnold Renz, SDS, nasceu em 1911 e foi ordenado Sacerdote em Passau, em 1938, como membro da Ordem dos Salvatorianos. De 1938 até 1953 trabalhou como missionário em Fuklen (China). De 1954 a 1963 foi pároco e director espiritual de várias paróquias e institutos religiosos. A partir de 1965 a até 1976 foi pároco em Rueck-Schippach St. Pius (em Spessart, Diocese de Wurzburg). O Bispo Stangl, de Wurzburg, encarregou-o do caso de possessão de Anneliese Michel, em Klingenberg. Em seguida, voltou para a paróquia.
TESTEMUNHO DE DENKINGER,
JOVEM TEÓLOGO
Testemunho de um jovem teólogo, que analisou directamente o texto do livro,
antes da impressão definitiva.
“ Depois duma leitura crítica da presente obra, depois de ouvir algumas das
gravações, depois de uma visita à mulher em questão, só me resta declarar o
seguinte: - Estou absolutamente convencido da autenticidade Divina das
revelações aqui publicadas. Eu e a minha teologia moderna temos de nos render
perante uma humildade tão grande, como a que ressalta dos textos”.
Johannes Denkinger (Teólogo diplomado, Olten)
ALGUMAS OBSERVAÇÕES E ESCLARECIMENTOS
Os demônios são forçados pelo Céu
a falar, contra vontade, sobre a Igreja e a sua situação actual, de tal modo
que as suas declarações contrariam o seu reino e favorecem o Reino de Cristo.
No seu ódio, os espíritos infernais evitam, na maior parte das vezes,
pronunciar o nome de Maria, da Bem-Aventurada, da Virgem ou de Mãe de Deus.
Referem-se à Virgem Santíssima como : “Ela lá em cima.” Também não dizem:
“Maria assim o quer”, mas, “Ela quere-o”, “Ela força-nos”, “Ela manda dizer.”
Do mesmo modo rodeiam, de diversas maneiras, o nome de Jesus e da Santíssima
Trindade. Muitas vezes sublinham as suas palavras com um gesto do dedo da
possessa, apontando para cima ou para baixo.
Quando os demônios exigem orações,
por exemplo, quando dizem que é necessário recitar uma oração, ou orações,
antes de falarem, é claro que este pedido não resulta de um desejo do inferno,
mas do Céu, que o exprime por intermédio dos demônios. Durante as revelações
feitas por sua boca, a possessa foi violentamente atormentada por dificuldade
em respirar, convulsões, perturbações cardíacas e crises de sufocação. Daí o
carácter muitas vezes irregular das frases. Como estes exorcismos contrariavam
o inferno, os demônios recusaram-se muitas vezes em continuar a falar. Além
disso, punham objeções diversas, rosnavam, gritavam, troçavam e cinqüenta por
cento destes apartes foram omitidos por questões de brevidade e simplificação
mas, no conjunto, a luta foi muito mais dura e prolongada do que o leitor
poderá imaginar. É preciso ter isto bem presente para não cometer o erro de
pensar que estas graves revelações foram obtidas facilmente.
ÁTRIO
OS EXORCISTAS
Os Sacerdotes, cujos nomes se seguem, declaram que, baseando-se no seu conhecimento pessoal do caso de possessão, estão absolutamente convencidos da autenticidade das revelações feitas pelos demônios, sob a ordem da Santíssima Virgem.
Padre Albert
d'Arx, Niederbuchsiten
Padre Arnold Egli, Ramiswil
Padre Ernest Fischer, Missionário, Gossau
Padre Pius Gervasi, OSB, Disentis
Padre Karl Holdener, retirado, Ried
Padre Gregor Meyer, Trimbach
Padre Robert Rindere CPPS, Auw
Padre Louis Veillard, retirado, Cesneux-Péquignot
Os Sacerdotes são todos de nacionalidade Suíça, excepto o Padre Fischer, que é alemão. Todos participaram nos exorcismos, salvo o Padre Gregor Meyer, que durante algum tempo foi o diretor espiritual da senhora atacada e que a conhece, muito bem. Dois outros Padres, de nacionalidade francesa, participaram também nos exorcismos.
NOTE BEM: Apesar do testemunho dos Sacerdotes envolvidos e de outros peritos, desejamos declarar, de acordo com o decreto do Papa Urbano VIII, que a este documento só se pode dar uma fé humana. Submetemos a totalidade do texto ao juízo supremo da Santa Igreja.
OS EXORCISMOS
1
EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975
Contra: Akabor, demônio do Coro dos Tronos (A)
Allida, demônio do Coro dos Arcanjos (AL)
Em todos os exorcismos, os preparativos eram intensos e compreendiam orações especiais do ritual Romano, consagrações, Salmos prescritos, o Rosário, Ladaínhas, Exorcismos, etc... Os Sacerdotes exorcizam demônios previamente identificados.
Exorcista (E): Demônio Akabor, nós, Sacerdotes, representantes de Cristo, ordenamos-te, em nome da Santa Cruz, do Preciosíssimo Sangue, das Cincos Chagas, das catorze estações da Via Sacra, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição, de Lurdes, de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, de Nossa Senhora do Monte Carmelo, de Nossa Senhora da Grande Vitória de Wigratzbal, das Sete Dores de Maria, de São Miguel Arcanjo, dos nove Coros Angélicos, do Anjo da Guarda desta mulher, de São José terror dos espíritos malignos; dos Santos Padroeiros desta mulher, de todos os Santos Anjos de Guarda e Anjos dos Sacerdotes, de todos os Santos do Céu, especialmente de todos os Santos Exorcistas, do Santo Cura d'Ars, de São Bento, dos servos e servas de Deus, Padre Pio, Teresa de Konnersreuth, Catarina Emmerich, de todas as Almas do Purgatório, e em nome do Papa Paulo VI, ordenamos-te, então, Akabor, como Sacerdotes de Deus, em nome de todos os Santos que acabamos de invocar, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, volta para o inferno.*
* Estas invocações e outras foram constantes e repelidas. Para facilitar a leitura, suprimiram-se, ressalvando-se, no entanto, que os Sacerdotes sempre as fizeram, insistindo nas que se revelaram como mais eficazes.
O INFERNO É HORRÍVEL
A -
Tenho ainda que falar...
E - Diz a verdade e só a verdade, em nome da Santíssima Trindade, da
Santíssima Virgem Maria da Imaculada Conceição(...).A - Sim, em seu nome, e em
nome dos Tronos de onde venho, tenho ainda que falar.
Eu estava nos Tronos. Eu, Akabor, tenho que dizer (respira ofegantemente e
grita com uma voz horrível) como o inferno é horrível. É muito mais horrível
do que se pensa. A Justiça de Deus é terrível; terrível é a Justiça de Deus!
(grita e geme).
E - Continua a dizer a verdade, em nome da Santíssima Trindade (...) diz o que
Deus te ordena.
A - O inferno é bem pior do que a primeira vista e superficialmente poderíeis
pensar; a justiça... e naturalmente também a Misericórdia estão lá, mas é
preciso muita confiança, é preciso rezar muito, é necessária a confissão, tudo
é necessário. Não se deve condescender facilmente com os modernismos. O Papa é
que diz a verdade.
E - Continua, em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria, da
Imaculada Conceição! Continua em nome dos Santos Tronos! Continua!
A JUVENTUDE É ENGANADA
A - Os
lobos estão agora...
E - Diz a verdade, só a verdade, em nome (...).
A - Os lobos estão agora no meio de vós, mesmo no meio dos bons.
E - Diz a verdade, só a verdade! Nós te ordenamos em nome (...).
A - Como já disse, tomam a forma de Bispos e Cardeais.
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...).
A - Digo isto bem contra a minha vontade. Tudo o que digo é contra a minha
vontade. Mesmo a juventude... a juventude é enganada. Pensa que poderá com
algumas...
E - Diz a verdade, em nome (...), tu não podes mentir!
A - Com algumas obras caritativas alcançar o Céu, mas não pode, não! Nunca!
E - Continua a dizer a verdade, em nome dos Santos Tronos, a verdade total em
nome (...).
A - Os jovens devem, embora me custe muito tenho que dizer...
E - Continua a dizer a verdade em nome da Santíssima Trindade! Tens de
dizê-la, em nome (...).
COMUNHÃO NA BOCA
A - ...Devem receber convenientemente os sacramentos... fazer
uma confissão verdadeira e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e
na Comunhão. A Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes “Senhor eu não sou
digno”, e não uma vez só. Devem receber a Comunhão na boca, e não na mão.
E - Diz só a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue, da Santa Cruz, da
Imaculada Conceição...
A - Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até
conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A comunhão na mão é
muito boa para nós, no inferno; acreditai!
E - Nós
te ordenamos, em nome (...) que digas somente o que o Céu te ordena! Diz só a
verdade, a verdade total; tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo!
Vai-te!
A - Ela (aponta para cima) quer que eu diga...
E - Diz a verdade, em nome (...).
A - Ela quer que eu diga... que se Ela, a grande Senhora, ainda vivesse,
receberia a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar
profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem).
E - Em nome da Santíssima Virgem (...) diz a verdade!
A - Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa,
dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso
vem dos seus Cardeais.
E - Em nome (...) diz a verdade!
A - Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de
obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos
Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a
obediência se escreve com maiúsculas.
E - Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir, em nome (...).
A - Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa, a Jesus Cristo e à
Santíssima Virgem, que é preciso obedecer. A Comunhão na mão não é de modo
algum querida por Deus.
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...).
O CULTO À SANTÍSSIMA VIRGEM
A - Os
jovens devem habituar-se a fazer peregrinações. Devem voltar-se, cada vez
mais, para a Santíssima Virgem; não devem bani-La. Devem... devem reconhecer a
Santíssima Virgem e não viver segundo o espírito dos inovadores. Não devem
aceitar absolutamente nada deles (grita cheio de fúria). Eles é que são lobos.
A esses, já os temos, já os temos bem seguros.
E - Continua, diz a verdade, em nome (...).
A - Os jovens, atualmente, crêem que realizam coisas maravilhosas quando fazem
algumas obras caritativas e se reúnem uns com os outros. Mas isso não é muito.
É até fácil, quando simpatizam uns com os outros, mas só isso não é nada. É
preciso que os jovens façam sacrifícios, que adquiram espírito de renúncia, é
preciso que rezem. Devem freqüentar os Sacramentos, devem freqüentá-los ao
menos uma vez por mês. Mas a oração e o sofrimento são também importantes.
Antes de tudo isto, tenho ainda que dizer...
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...), diz o que a Santíssima Virgem
te ordena!
IMITAÇÃO DE CRISTO
A - ...antes disto tenho que dizer que o mundo de hoje, mesmo o mundo católico, esqueceu por completo esta verdade: é preciso sofrer pelos outros. Caiu no esquecimento que todos vós formais o Corpo Místico de Cristo e que deveis todos sofrer uns pelos outros (chora como um miserável e geme como um cão). Cristo não realizou tudo na Cruz. Abriu-vos as portas do Céu, mas os homens devem reparar uns pelos outros. As seitas bem dizem que Cristo fez tudo, mas isso não corresponde à verdade. A Paixão de Cristo continua; em Seu Nome, ela continuará até ao fim do mundo (resmunga).
SENTIDO DO SOFRIMENTO
E -
Continua, em nome da Santíssima Virgem, diz o que Ela manda que digas.
A - É preciso que ela (a Paixão de Cristo) continue. Têm que sofrer uns pelos
outros e oferecer os sofrimentos em união com a Cruz e os sofrimentos de
Cristo. Deve-se sofrer em união com a Santíssima Virgem e com todas as
renúncias que Ela suportou durante a Sua vida, unir os próprios sofrimentos,
nos horríveis sofrimentos de Cristo na Cruz e na Sua Agonia, no Jardim das
Oliveiras.
Esses sofrimentos foram mais terríveis do que aquilo que os homens poderão
pensar. Cristo, no Jardim das Oliveiras, não sofreu apenas como podereis
talvez pensar. Ele foi esmagado pela Justiça de Deus, como se Ele próprio
tivesse sido o maior dos pecadores, como se estivesse condenado ao inferno.
Teve que sofrer por vós, homens; de contrário, não teríeis sido salvos. Teve
de suportar os mais terríveis sofrimentos a ponto de pensar que iria para o
inferno. Os sofrimentos foram então tão fortes que Ele se sentiu completamente
abandonado pelo Pai Celeste, Suou Sangue, porque se sentiu totalmente perdido
para o Pai e abandonado por Ele. Sentiu-se esmagado como se fosse um dos
maiores pecadores.
Eis o que Ele fez por vós, e vós deveis imitá-Lo.
Estes sofrimentos têm um valor imenso. Esses sofrimentos, esses momentos
obscuros, esses terríveis abandonos, quando se está convencido de que tudo
está perdido, e que o melhor é pôr termo à vida. Eu não quero dizer mais,
não...(respira com grande dificuldade).
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...).
A - é precisamente quando se sofre assim, quando tudo parece estar perdido,
quando a pessoa se julga totalmente abandonada por Deus, quando crê ser a mais
miserável das criaturas, é então que Deus pode meter a Sua Mão no jogo. Estes
sofrimentos, estes horríveis e tenebrosos sofrimentos, são os mais valiosos
(lança gritos e uivos terríveis) que existem. Mas é precisamente isto que a
juventude desconhece. A maioria dos jovens ignoram-no e é aí que reside o
nosso trunfo.
ACEITAÇÃO DO SOFRIMENTO
E -
Continua a dizer a verdade, em nome (...).
A - Muitos, a maioria, suicídam-se quando se crêem abandonados por Deus e
pensam ser as criaturas mais miseráveis. Por mais escura que seja a noite,
Deus esta próximo deles, embora eles já não O sintam! Deus está então como se
já não estivesse. De facto, momentaneamente, a sua presença deixa de lhes ser
perceptível, mas apesar disso devem imitar os sofrimentos de Cristo, sobretudo
os que Ele chamou a sofrer muito. Há muitos que, então, pensam que já não são
normais a maior parte é -o e então capitulam, capitulam muito mais facilmente.
Pensam então que têm que se suicidar, porque já ninguém os compreende. É o
nosso triunfo. A maioria vai para o Céu, mas apesar disso, é o nosso triunfo,
porque...
E - Continua em nome (...).
A - Não cumpriram a sua missão, deveriam ter continuado a viver.
E - Continua em nome (...).
A - No mundo de hoje há cruzes extremamente pesadas. É Ela que o manda dizer
(aponta para cima). Essas cruzes são muitas vezes mal suportadas. Cruzes
visíveis, como o cancro, defeitos físicos ou outras enfermidades, são muitas
vezes mais fáceis de suportar que as angústias ou noites do espírito que
muitas pessoas têm de agüentar actualmente.
Ela, lá em cima (aponta para cima), manda dizer o que já uma vez transmitiu
através duma alma privilegiada: “Eu enviarei aos meus filhos sofrimentos tão
grandes e profundos como o mar.”* Esses a quem foram destinadas cruzes tão
pesadas - alguns são escolhidos de há muito - não devem desesperar.
E - Em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, diz
Akabor, o que a Santíssima Virgem te manda transmitir!
A - Estas cruzes que acabo de referir, são cruzes que parecem inúteis e
absurdas. Podem levar ao desespero. Muitas vezes, parecem impossíveis de
suportar, mas são essas as mais preciosas. Eu, Akabor, quero ainda
acrescentar: Ela (aponta para o alto) quer gritar a todos esses que carregam
uma Cruz: “Coragem! Não desanimeis!” Na Cruz está a salvação, na Cruz está a
vitória. A Cruz é mais forte que a guerra.
E - Continua em nome (...).
* Trata-se aqui da mensagem de Marienfried, dada na Alemanha em 1945. Cfr. o livro “A Paz de Maria” das edições ACTIC, que apresenta essas Mensagens.
O MODERNISMO
A - O
modernismo é falso. É preciso virar as costas ao modernismo. É obra nossa, vem
do inferno. Mesmo os Sacerdotes que difundem o modernismo nem sequer estão de
acordo entre si. Ninguém está de acordo. Só este sinal vos deveria bastar.
E - Continua, em nome da Imaculada Conceição! Diz a verdade, em nome (...).
A - O Papa é atormentado pelos seus Cardeais, pelos seus próprios Cardeais...
está rodeado de lobos.
E - Diz a verdade em nome (...).
A - Se não fosse assim, poderia dizer mais, mas ele está como que paralisado.
Já não pode fazer muito; agora, já não pode fazer muito. Deveis rezar muito ao
Espírito Santo, rezar agora e sempre ao Espírito Santo. Então, compreendereis
no mais profundo de vós mesmos o que é preciso fazer. Aconteça o que
acontecer, não vacileis na vossa antiga fé. Devo dizer que este Segundo
Concílio do Vaticano não foi tão bom como se pensa. Em parte, foi obra do
inferno.
E - Diz a verdade, em nome (...).
A SANTA MISSA: “POR MUITOS”
A - Sem
dúvida, que havia certas coisas que precisavam de ser mudadas, mas a maior
parte, não. Acreditai-me! Na Liturgia não havia praticamente nada que
necessitasse de ser mudado. Mesmo as leituras e o próprio Evangelho não deviam
ser lidos em línguas nacionais. Era bem melhor que a Santa Missa fosse
celebrada em latim. Considerai por exemplo, a Consagração; basta a
Consagração, é típico. Na Consagração empregam-se as palavras: “Isto é o Meu
Corpo que será entregue por vós.” e, em seguida, diz-se “Este é o Meu Sangue
que será derramado por vós e por muitos.” Foram estas as palavras de Cristo.
E - Não é correcto dizer “por todos?” Diz a verdade, em nome (...)
A - Claro que não! As traduções nem sempre são exactas e esse é sobretudo o
caso de “por todos.” Não se deve e não se pode dizer “por todos”; deve
dizer-se “por muitos.” Se o texto não está correcto, já não encerra a
plenitude de graças. Claro que a Santa Missa continua a ser válida, mas o
canal de graças corre agora parcimoniosamente. E a Consagração já não acarreta
tantas graças como quando o Sacerdote a pronunciava convenientemente, de
acordo com a Tradição Antiga e com a vontade de Deus. É preciso dizer-se “por
vós e por muitos”,* tal como Cristo disse.
E - Então não é verdade que Cristo tenha derramado o Seu Sangue, por todos?
Diz a verdade, em nome (...).
A - Não. Ele bem desejou derramá-lO por todos, mas de facto ele não foi
derramado por todos.
E - Por que muitos O recusaram? Diz a verdade, em nome (...)
A - Exactamente. Assim, Ele não derramou o Seu Sangue por todos, pois não O
derramou por nós, os do inferno.**
E - Diz a verdade, em nome (...).
A - O novo ordinário da Missa - os Bispos mudaram a Missa Tridentina - a nova
Missa, não corresponde exactamente à vontade d'Eles, lá em cima (aponta para
cima).
E - Que é isso de Missa Tridentina? É a Antiga Missa prescrita pelo Papa São
Pio V? Diz a verdade, em nome (...).
A - É a melhor que existe, é a Missa-tipo, a verdadeira e a boa Missa
(geme).***
E - Akabor, diz a verdade, em nome e sob as ordens da Santíssima Virgem! Nós
ordenamos-te que digas tudo o que Ela te encarregou de dizer!
A - Tudo o que disse foi contra a minha vontade, mas a isso fui obrigado. Foi
Ela, lá em cima (aponta para cima) que me forçou (rosna).
E - Tens ainda alguma coisa a acrescentar, em nome (...). Fala, e intimamos-te
a dizer a verdade!
*
Na Missa de Paulo VI, em Latim conservou-se a formula correcta.
De facto, aí se diz: “ Pro multi”, ou seja por muitos. As traduções,
inclusivamente a portuguesa, atraiçoaram o texto e puseram uma palavra
inexistente: “ por todos.”
** De certo Cristo teria resgatado os demônios, se isso tivesse sido possível. Não sendo esse o caso, é evidente que o Seu Sangue não foi derramado pelos demônios. Em principio, a Redenção de Cristo destinava-se a todos os homens, mas na prática estava limitada pela sua liberdade de recusa. Assim o Sangue de Cristo não aproveitou àqueles que O recusaram, deste modo e por sua culpa, foram condenados no inferno, onde partilham do destino irrevogável dos demônios.
*** A celebração desta Missa de São Pio V foi autorizada pela Santa Sé num documento assinado por João Paulo II.
O ECUMENISMO
A - Na
época que atravessamos não se deve obedecer a Bispos modernistas. Vivemos na
época a que Cristo se referiu, dizendo: “ Surgirão muitos falsos cristos e
falsos profetas” (Mc.13-22). São eles os falsos profetas! Já não se pode
acreditar neles; em breve, já ninguém os poderá acreditar, porque ele...
porque eles... aceitaram excessivas novidades. Nós estamos neles, nós, os lá
de baixo (aponta para baixo), é que os incitamos. Muito tempo passámos em
deliberações, para ver como destruir a Missa Católica.
Já Catarina Emmerich, há mais de cem anos, dizia: “ Foi em Roma...” Numa
visão, ela viu Roma, o Vaticano. Viu o Vaticano rodeado por um fosso
profundíssimo, e do outro lado do fosso estavam os descrentes. No centro de
Roma, no Vaticano, encontravam-se os Católicos. Estes atiravam para esse fosso
profundo os seus altares, as suas imagens, as suas relíquias, quase tudo, até
o fosso ficar quase cheio. Essa situação... esses tempos, vivemô-los agora
(grita com uma voz medonha).
Então, quando o fosso ficou cheio, os membros das outras religiões puderam
realmente atravessá-lo. Atravessaram-no, olharam para dentro do Vaticano, e
viram como os católicos de hoje, a Missa moderna, pouco tinha para lhes
oferecer. Abanaram a cabeça, voltaram as costas e foram-se. E muitos de entre
vós, católicos, são suficientemente estúpidos para ir ao encontro deles. Mas
eles não dão um passo na vossa direcção.
Quero ainda acrescentar mais qualquer coisa.
E - Diz a verdade, em nome (...).
A LITURGIA
A - Na Missa Tridentina fazia-se o Sinal da Cruz trinta e três
vezes, mas agora faz-se muito menos vezes: duas, três, quando tudo vai pelo
melhor. E na última, na benção final, já não é necessário ajoelhar (grita e
chora de desespero). Podereis imaginar como nós ajoelharíamos ... como nós
cairíamos de joelhos, se porventura pudéssemos? (geme e chora).
E - É correcto fazer o Sinal da Cruz trinta e três vezes, durante a Santa
Missa? Diz a verdade, em nome (...).
A - Não é só correcto, como também obrigatório. É que assim nós não
conseguiríamos ficar, pois seriamos obrigados a fugir da Igreja. Mas, assim,
ficamos.
Devia também restabelecer-se a cerimônia da aspersão. A aspersão com água
benta obriga-nos a fugir e o mesmo se passa com o incenso. Era também preciso
voltar a queimar-se incenso. Era bom que depois da Santa Missa se recitasse a
Oração a S. Miguel Arcanjo, três Ave-Marias e a Salve Rainha.
E - Diz
a verdade, diz o que tens a dizer, em nome (...).
A - Os leigos não devem dar a Sagrada Comunhão (dá gritos horríveis), de modo
nenhum!! Nem sequer as religiosas. Nunca! Pensais que Cristo teria confiado
essa missão aos Apóstolos, se as mulheres e os leigos também o pudessem fazer
(geme)? Sou obrigado a dizer isto! Allida, ouviste Allida, ouviste o que me
obrigaram a dizer? Allida, tu também podes falar! (O outro responde
encolerizado: Fala tu!)
E - Já acabaste Akabor, em nome (...) disseste tudo, disseste toda verdade?
A - Ela, lá em cima (aponta para o alto), não permite que eu seja atormentado
pelo velho (lúcifer), porque eu sou obrigado a dizer estas coisas por vós e
pela Igreja. Ela não o permite... e ainda bem! Mas isto não é bom para os lá
debaixo (aponta para baixo), não é bom para nós (grita e geme).
E - Em nome da Santíssima Virgem, continua. Tens ainda alguma coisa a dizer?
Pelo poder dos Santos Tronos, teus antigos companheiros, tens alguma coisa a
acrescentar? (Após sete horas de oração e seis horas de exorcismo sem beber
nem comer, algumas das pessoas presentes sentem-se fatigadas).
A - Podeis ir-vos embora. Ficaremos contentes, se vos fordes. Ficaremos
contentes. Ide-vos!
E - Continua a falar! Em nome da Santíssima Virgem fala! Diz o que Ela te
ordena, em nome (...).
A - Porque disse tudo isso, porque fui obrigado a dizê-lo. Ela concede-me
ainda uns momentos. Tens que recitar três vezes: “ Santo, Santo, Santo...”.
(As pessoas presentes recitam a oração).
E - Em nome da Rosa Mística..., Akabor, diz o que a Santíssima Virgem te
encarregou de dizer!
A - Ela encarregou-me de dizer o que eu fui obrigado a dizer e o que disse.
Tudo o que revelei, foi contra a minha vontade (chora despeitado).
E - Em nome..., disseste tudo?
A - Sim!
EXPULSÃO DE AKABOR
E - Nós te ordenamos agora, Akabor,
em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, da
Santíssima Virgem Maria, do Coração Imaculado de Maria, dos Santos Arcanjos,
dos Coros Angélicos, que digas se nos revelastes tudo o que o Céu te tinha
mandado dizer! Diz a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue!
A - Se ele tivesse sido também
derramado por nós, teríamos sido homens. Mas nós não éramos homens. Se
fossemos homens, não teríamos sido tão estúpidos. No fundo, ainda tendes mais
sorte que nós...
A - Isso não é possível...!
E - Akabor, vai-te em nome (...)! O
teu discurso acabou, a tua missão está cumprida. Grita o teu nome e volta para
o inferno!
A - Não sou obrigado a ir já. Ela
ainda me permite um certo tempo.
E - Tem que sair outro demônio
contigo?
A - Não! Eu, Akabor, tenho de ir
primeiro, mas tendes que rezar ainda sete Ave-Marias em honra das 7 Dores de
Maria. É sob as suas ordens (aponta para o alto) que eu as vou dizer:
1ª - A primeira, pela sua dor na
profecia de Simeão: “Uma espada de dor te trespassara o coração.”
2ª - Depois, a fuga para o Egito,
considerando as lágrimas e os tormentos que Ela então sofreu.
3ª - Perda do Menino Jesus no
Templo: imaginemos a angústia que Ela padeceu, pois que Ele era o Filho de
Deus.
4ª - Ela encontra Jesus no caminho
do Calvário; a humilhação em que Ela viu o Seu Filho.
5ª - A horrível, a mais horrível
dor: na Crucificação e morte na Cruz. Quanto Ela não padeceu: lágrimas,
angústias, desânimo.
6ª - A descida da Cruz: Aquele Corpo
horrivelmente desfigurado, que em conjunto levaram para o túmulo. Em que
estado de espírito não terá Ela assistido a tudo isto.
7ª - Finalmente, a deposição no
túmulo. A Sua Dor imensa, a sua tristeza. Ela sofreu horrivelmente.
(Terminadas as orações, grita com uma voz cheia de ódio):
A - Agora, três vezes:“Santo, Santo,
Santo,...” (as pessoas presentes recitam-o
E - Em nome da Santíssima Trindade
(...), em seu nome, deves agora voltar para sempre para o inferno, Akabor!
A - (geme e grita com uma voz
terrível): Sim...!
E - Em nome (...) grita o teu nome e
vai-te para o inferno! Vai-te em nome dos teus antigos companheiros, os Santos
Tronos que servem a Deus. Tu nunca serviste a Deus!
A - (gemendo): Eu bem queria servir
a Deus, mas lúcifer não o quis.
E - Tens que te ir agora. Nós,
Sacerdotes, te ordenamos em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e
do Espírito Santo. Tens de te ir embora, em nome do Coração de Maria e em nome
das Sete Dores de Maria.
A - (grita como louco, cheio de
desespero).
E - Em nome (...) vai para o
inferno! Grita o teu nome!
A - A-KA-BOR (grita o nome
chorando). A-KA-BOR!!
E - Vai para o inferno e não voltes
mais, nunca mais, em nome (...).
AL - Agora, é Allida quem fala.
E - Em nome da Santíssima Trindade,
nós te ordenamos, que nos diga Allida, se Akabor partiu.
AL - Ele cá já não está. Partiu.
Lúcifer e a sua pandilha vieram buscá-lo.
2
EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975
Contra: Judas Iscariotes (alma condenada)
J - Se eu a tivesse então escutado! (aponta para cima). Ela estava perto de mim (geme com uma voz horrível).
E - Quem é que estava perto de ti?
Fala, em nome (...).
J - Ela, lá de cima (aponta para cima), mas eu repeli-a.
E - Continua, Judas, diz o que tens a dizer em nome da Santíssima Virgem! Diz
a verdade e só a verdade!
J - Eu sou o mais desesperado de todos (geme).
DESCIDA DE JESUS AOS INFERNOS
E -
Judas, agora tens de ir-te!
J - Não! (geme).
E - Em nome desta Rainha que tu recusaste, em nome de Nossa Senhora do Monte
Carmelo tens que voltar, agora para o inferno!
J - É preciso que recitem todos os Mistérios Dolorosos e o Credo. (Quando
rezavamos E desceu aos infernos). Judas exclamou:
J - Ele desceu... lá abaixo, Ele foi!
E - Cristo foi ao Limbo? Diz a verdade, em nome (...).
J - Ele desceu até ao inferno e não apenas até ao Limbo, onde as almas
esperavam.
E - Por que é que Ele foi ao inferno? Diz a verdade, em nome (...).
J - Para mostrar que também morreu por nós.* Isso foi terrível para nós. Ele
foi ao reino da morte, mas foi também ao inferno... realmente ao inferno. Foi
preciso que Miguel e os Anjos nos encandeassem para impedir que nos
precipitássemos sobre Ele (aponta para o alto e resmunga). Eu não gosto de
falar nisto, nem sequer de o ouvir, fui culpado da traição a Cristo. É
necessário que canteis: “ Vejo-te Jesus, silencioso...” e: “Como me arrependo
dos meus pecados.” estas duas estrofes e em seguida uma estrofe do cântico
Stabat Mater: “ A Mãe de Cristo, de pé, junto a Cruz.” (As pessoas presentes
entoam os cânticos).
J - (Durante os cânticos, solta gritos horríveis de desespero): Se me tivesse
arrependido! Se me tivesse arrependido!
* Jesus morreu por todos os homens. É Judas, uma alma condenada, que está a falar e não um demônio, como no caso anterior de Akabor.
LUTA CONTRA JUDAS
E - Judas Iscariotes, nós, Sacerdotes, ordenamos-te, em nome
da Santíssima Trindade, que voltes para o inferno!
J - Não..., não quero ir (geme). Estou muito bem nesta mulher. Em grande
parte, ela é obrigada a participar do meu desespero.
E - Judas, em nome (...) afasta-te dela, vai para o inferno, para a condenação
eterna, onde é o teu lugar, em nome (...).
J - Mas eu não quero.
E - Sai Judas Iscariotes, em nome da Mãe de Deus!
J - Ela (aponta para cima), ainda agora teria piedade de mim, se pudesse. Ela
amou-me, ela amou-me! Sabeis o que isso significa? (geme angustiado).
E -
Grita o teu nome, Judas Iscariotes, e vai-te em nome (...).
J - Eu sei que Ela me amou (murmura penosamente).
E - Tu não quiseste, tu não lhe obedeceste. Ela queria salvar-te para a
eternidade, para o Céu. Ela desejou o melhor para ti. Agora vai-te, em nome de
Nossa Senhora de Fátima!
J - Não! (Grita cheio de desespero).
E - Judas Iscariotes, grita o teu nome e vai-te. Vai-te agora, para o inferno,
em nome do Salvador Crucificado, que tu traíste, em nome dos seus sofrimentos,
em nome da sua Agonia no Jardim das Oliveiras.
J - É preciso recitar três vezes: “ Santo, Santo, Santo...”.
(As pessoas presentes recitam-no e cantam: Abençoa ó Maria!) Enquanto isso,
Judas grita com uma voz terrível: “Não! Não!”
E - Nós te ordenamos em nome da Santíssima Trindade (...)! (Judas arranca a
estola do Padre).
J - Não! (com uma voz terrível).
E - Em nome da Santa Padroeira desta mulher, vai-te agora, Judas Iscariotes!
J - Tendes que pôr todas as relíquias “na mesa”. Ninguém me obriga a ir-me tão
facilmente! Eu sou o ... (solta um gemido terrível)
E - Em nome dos cruéis sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo (...)!
J - Eu não quero ir-me embora, não quero! Deixai-me; deixai-me (horríveis
uivos).
E - É Nossa Senhora da grande Vitória quem te ordena!
J - Se eu a tivesse escutado!
E - Nós te ordenamos em nome da Santíssima Virgem, da Igreja Católica ...
J - Isso não serve de nada (grunhe com uma voz cavernosa).
E - Em nome da Santíssima Trindade (...)!
A REALIDADE DO INFERNO
J - Se eu não tivesse perdido a esperança! O inferno é
horrível! Se eu não tivesse perdido a esperança! (gritos de desespero, que
metem medo).
E - A Santíssima Virgem ordena-te que te vás embora, em nome do Crucificado,
em nome do Preciossíssimo Sangue!
J - Deixai-me ficar mais uns momentos nesta mulher!
E - Não! Sai, em nome de todos os Santos Apóstolos, em nome (...).
J - Não quero. Não. Não... (berra com uma voz cheia de ódio)..., mas eles
chegarão em breve (refere-se aos espíritos infernais).
E - Vai-te agora, Judas Iscariotes, em nome de Nossa Senhora do Monte Carmelo.
Ela te ordena que vás para o inferno, para a condenação eterna!
J - (os seus gritos prolongados comovem): Não, não!... (geme com voz terrível
e emite sons de desespero).
E - Em nome das Sete Dores de Maria, em nome da Santíssima Trindade... vai-te
para o inferno!
J - Mas eu não quero, não quero! (berra horrivelmente).
E - Em nome da Santíssima Trindade, da Imaculada Conceição,
Mãe de Deus, nós te ordenamos que voltes para junto de lúcifer!
J - (Com voz arrastada e lastimosa): Não! (O seu grito é horrível e
desesperado). Não, não! Eles também não me querem no inferno. (De repente,
Judas grita com desespero): lúcifer socorro! (os Sacerdotes recitam um novo
exorcismo e duas ladainhas).
E - Em nome da Santíssima Trindade, nós te ordenamos, que vás para o inferno
por toda a eternidade!
J - Ó espíritos infernais ajudai-me! Ajudai-me para que eu não seja obrigado a
ir-me embora! Despacha-te, Akabor! Ajuda-me ... Oh, oh, despachai-vos! (geme
queixoso).
E - Judas Iscariotes, vai-te em nome (...).
J - Lúcifer, tu é que me mandaste, tens portanto que me ajudar!
E - Nós te ordenamos, Judas Iscariotes, em nome (...).
J - (grita desesperado): Eles vêm... vão chegar em breve... Sabeis como os
temo, sabeis? (refere-se a lúcifer e aos seus ajudantes).
E - Nós, Sacerdotes da Igreja Católica, nós ordenamos-te, em nome da
Santíssima Trindade, da Santa Cruz, da Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus
(...) vai-te Judas Iscariotes!
(Nesta altura os Sacerdotes recitam três vezes: “Santo, Santo, Santo...” e o
Glória ao Pai. Neste momento, Judas, pela boca da possessa, fala com voz de
homem).
J - Não! Oh, oh (geme)... Se nós a pudéssemos matar já! Como gostaríamos de o
fazer. Já há muito que decidimos que ela devia ser morta (refere-se à
possessa).
E - Nós te ordenamos, em nome da Santíssima Trindade, que não a mates.
Afasta-te agora, afasta-te em nome (...) e especialmente São Miguel!
J - Não, Miguel, tu não deves... (uiva como um animal e solta gemidos
horríveis). Eles aí vêm... Eles vêm!...
E - Em nome da Santíssima Trindade... Grita o teu nome, Judas Iscariotes, e
vai-te!
J - Eu... eles aí vêm! Eu... Judas... Iscariotes!... Eu... Judas Iscariotes,
tenho que ir, tenho que ir! Tenho que ir... tenho, tenho, tenho!... Eles aí
vêm... Eles aí estão! (uiva e grita com uma voz medonha). Estão aqui os
espíritos malignos! (chora)... Lúcifer, lúcifer! Vai-te embora lúcifer!...
Tenho medo de ti, vai-te embora! (grita com uma voz horrível).
E - Vai-te, agora, Judas Iscariotes, em nome...
J - Ele vem... ele vem...!
E - Em nome da Santíssima Virgem, vai para o inferno, para sempre, e nunca
mais voltes!
J - Eles aí vêm... Eles aí estão... (grita e geme horrivelmente). Tenho que
ir! Eles recebem-me!
E - Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, grita o teu nome e parte!
J - Já o gritei. Eu, Judas Iscariotes, tenho... de ir-me embora. “Judas
Iscariotes!” (ouvem-se quinze gritos prolongados, horríveis, capazes de fender
a alma)... Não, não, não... Não quero ir embora!
E - Nós te ordenamos, em nome da Igreja Católica, em nome da Santíssima Trindade (...).
O INFERNO É MAIS HORRÍVEL DO QUE SE PENSA
J - Oh, este desespero! Este desespero horrível! É horrível!
Não podeis imaginar como o inferno é cruel. Não fazeis a mínima idéia de como
é medonho lá embaixo! Não sabeis como é!
E - A culpa foi tua. Vai-te, Judas Iscariotes, em nome (...).
J - (grita e suspira): Tenho um lugar horrível! Um canto horrível, lá embaixo.
Oh ... oh! Dizei a todos que tenho um canto horrível!... Vivei honestamente!
Vivei honestamente!... É pavoroso!... Por amor ao Céu fazei tudo para alcançar
o Céu, mesmo que para isso seja preciso ser torturado por instrumentos de
suplício durante mil anos (grita).
Escutai, devo dizer ainda isto: se tivésseis que passar mil anos de suplício,
agüentai, agüentai! O inferno é terrível, é terrível! Ninguém sabe como o
inferno é horrível. É muito mais atroz do que pensais... é medonho!... é
pavoroso! (Judas pronuncia todas estas palavras com uma voz que faz tremer,
entre cortada, de um desespero indiscutível).
E - Em nome de Jesus disseste tudo agora?
J - Tenho ainda que acrescentar uma coisa, mas prefiriria não o fazer: há
tantas pessoas... que já não crêem no inferno... mas... mas... (ameaçador)...
ele existe! O inferno existe. É horrível!
E - Sim, o inferno existe.* Diz só a verdade, em nome (...).
J - Oh... ele existe... o inferno! É medonho! Tenho que me ir em breve, mas
tenho que dizer ainda isto (grita e gane como um animal).
E - Mas, agora, é preciso que te vás embora. Em nome (...) sai desta mulher!
J - O inferno é muito mais medonho do que se pensa... O inferno é muito mais
horrível do que se pensa...! O inferno é muito mais horrível do que se
pensa...! (os seus gritos são de ensurdecer).
E - Fala, em nome (...)!
J - (Grita e geme): Oh!... se eu pudesse ainda voltar atrás... se eu pudesse
ainda voltar atrás!... Oh... Oh! (chora dum modo inexprimível).
E - Sai desta mulher, sai, em nome (...)!
J - Oh! Eu não quero ir lá para baixo. Tende piedade... Deixai-me continuar
nesta mulher!
E - Não! Não! Em nome (...) vai-te embora!
J - (geme): estava bem melhor nela. É que assim ela teria que carregar com
grande parte do meu desespero. Deixai-me ainda ficar nesta mulher... É
horrível para mim. para mim é horrível estar no inferno (geme com voz
ofegante). Oh! Deixai-me ficar ainda nesta mulher!
E - Não! Em nome (...).
J - Ela ainda pode agüentar-me (com um imenso desespero). Ela pode muito bem
agüentar-me.
E - Sai
dela, em nome (...).
J - Que pensais!... Lá em baixo é muito mais horrível!... Oh! Oh!! (geme).
Dizei isto... dizei isto a todos os jovens, a todos os heréticos,
absolutamente a todos: o inferno existe. (a voz é penetrante, capaz de causar
calafrios). Oh! (grita), é “lixadamente” horrível! Se tivesse escutado a
Santíssima Virgem e não tivesse passado a corda à volta do pescoço! Se tivesse
mantido a esperança. Se não a tivesse perdido (fala com uma voz
desesperada...) Mas todos dizem isso, todos os condenados dizem o mesmo quando
chegam lá abaixo. Mas, então, já é demasiado tarde. Só acreditam quando já é
demasiado tarde.
E - Vai-te, em nome da Santíssima Trindade, em nome de todos os Santos Anjos e
Arcanjos e do Arcanjo S. Miguel!
J - E Miguel é terrível para nós. Miguel é terrível! (grita com uma voz
odiosa).
E - Vai-te, em nome do Santo Cura d'Ars, em nome de todos os Santos exorcistas
e em nome da Igreja Católica!
J - (grita): JU-DAS IS-CA-RI-O-TES! Tenho que partir! (solta rugido terrível).
E - Agora, vai-te Judas Iscariotes, em nome da Santíssima Trindade, volta para
o inferno para sempre, volta para a condenação eterna!
J - Eles aí vêm, aí vêm (geme e chora cheio de desespero). Eles aí estão...
Adeus, adeus, felizes homens... Felizes! Vou-me embora... porque a isso me
obrigam. (chora e lança rugidos de fender a alma).
E - Nós te ordenamos, em nome (...) vai para o inferno!
J - (ruge desesperado como um leão): Vou! JU-DAS IS-CA-RI-O-TES!
E - Sai e vai para o inferno, em nome (...)
J - (lança gritos penetrantes, ofegantes, desesperados, de repente, aponta
para cima com o dedo, e diz): Ela ainda me concede um curto espaço de tempo.
A sua missão (da possessa) ainda não está acabada.
* A existência do inferno é um dogma da Igreja definido no IV Concílio de Latrão (1215) e explicado em muitos documentos do Magistério.
3
NOVO EXORCISMO DE 17 DE AGOSTO DE 1975
E - Quando é que sais? Fala Judas! Fala agora, em nome da
Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
J - Eu era Apóstolo (fala com uma voz sombria, rouca, como voz de homem).
E - Em nome de Jesus, continua!
J - Fui um traidor.
E - Continua... nós já o sabemos... em nome de Jesus!
J - Hoje, também há traidores entre os Bispos, com uma única diferença: eu
traí abertamente e eles podem camuflar-se.
E -
Isso é verdade? Em nome (...)!
J - Sim!
E - Não estás a mentir? Em nome (...)!
J - Não! Pensas que digo isto de boa vontade?
E - Obrigaram-te a dizê-lo? Em nome (...), diz a verdade!
J - Sim.
E - Em nome de quem?
J - No d'Ele, nesse maldito (aponta para cima)... Infelizmente!
E - Quando é que te vais embora? Diz a verdade, em nome da Santíssima
Trindade!
J - Tenho ainda algumas coisas a revelar.
E - Então fala agora. Diz tudo o que tens a dizer, em nome de Jesus!
J - Entre os Bispos de hoje há quem seja tão traidor como eu. Se não são...
E - Nem todos. Diz a verdade, em nome (...).!
J - Nem todos, mas muitos. É mais fácil cair nas suas malhas do que nas
minhas.
E - Continua, Judas, diz o que tens a dizer, em nome (...)!
BISPOS NO MAU CAMINHO
J - Devo dizer que, actualmente, há muitos Bispos que já não
se encontram no bom caminho. A esses não é necessário obedecer. A obediência
tem muita importância. Mesmo no Céu, a obediência está escrita em maiúsculas.
Mas agora, chegou o tempo dos lobos devoradores.
E - Continua Judas, em nome (...).
J - Qual é o cordeiro que se atira para as goelas do lobo? Não se deve
obedecer a lobos.
E - Em nome de Jesus, continua, continua, em nome (...) em nome dos Santos
cujas relíquias estão sobre a tua fronte, que não foram traidores, continua!
J - Qualquer homem foge quando o lobo chega. Agora, é o tempo dos lobos!
Muitos Bispos transformaram-se em lobos devoradores, que já nem sabem o que
dizem; a esses, não se deve obedecer. O próprio Céu já não exige obediência
nestes casos.
E - Judas, em nome da Santíssima Virgem, continua!
J - Só se deve confiar no Papa.
E - Continua agora em nome de Jesus!
J - O Papa Paulo VI, não pode mandar publicar os seus documentos, porque serão
desmentidos e falsificados.
E - Continua a falar, em nome (...).
J - Deve rezar-se diariamente ao Espírito Santo, de contrário corre-se o
perigo de cair no fosso ou nas goelas dos lobos.
E - Continua, Judas Iscariotes, em nome de Jesus! Que é que tens ainda a
acrescentar, relativamente ao Papa? Diz o que tens a dizer, da parte do Céu!
Só queremos saber o que o Céu e a Mãe de Céu querem que digas!
J -
Pensas que direi outras coisas! Pensas que me agrada revelar isto?
E - Fala, em nome de Jesus, diz apenas a verdade, que o Céu e a Mãe do Céu
querem que digas!
ECÔNE ESTÁ NO BOM CAMINHO
J -
Ecône triunfará.
E - Que é que disseste? Repete Judas Iscariotes! De quem é que estás a falar?
Em nome de Jesus, diz a verdade e só a verdade!
J - Após um longo combate, Ecône triunfará.
E - Fala em nome de Jesus!
J - Ecône encontra-se no único bom caminho.
E - Isso corresponde à verdade? É o Céu que diz? Fala em nome de Jesus.
J - Ao referir que está no bom caminho, isso não significa que não haja mais
ninguém no bom caminho; mas o caminho que Ecône segue é o único bom. É isso
que queremos dizer: não há muitos caminhos que sejam bons, mas há muitas
pessoas que estão no bom caminho. Ecône está no caminho certo, e muitas
pessoas que não conhecem Ecône, mas que procuram a verdade, também o estão.
E - Continua, em nome (...) diz o que tens a dizer!
J - Monsenhor Lefébvre terá ainda de sofrer, mas ele é bom.
E - A Liturgia que ele segue é boa? Diz a verdade, em nome de Jesus!
J -A Liturgia que ele segue é a única boa.
E - Em nome de Jesus, isso é verdade?
J - É a pura verdade.
E - Em nome da Santíssima Trindade, mentiste?
J - Não! É a pura verdade.
E - Donde é que ela vêm? Quem te ordenou que dissesses isto? Fala, em nome
(...).
J - Foi Ela (aponta para cima) que o disse: São Eles, lá em cima, que o dizem.
A verdade vem do alto. Eles, lá em cima, não gostam da nova Liturgia. Não era
preciso modificar o antigo Missal... Digo isto bem contra minha vontade (geme
e grita). Nos dias de hoje já não há a obrigação de obedecer a todos os
Bispos.
E - Ainda há Bispos bons? Em nome de (...) diz só a verdade!
J - Ainda há Bispos a quem se pode obedecer, mas não a todos! Akabor já falou
desse assunto (geme e quase não consegue respirar).
4
EXORCISMOS DE 31 DE AGOSTO DE 1975
E - Judas Iscariotes, nós, Sacerdotes, ordenamos-te, em nome da Santíssima Trindade (...) diz-nos: sois realmente obrigados a partir? Diz a verdade, só a verdade em nome (...). Pelo poder de todas estas invocações deves dizer a verdade e só a verdade, e também em nome das sagradas relíquias que estão sobre a tua fronte.
J -
Tenho que dizer, tenho que dizer! Em certa medida, faço parte dos demônios. É
a eles que estou agregado. Eu tinha uma posição elevada, tinha uma posição
elevada, era Bispo.
E - Continua! Diz o que tens a dizer, em nome (...)!
J - Eu ocupo uma posição superior em relação às outras almas condenadas. Já
aqui disse que me deram um canto horrivelmente obscuro no inferno. Como eu
invejo... os outros condenados humanos! Os outros... em comparação comigo,
estão bem. Eu tenho um canto sujo.
E - Continua! Diz o que tens a dizer, em nome (...)!
J - Ela (aponta para cima) bem me avisou. Ela avisou-me. E eu que não lhe dei
ouvidos, eu que não lhe dei ouvidos (lança gemidos medonhos).
E - Continua! Diz a verdade, diz o que tens a dizer, em nome da Santíssima
Virgem!
J - Se eu a tivesse escutado! Seja como for, desprezei-a. Eu não gostava d'Ela!
Eu não gostava dessa...
E - Continua a dizer a verdade, em nome da Santíssima Virgem! Diz a verdade
Judas, diz o que tens a dizer da sua parte!
J - Para falar a verdade, desde o princípio, não me juntei a eles só por causa
de Jesus. Eu sonhava com o poder e a realeza, e como nada disso se realizou,
fiquei desiludido!
E - Continua a falar. Diz o que a Virgem Santíssima, Mãe de Deus, quer que
digas, sobre a Igreja. Diz o que tens a dizer, toda a verdade, em nome (...)!
A SITUAÇÃO NA IGREJA CATÓLICA
J - A
Igreja Católica encontra-se numa situação grave. Se Eles lá em cima (aponta
para cima) não interviessem, não poderia salvar-se. Mas é preciso que estas
palavras se cumpram: “ Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”
(Mt. 28, 20). Haverá uma depuração total, uma depuração terrível, que não nos
agrada, ouvis?
E - Continua! Diz a verdade em nome (...)!
J - A nossa acção no mundo, especialmente nos últimos tempos, atingiu uma
intensidade nunca vista.
E - Continua! Diz a verdade em nome (...) !
J - Pelo menos, desde há mil anos.
E - Continua! Diz a verdade e só a verdade! Em nome das Santíssima Virgem diz
a verdade sobre a Igreja!
SITUAÇÃO DO PAPA PAULO VI
J - O
Papa, o Papa... é um mártir. De certo modo poder-se-ia dizer que jaz por
terra, que deseja morrer. Não deseja morrer na situação em que se encontra.
Tortura-o o pensamento de que o que diz não é publicado no mundo, e é
precisamente aquilo que ele não queria, que é publicado pelos seus Cardeais.
Em todo o caso, muitos Cardeais, não todos, lá continuam. O Papa tem imensa
dificuldade em actuar. Está numa situação muito pior que uma verdadeira
prisão. Nós, nós agitamo-nos, fazemos tudo o que podemos. Aliás, já fizemos
muito.
E - Continua, diz a verdade, em nome (...) e só a verdade!
J - Privaram-no da sua liberdade... e assim pouco pode fazer. É por isso que
falamos dele como um réptil, só capaz de rastejar, e que já não tem uma
palavra a dizer, nem à direita, nem à esquerda, nem à frente, nem atrás. São
os outros que o fazem, os falsos, os que gostariam de vê-lo desaparecer.
E - Continua, diz a verdade, toda a verdade e só a verdade, da parte da
Santíssima Virgem! Continua a dizer o que tens a dizer da parte do Céu!
É UM GRANDE PAPA
J - É
preciso rezar pelo Papa. Ele sofre mais do que um mártir. Preferiria ser
apedrejado como Santo Estevão. É um grande Papa, apesar de estar forçado ao
silêncio. Carrega uma cruz. Poucos são os que atingem a sua altura, embora
passe por pequeno e impotente. A princípio cometeu alguns erros, mas há muito
que os reconheceu. Agora, porém, tem os pés e as mãos atados e até a língua.
Ele clama ao Céu que queria restaurar a Ordem, deseja-o, mas os seus pés e as
suas mãos estão atados. Já nada pode fazer.
E - Diz a verdade, em nome (...)!
O PRÓPRIO DEUS INTERVIRÁ
J -
Fazem dele o que querem. São lobos que uivam segundo o vento que sopra... O
que eles querem... quere-o o povo moderno... a massa. É assim que se tornam
populares. Pouco tempo depois, os bons Padres “tradicionalistas”, que antes
nunca tinham posto em dúvida o pensamento do Papa, são induzidos em erro. Mas,
o que acontece, é que agora os pensamentos do Papa já não são os seus. Nesta
época de terrível confusão, o Papa já não pode fazer praticamente nada. Agora,
é preciso que o próprio Deus intervenha... e Ele intervirá, dentro de pouco
tempo, em breve.
E - Que significado tem “em breve?” Dentro de alguns anos? Diz em nome (...)
toda verdade!
J - Não, isso não. Esse momento está mais próximo, mais próximo do que
pensais.
E - Diz a verdade, em nome da Santíssima Virgem, sobre a Igreja e sobre o
Papa! Continua a dizer o que tens a dizer, mas só a verdade!
J - O mais doloroso para o Papa é verificar como mesmo os Sacerdotes
“Tradicionalistas” duvidam do seu pensamento, da sua vontade. Ele já não pode
fazer. Rodeiam-no de subtilezas. Mesmo que ele quisesse publicar alguma coisa,
isso nunca chegaria a sair porque controlam tudo.
E - Por que é que o Papa não fala nas audiências, nas audiências públicas? Aí
poderia falar livremente.
J - Muitas vezes já nem sequer o pode fazer, já não pode. Muitas vezes mal
sabe o que está a dizer. é assim que, então, se dão esses erros e confusões
horríveis. É um pobre Papa. A Virgem Santíssima e Cristo têm pena dele. Mas é
preciso que ele viva o seu martírio. Há muito que ele prefiriria ser morto
pelos seus próprios Cardeais a viver assim! Sabe que todos estão contra ele.
Sente-o, ele é dotado de uma grande sensibilidade. Tem os nervos muito
sensíveis. Não é um Papa enérgico, mas nesta altura também não seria preciso
um Papa enérgico. Há muito que o teriam derrubado.
E - Continua a falar a verdade, em nome da Santíssima Virgem. Em nome (...)
nós te proibimos de mentir!
J - Fazia parte dos planos de Deus a eleição de um Papa humilde, submisso,
abnegado, agora que as coisas estão assim. É preciso que se cumpram as
Escrituras. Por isso é que era preciso que viesse agora o Papa Paulo VI. Ele
foi realmente o escolhido. Só Eles (aponta para o alto) têm compaixão dele.
Mas esta situação não se irá manter durante muito tempo.* O seu martírio em
breve terá fim. Mas, para ele, já dura há muito tempo. É que para ele os dias
são como semanas, como meses. É preciso rezar por ele, rezar muito mais. É-lhe
imensamente penoso ver como a Igreja descarrila e como tudo fica sem
consistência. Podeis ter a certeza de que ele prefiriria que tudo se fizesse
segundo o antigo estilo. Ele desejaria que este Concílio nunca tivesse sido
convocado. Ele bem se apercebe que tem conseqüências terríveis, devastadoras,
catastróficas, que já não poderão ser eliminadas. Nem a oração poderá deter os
seus efeitos funestos.
E - Continua, diz o que tens a dizer da parte da Santíssima Virgem, sobre a
Igreja e o Santo Padre!
J - Era preciso dizer a todos os Bispos que o Papa é influenciado. Mas eles
não acreditarão, porque também eles estão cegos. De que lhes serve a erudição
e a inteligência, se estão cegos e não crêem. Neste aspecto, nós sabemos ainda
mais, sabemos ainda mais que os Bispos.
E - Diz a verdade e só a verdade, em nome da Santíssima Virgem!
J - Eles temem-se mutuamente e têm medo do povo: têm medo de serem rejeitados.
Por isso querem dançar ao som do violão do povo, mesmo que ele toque notas
falsas.
E - Continua: diz a verdade em nome da Santíssima Virgem!
J - E este violão está de tal modo desafinado que, em breve, já não se poderá
tirar das suas cordas qualquer som. E é a isto que se pretende chamar Igreja!
Compre-endeis? Isto, quer ainda chamar-se Igreja! Uma Igreja maldita,
perversa, confusa. Será isto uma Igreja... que em breve ninguém ousará, nem
deverá, chamar Igreja!**
E - A frase que disseste “ É uma Igreja maldita”, não é da Santíssima Virgem!
J - Não, essa frase é nossa.
E - Diz a verdade e só o que a Santíssima Virgem quer!
J - Apesar de tudo, é a verdade. E decerto modo Ela é que quer que eu diga.
E - Fala em nome da Santíssima Virgem e diz somente a verdade, toda a verdade!
J - Chegamos a um ponto em que, em breve, até as seitas serão melhores que o
vosso catolicismo. As seitas, em breve, estarão em melhor posição, pois não
possuem a ciência e não são guiadas pelo Espírito Santo, como a Igreja sempre
foi. Elas dizem que é o Espírito Santo, mas na realidade o que elas
propagandeiam pelo mundo são as suas próprias idéias, da forma que mais lhes
agrada.
Há ainda alguns que não querem difundir este gênero de catolicismo; esses
gostariam que as coisas se orientassem pela tradição. Eles bem o desejariam,
mas são demasiado covardes. A sua covardia é de bradar aos Céus (aponta para
cima)!
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...)!
J - Se rezassem muito, alguns ainda compreenderiam, mas para muitos já é
demasiado tarde. Como o Céu, a Santíssima Virgem e o Santo Padre o lamentam!
Os três, Cristo, Santíssima Virgem e o Santo Padre, estão de acordo. Só eles é
que estão de acordo.
Os Cardeais (pelo menos muitos) não estão. O seu modo de agir e proceder é
contrário à vontade d'Eles lá em cima (aponta para cima) e contrário à vontade
do Papa. O Papa encontra-se numa situação terrível, terrível!
E - Continua a dizer a verdade, em nome da Santíssima Virgem! Diz tudo o que
tens a dizer, em nome (...)!
*
Paulo VI morre em 1978, três anos depois deste aviso, com 81 anos.
** Em vez de uma Igreja de Deus, Divina, ficar-se-ia com uma “igreja”
humana, dos homens e para os homens. Se tal se concretizasse, já não se
poderia falar em igreja.
SERÁ O PRÓPRIO DEUS A DERRUBAR O MODERNISMO
J - Nós
tememos o Papa, embora no fundo não o devêssemos temer assim, pois agora o seu
Vaticano é dirigido pelos Cardeais. O Papa sofre continuamente, e assim pode
salvar mais almas e fazer mais do que nós desejaríamos.
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem, e só a verdade toda a
verdade! Continua!
J - Chegaremos a um ponto que o próprio Deus será obrigado a destruir tudo, a
destruir o modernismo. E recomeçar-se-á no ponto onde se ficou, no que era
antigo, tradicional, no que correspondia à verdade e que é do agrado dos lá de
cima (aponta para cima) e não no que foi criado pelos homens.
E - Continua, diz a verdade da parte da Santíssima Virgem e só a verdade...
J - Se o Papa não estivesse seqüestrado e constantemente vigiado, à direita, à
esquerda e dos lados, poderia ainda continuar a governar, fazer com que as
suas palavras fossem ouvidas. Mas nestes últimos meses as coisas pioraram.
Praticamente nada chegou ao conhecimento público e o que poderia ter saído,
foi imediatamente desmentido, manipulado, mudado... até falsificado. Foi
falsificado.
Meio algum, por pior que seja, os impede (aos Cardeais) de alcançar o que têm
na cabeça. Nada lhes parece ordinário, porque estamos no fim dos tempos. Não
estivéssemos nós ao leme e não tivéssemos os Cardeais sob o nosso poder,
decerto eles saberiam fazer melhor. Mas porque agitamos tanto os espíritos e
temos tantos adeptos da magia negra a fazer das suas, temos os Cardeais, neste
momento, totalmente sob o nosso domínio. O melhor que tendes a fazer, é rezar
muito ao Espírito Santo. Aliás, tudo isto já foi dito por mim e por Akabor, a
propósito da obediência. Fui eu, Judas, que disse: agora já não é obrigado a
obedecer.
A OBEDIÊNCIA NA IGREJA
E - Diz
a verdade sobre a Igreja, continua, em nome (...). Tu não tens o direito de
mentir, em nome (...)!
J - É divertido: a obediência jamais foi elevada tão alto, como actualmente.
De repente, a obediência ficou na moda (ri sarcástico).
E - Diz a verdade, somente a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - Subitamente, todos apelam à obediência, agora, que ela é fácil!
E - Diz a verdade Judas Iscariotes, não aquilo que te apetece, em nome (...)!
J - Isto vem lá de cima. Nós somos obrigados a dizer a maldita verdade. Agora,
que é muito fácil - para aqueles que têm a mentalidade moderna, que gostam de
ter muito dinheiro e tudo o mais - a obediência veio de súbito à baila como
bala de canhão! Antigamente, não tinha de modo nenhum a actualidade que agora
subitamente adquiriu!
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem e só a verdade!
J - Isso agrada-nos. O que é preciso é que continuem assim. Mas a Eles lá em
cima, isso não agrada. Os Seus planos são outros e, no fundo, seriam outros,
mas é preciso que o Evangelho se cumpra. Todos os Seus planos têm de se
realizar, mesmo no meio de grandes catástrofes, mesmo no meio das maiores
confusões e conflitos dos povos.
E - Diz a verdade! Continua a dizer a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - Todos se apóiam no Bispo, mas os Bispos não podem apoiar-se no Papa, pois
nada vem do Papa. Creio que vou terminar.
E - Diz a verdade, toda a verdade, da parte da Santíssima Virgem, diz o que
Ela nos quer transmitir por teu intermédio, Judas Iscariotes! Continua a
falar, diz tudo o que tens a dizer e só a verdade da parte da Santíssima
Virgem!
OS RITOS LITÚRGICOS
J - Em
14 de Agosto, Akabor, teve que falar do Aspergesme, que deveria ser
reintroduzido no princípio da Missa. É verdade, é verdade! Assim somos
obrigados a fugir da Igreja.
E - Diz a verdade, Judas Iscariotes, diz a verdade da parte da Santíssima
Virgem!
J - Se não se fizer, permaneceremos lá dentro. O Sacerdote deveria, como era
uso antigamente, aspergir os fiéis com o hissope, de uma ponta a outra da
Igreja, e isso obrigar-nos-ia a fugir, a fugir também do povo, das pessoas.
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem, toda a verdade e só a
verdade!
J - Nós também procuramos perturbar as pessoas. Quando o Sacerdote, com o
hissope, asperge de uma ponta a outra da Igreja, então as pessoas podem rezar
melhor. Este rito expulsa também as idéias e os poderes da magia negra.
E - Da parte da Santíssima Virgem, diz a verdade!
J - A cerimônia do Aspergesme, os trinta e três Sinais da Cruz, a Tripla
formula “Senhor eu não sou digno”, e, no fim da Missa, a oração a São Miguel
Arcanjo, as três Ave-Marias e a Salve Rainha, deveriam ser restabelecidos. A
sua supressão foi obra nossa e, em certa medida, obra daqueles que estão em
nosso poder.
E - Continua a dizer a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
MISSA TRIDENTINA OU MISSA NOVA?
J -
Além disso, Eles lá em cima, (aponta para cima) gostam mais da Missa
Tridentina que da Missa em alemão e da nova Missa, porque nem tudo pode ser
traduzido dum modo absolutamente exacto.
E - Referes-te à Missa Tridentina, em Latim? Diz a verdade, diz a verdade
Judas Iscariotes, só a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - Os textos são difíceis de traduzir em alemão.* É assim que aparecem essas
palavras inexactas, que tiram muitas graças à Missa. Tudo o que não é
exactamente pronunciado como Cristo o quer, obtém menos graças. Especialmente
no que se refere à Consagração. As palavras da Consagração têm que ser
pronunciadas duma maneira perfeitamente exacta. Não se pode mudar uma sílaba.
É preciso que tudo seja de uma extrema exatidão e rigor. Sabeis como lá em
baixo está tudo perfeitamente regulado? Nem sequer na Igreja Católica, agora,
se consegue ter uma regulamentação como a nossa.
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem e só a verdade! Continua!
* O Latim, como língua morta, não falada, que já não evolui, põe um freio considerável, devido a sua rigidez, às interpretações fantasistas ou às traduções falaciosas, como as que freqüentemente se encontram nos textos em línguas vulgares. Os demônios já se tinham referido concretamente à tradução errada da formula da Consagração. Cfr. pp. 26.
AS FESTAS CATÓLICAS
J - As festas... as festas católicas! Tudo está mudado e
desorganizado; mudaram-se as datas e as pessoas já não compreendem nada.
Antigamente, as pessoas podiam pensar com antecedência: “ Agora, vem esta ou
aquela festa”... e agora... (ri ironicamente).
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - Agora, as pessoas já nem sequer sabem quando estas festas se realizam, nem
em que data são fixadas. Isto é muito vantajoso para nós e é uma perda
insensata para os outros, porque havia festas para as quais as pessoas se
começavam a preparar com algumas semanas de antecedência. Agora, já não o
podem fazer, ou só muito raramente o fazem, porque já não têm as datas das
festas presentes na memória; em cada calendário figura uma data diferente.
Como é que quereis que se preparem? As pessoas não podem ir ter com os Bispos
ou com os Sacerdotes à Igreja e festejar determinada festa aí, em tal data e
de tal maneira e, depois, em casa, sozinhos, celebrarem a festa na antiga
data.
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - No entanto, acreditai-me, mesmo no inferno, são as antigas festas que estão em vigor. Estão em vigor, bem mais em vigor que no vosso mundo. Decerto já vos apercebestes disso com a festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo.
TODOS OS SANTOS, FIÉIS DEFUNTOS,
ALMAS DO PURGATÓRIO
J - Era
preciso repor todas as festas no seu devido lugar. Então, essa dos fiéis
defuntos, tem também que se lhe diga!
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem!
J - As almas do Purgatório encontram-se numa situação terrivelmente
desvantajosa. Antigamente ia-se ao cemitério. Cada oração que se fazia,
obtinha uma indulgência; deste modo, uma alma podia ir imediatamente para o
Céu. Agora isso já não acontece, ou melhor, as pessoas já não são encorajadas
nesse sentido. Isso foi suprimido pelo Clero, que afirma que essas
indulgências já não têm valor, que só uma é válida, a do dia de Todos os
Santos. Que hão-de fazer as almas do Purgatório só com uma única indulgência?
Ah! Antigamente libertavam-se milhares e milhares de almas, deveríamos dizer,
milhões... e agora?
Agora, encontram-se perante uma terrível perda! Elas gritam por socorro e
ninguém lhes acode. Aproxima-se o dia dessa festa. Era preciso esclarecer
todas as pessoas a este respeito, mas elas não acreditariam. (ri maldoso com
satisfação)
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - E no fundo era uma coisa tão simples! Bastava ir ao cemitério, lançar um
pouco de água benta, dizendo uma vez: “Dai-lhe Senhor, o eterno descanso...”,
e, às vezes um Pai-Nosso ou outra oração, conforme o que ocorresse ao espírito
de cada um. Sempre que procediam assim, com reta intenção, então, por cada
oração, era realmente liberta uma alma. Agora, mesmo os bons, que ainda
acreditam nisso, são induzidos em erro, quando se lhes diz: “Tu não podes
ganhar esta ou aquela Indulgência, isso já não é valido.” É claro que isso só
nos tráz vantagens a nós, os do inferno (ri maldoso).
E - Fala somente da parte da Santíssima Virgem, só a verdade e toda a verdade!
J - E quanto a esta grande e única Indulgência, que ainda se pode ganhar, (a
do dia de Todos-os-Santos, segundo os modernistas), muitas pessoas acham os
seis Pai Nossos demasiado longos. Além disso, com esta indulgência única, já
não são muitas as almas que se libertam. O próprio Deus, Ele lá em cima
(aponta para cima) há-de pôr as coisas no seu devido lugar, mas para muitos,
já será demasiado tarde, excessivamente tarde.
Devo ainda dizer que este assunto das festas dos Santos tem mais importância
do que se pensa. As datas foram rapidamente mudadas, não só as das festas dos
Santos como também e muito especialmente as festas em honra da Santíssima
Virgem. De facto a festa de 8 de Dezembro manteve-se, mas de que vale isso? Há
outras festas igualmente importantes. Citemos, por exemplo, a de Nossa Senhora
do Carmelo e outras grandes festas e dias comemorativos. Quando as pessoas não
vão à Missa, nesses dias, pedir o auxílio da Santíssima Virgem para a sua
vida, recebem também menos graças. Isso representa para elas uma grande perda
e para nós um magnífico ganho.
E - Fala somente da parte da Santíssima Virgem e apenas a verdade!
OS SACERDOTES E A GRAÇA
J - Se
ao menos eu não fosse obrigado a dizer isto! Eu não queria dizê-lo!
E - Continua em nome (...) toda a verdade!
J - De facto, prefiriria não continuar a falar.
E - Continua da parte da Santíssima Virgem, diz só a verdade, em nome (...)!
J - É bem certo o provérbio (alemão) que diz: “só aquele que nada contra a
corrente é que apanha água fresca.” Muitos Sacerdotes encontrar-se-ão em breve
num pântano pestilento, fétido e sujo, e nem sequer se aperceberão disso.
Deixam que este pântano rodeie os seus corpos, e o que é ainda muito pior, o
seu espírito, e acabarão por afundar-se nele. É certo que é muito difícil
nadar contra a corrente, mas pelo menos recebe-se água fresca. Essa água
fresca representa as graças, e é isto que Eles lá em cima querem que se
receba.
Com esta imagem, quer-se sobretudo significar as almas. Obtêm-se mais graças
pela Missa Tridentina ou pela Missa latina, do que por aqueles Sacerdotes que
já não celebram convenientemente a Missa, pois assim já não há tantas graças.
Já não há uma plenitude de bênçãos nestas Igrejas porque estamos lá nós.
Dançaremos nelas à vontade e estaremos em breve lá em maior número que as
pessoas.
E - Diz a verdade da parte da Virgem Santíssima, em nome (...).
J - Em breve seremos mais numerosos, a dançar no interior dessas Igrejas, do
que as pessoas que essas Igrejas podem conter (ri sarcástico e com uma alegria
malvada).
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - Para cada pessoa podemos mobilizar dois ou três demônios, ou mesmo mais,
quando se trata duma alma mais piedosa (ri com malvadez).
AS MULHERES NA CAPELA-MÓR
A DAR A COMUNHÃO
J - E a leitura voltada para a assembléia? É-nos extremamente
vantajosa, mas é-o ainda mais quando é feita por mulheres (ri com maldade).
E - Diz a verdade, em nome de Jesus, Judas Iscariotes!
J - Então, quando as mulheres se colocam à frente, até as pessoas piedosas,
homens ou mulheres que desejariam concentrar-se na oração, não deixam de
pensar: “Que vestido é que ela traz hoje? Como lhe fica o chapéu? Foi
recentemente ao cabeleleiro?...” (ri com satisfação maldosa).
E - Diz a verdade, em nome da Santíssima Trindade!
J - Os seus sapatos estão na moda? Estes sapatos são 3 ou 5 centímetros mais
altos que os antigos? Usa meias escuras ou claras? (ri a bandeiras
despregadas).
E - Judas diz a verdade e só a verdade, da parte da Santíssima Virgem!
J - Não
se vê um pouco da sua combinação? (ri sarcástico)
E - Diz apenas, o que a Santíssima Virgem tem para nos dizer, diz somente isso
e nada mais! O que acabas de dizer é da tua autoria?
J - De certo modo fui obrigado a dizê-lo. Tive que o dizer, como complemento.
No fundo é mesmo assim. É assim que as pessoas pensam e, antes de qualquer
outra coisa, reparam na sua figura. Isso é evidente. Antigamente as mulheres
usavam véu, mas há muito que se deixaram disso. Mas, mesmo que já não usem
véu, o seu lugar não é na capela-mór. O Papa e os Céus (aponta para cima) não
querem isso.
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem, só a verdade!
J - Mas o pior é quando as mulheres são encarregadas de distribuir a Sagrada
Comunhão. Então, já, não há mais graças e bênçãos. É que as suas mãos não são
consagradas, são mãos de mulheres. Não quero dizer que o mal esteja no facto
de serem mãos de mulheres, mas sim, no facto de não serem consagradas. Cristo
escolheu só e unicamente os homens para o Sacerdócio e não as mulheres. Mas é
o orgulho, o orgulho, o pecado original dos anjos, a razão disto.*
E - Continua a dizer a verdade, da parte e em nome da Santíssima Virgem.
J - No fundo estas mulheres sentem-se orgulhosas por poderem dar nas vistas a
actuar lá à frente. Acreditai! Os Sacerdotes, mesmo os modernos que dentro em
breve verão tudo atirado para o caixote do lixo, acabarão por compreender que,
com todas as suas teorias e brilhantes inovações, não vão a lado algum.
Contudo, não querem voltar atrás, no caminho que tomaram. Por outro lado,
também não sabem bem como arranjar as coisas de molde a agradarem às pessoas.
E é assim que muitos Sacerdotes chamam uma mulher para a capela-mor. Pensam
que é mais um motivo para atrair as pessoas (ri sarcástico), pois as suas
Igrejas são ocupadas até um terço da sua real capacidade!
E - Judas Iscariotes, continua a falar da parte da Santíssima Virgem e diz só
a verdade!
J - Estão cada vez mais próximos do protestantismo; quer dizer, o
protestantismo é, em certa medida, melhor que a Igreja Católica moderna.
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem!
J - O protestantismo! Eles não sabem mais nada; eles não sabem mais nada desde
que as coisas ficaram assim, mas os católicos!
E - Continua a falar da parte da Santíssima Virgem, Judas Iscariotes!
J - Os protestantes estarão em breve mais próximos de Deus que o catolicismo
moderno: Eles não sabem mais, como já disse, mas de certa maneira podem vir a
saber. Os homens inteligentes reconhecem que a Igreja Católica, a boa, bem
entendido, é a verdadeira Igreja.
Muitos converter-se-iam. Mas, na situação em que a Igreja se encontra
actualmente, eu diria, ou melhor, nós os do inferno diríamos que o
protestantismo em breve se encontrará numa melhor posição.
* Belzebu no Exorcismo de 7 de Novembro de 1977 acrescentaria isto: “ O
mundo de hoje quer ser aprovado. Quer pôr as mulheres na capela-mór, no altar,
mulheres espampanantes e metediças. E isto apesar da Mãe de Deus nunca ter
tido uma função na Igreja, apesar de Cristo não querer que a mulher entre no
Santo dos santos, como castigo, porque o pecado original vem de Eva e foi ela
que caiu em primeiro lugar, Cristo disse isto um pouco antes de Sua
Paixão...”. É preciso lembrar que o acto de dar a Comunhão é em si mesmo um
acto de sacerdócio e é por isso que compete normalmente ao Sacerdote.
E - Continua a dizer a verdade, da parte da Santíssima Virgem, e só a verdade!
J - E
quanto à pregação! Há lugares onde as homilias são feitas por mulheres. Ele,
lá em cima, (aponta para cima), não quer isso.
E - Continua, diz a verdade e só a verdade da parte da Santíssima Virgem!
J - Deus quer que a homilia seja feita por um homem consagrado, porque assim a
pregação tem maior efeito sobre os fiéis. Uma mulher não consagrada está longe
de ter a mesma eficácia, abstraindo mesmo do facto das pessoas não se
concentrarem nas suas palavras.
Uma mulher que prega não pode ser boa, não pode pregar com seriedade, pois se
tivesse um espírito sério e fosse boa, não se dedicaria a pregações. A
Imitação de Cristo, as virtudes à Cruz e os Santos, são assuntos actualmente
pouco abordados na Missa ou nas homilias. Mesmo os Sacerdotes consagrados já
não se lhes referem a maior parte das vezes.
E - Continua a dizer a verdade, da parte da Santíssima Virgem e diz só a
verdade!
J - Se esta mulher não aprofundar ao máximo o tema da sua pregação, como
poderão as pessoas tirar algum proveito dela? Quando, muito, poderão
acorrer-lhes pensamentos estranhos. Nem sempre isso acontece, mas dum modo
geral pode dizer-se que uma pregação dessas é tempo perdido.
O PADRE VOLTADO PARA OS FIÉIS
J - O
Padre voltado para os fiéis também não é bom, sobretudo para as mulheres.
Passa-se o mesmo que com as mulheres na capela-mór. Agora, são as mulheres que
se interrogam: como são seus cabelos? Está bem penteado? Terá ido ao barbeiro?
Repara, agora tem o cabelo frisado e antigamente, não. Que belos dentes, tem!
(ri irônico).
E-Continua a dizer a verdade em nome da Santíssima Virgem e só a verdade!
J - Os paramentos ficam-lhe bem, ele é ainda tão jovem... pena que seja Padre
(ri jocoso)... etc... Mas se ele celebrasse voltado para o altar, estes
pensamentos não ocorreriam às mulheres: Quando ele se virasse, depois delas
terem rezado, já nada disso teria importância. Deus bem sabe porque é que a
Missa deve ser celebrada de costas viradas para o público.
E - Diz a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, e só a verdade!
Continua!
O TABERNÁCULO DEVE SER DIGNO
DAQUELE QUE LÁ RESIDE
J - O Sacrário devia estar no centro. Que significado tem, ao entrar-se numa Igreja moderna, ser-se primeiro obrigado a procurar o Sacrário? Não se sabe se está à frente, se atrás ou de lado. Em muitas Igrejas constroem-se mesmo Sacrários que não se sabe se são tocas de raposa (ri com malvadez)...
E - Diz
a verdade e só a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, Judas Iscariotes!
J - ...se cofres-fortes (mal pode conter o riso).
E - Diz a verdade, Judas Iscariotes, só a verdade, sob as ordens da Santíssima
Virgem!
J - Agora há também muitos que fazem Sacrários de qualquer maneira, em ferro.
Claro que também poderiam ser utilizados carris do caminho de ferro (ri
maldoso).
E - Diz a verdade, só a verdade, em nome (...)!
J - Um tabernáculo - Estais a ouvir-me? - Deve ser dourado. Isto é: nem o
ouro, nem as pedras mais preciosas seriam dignas de encerrar o que ele
encerra. Estariam bem longe de ser merecedoras do que ele abriga. É uma
vergonha, mesmo nós lá em baixo, temos de o reconhecer, é uma vergonha ver as
Igrejas e Tabernáculos que os homens constroem.
E - Diz a verdade, acaba com o riso, diz a verdade sob as ordens da Santíssima
Virgem!
A DANÇA NOS LUGARES SAGRADOS
J - E
que dizer das Igrejas onde se celebram Missas à tarde ou mesmo de manhã e onde
em seguida se realizam bailes! Devo falar de sexo, e não apenas de dança,
porque na maior parte dos casos em que há dança, há erotismo. Poderia dizer-se
que não há um único baile onde não se cometam pecados, quer corporais, quer
espirituais, ou onde não se dê ensejo a que se cometam mais tarde. A dança é
invenção nossa. Mas agora são os próprios Sacerdotes católicos a promover
estas festas e estas danças. Para que as pessoas ainda vão às suas casas, têm
que lhes oferecer estes divertimentos. Então, a palavra de ordem é: cerveja a
jorros, dança e música (ri novamente cheio de satisfação).
E - Diz a verdade e só a verdade, em nome (...)!
J - Chegaremos ao ponto, ou melhor, chegamos ao ponto de certos Padres que
ainda se dizem católicos, mas que já há muito o não são, chamarem às suas
Igrejas adeptos de certas seitas, digamos, da missão pentecostista etc...,
para que eles dêem testemunho das suas patranhas. Se não é o Espírito Santo
que reina, somos nós (e em certa medida é a magia negra) que reina. E as
pessoas estão tão cegas que já não sabem para onde fica o Leste ou o Oeste.
Claro que para nós, isto é como “um campo ceifado.” São assim os Sacerdotes
que temos actualmente.
E - Continua a dizer a verdade, em nome da Santíssima Virgem, e só a verdade,
somente as verdade sob as ordens da Santíssima Virgem!
A ARTE RELIGIOSA
J -
Sim, a Santíssima Virgem! Isso também tem que se lhe diga. De facto, coloca-se
a sua imagem a um canto ou bem ao fundo, de maneira que se veja o menos
possível. Muitas vezes existe uma pequena imagem da Virgem, de mau gosto (se é
que se consegue compreender de quem é a imagem). Quanto às imagens modernas,
na maioria dos casos não se sabe se se trata da mulher de um “gangster” ou de
algum lá de cima (aponta para cima).
E - Sob as ordens da Santíssima Virgem, diz a verdade!
J - Nos lugares onde ainda existem imagens belas da Santíssima Virgem, as
pessoas são mais facilmente impelidas à oração. É por isso, que Eles lá em
cima, querem que...
E - Continua a dizer a verdade sob as ordens da Santíssima Virgem, diz tudo o
que tens a dizer sob as Suas ordens!
J - ... apareçam belas obras de arte, pelo menos imagens boas e belas, que
“falem” às pessoas. O Sacrário deve ficar, como já foi dito, no centro,
ricamente ornamentado, dourado se for possível, arranjado de tal modo que todo
o aspecto da Igreja seja harmonioso. Que não se assemelhe a uma casota de cão,
ou (quase gostaria de o dizer) a um curral de porcos (ri sarcástico).
E - Diz a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem! Abdica dessas
expressões, que vêm lá de baixo!
J - Vêm lá de baixo, mas fui autorizado a dizê-las (respira alto e com
dificuldade).
E - Continua a dizer a verdade, diz tudo o que tens a dizer sob as ordens da
Santíssima Virgem! Continua a falar!
O SANTÍSSIMO SACRAMENTO DO ALTAR
J - O
Santíssimo Sacramento: O Santíssimo Sacramento já não é adorado. Está
totalmente posto de lado. As exposições do Santíssimo Sacramento são agora
raras. Fazem-se ainda em alguns actos de reparação e entre os
“tradicionalistas”. Fora disso são muito raras. Este Sacramento... se
soubésseis como é Grande!
E - Continua a falar em nome (...)!
J - O Santíssimo Sacramento do Altar! Se soubésseis as bênçãos que jorram, as
bênçãos que d'Êle jorravam antigamente, quando era exposto no Sacrário e o
povo, diante d'Êle, fazia a adoração reparadora! Isso era de grande eficácia
para os pecados. Todas essas coisas deixaram de existir e é por isso que
também menos almas se salvam. Não quero continuar a falar, não quero falar
mais!
E - Continua, sob as ordens da Santíssima Virgem, diz tudo o que Ela te
encarregou de dizer, mas só a verdade!
O SANTO ROSÁRIO
J - Tenho de acrescentar o seguinte (respira com grande
dificuldade): A grande maioria dos Sacerdotes estão cegos. Somos nós que os
cegamos. Mas, com um pouco de boa vontade e com muita oração ao Espírito
Santo, acabariam, a pouco e pouco, por compreendê-lo. O Rosário seria então um
remédio universal. Porém, também ele foi suprimido em quase todo o lado. Já
não está na moda, como se costuma dizer.
E - Continua, sob as ordens da Santíssima Virgem, diz toda a verdade, diz o
que tens a dizer!
J - Os
Mistérios Dolorosos seriam os mais preciosos dos três. Sem dúvida que todos os
são, mas a meditação dos Mistérios Dolorosos contribui mais para a salvação
das almas. É por isso que lá em cima (aponta para cima), são considerados os
mais preciosos.
E - E os outros Mistérios? Fala, em nome (...)!
O ROSÁRIO E A IMITAÇÃO DE CRISTO
J - Também são bons. Claro que são bons e dum modo especial os
Mistérios Gloriosos, com a dezena que convida à contemplação do Pentecostes, à
descida do Espírito Santo. Todos são bons, mas os Mistérios Dolorosos são
preciosos pois estão associados à contemplação da Agonia de Cristo no Jardim
das Oliveiras, da flagelação, da coroação de espinhos, do carregamento da Cruz
e da morte na Cruz.
O livro Imitação de Cristo devia ter sido fermento, devia ter sido alimento,
pão para a humanidade. Mas foi rejeitado como o foram milhares de livros que
existem. Citemos por exemplo os livros de Agreda, Emmerich, etc... Muitos
outros livros sobre a vida dos Santos caíram igualmente no esquecimento.
Mas os livros da Catarina Emmerich e Maria Agreda têm a vantagem de pôr sob os
olhos das pessoas a vida de Cristo, dum modo impressionante e de lhes mostrar
a pobreza extraordinária em que Jesus Cristo, a Santíssima Virgem e S. José
viveram. Se as pessoas seguissem o seu exemplo, decerto não viveriam tão
obcecadas pelo dinheiro, como tantas vezes acontece, e o orgulho não as
cegaria tanto. Haviam de compreender que as únicas coisas abençoadas pelo Céu
são a humildade, as virtudes e as obras de misericórdia como muito justamente
se costuma dizer e, sobretudo, a perfeita Imitação de Cristo e a própria
entrega de si mesmo aos lá de cima (resmunga).
E - Continua a dizer a verdade, só a verdade, sob as ordens da Santíssima
Virgem!
J - Lúcifer paralisa-me. Já não posso mais, não quero dizer mais nada.
Obrigaram-me a falar demais, a mim, Judas Iscariotes. (respira alto e com
dificuldade)!
E - Continua a dizer a verdade Judas Iscariotes!
J - A Imitação de Cristo, seria bom; a cruz seria bom. Na cruz está a
salvação. Na cruz está a vitória. A cruz é mais forte que a guerra. Oh! Como
lúcifer me atormenta por eu dizer estas coisas!
E - Continua a dizer a verdade! Lúcifer vai-te, sai desta mulher! Tu não lhe
podes fazer mal, em nome (...)!
J - Ele está nas proximidades.
E - Vai-te Lúcifer, tu não tens nada a fazer aqui! Judas Iscariotes continua!
Lúcifer não pode fazer-te mal, em nome (...)!
J - Ele atormenta-me. É unicamente graças a Ela, lá em cima (que me amou
intensamente) que ele não me tortura ainda mais terrivelmente no inferno. Sim!
Este velho, este louco, este monstro medonho.
E - Continua a dizer a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, continua a
dizer o que Ela nos quer transmitir! Lúcifer não pode fazer-te mal!
J - Ele
faz-me mal, mas não me interessa! Ficarei satisfeito se não for obrigado a
continuar a falar. Isso só me recorda as minhas próprias maldades. Gostaria de
poder voltar atrás, poder voltar atrás (suspira miseravelmente).
E - Continua, sob a ordem da Santíssima Virgem! Diz o que tens a dizer!
A DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM
J - A
Congregação Mariana era bom, mas agora já o não é. Nos lugares onde ainda
existe já não é boa. Aliás, já quase não existe, porque duma maneira geral a
Santíssima Virgem foi banida das Igrejas. Atualmente, são muito poucas as
pessoas que agem segundo a sua vontade e os seus desejos. Há pouco quem a
imite e ainda menos quem pratique a Verdadeira Devoção, segundo S. Luiz
Grignon de Montfort. É preciso dizer que ela é difícil. A verdadeira devoção e
a oferta de si mesmo não são fáceis.
Nós tudo fazemos para impedir essas coisas. Mas para as pessoas é a melhor
coisa que podem fazer: A melhor entre as melhores. Ela (aponta para cima) tem
um grande poder, Ela protege os seus filhos como me teria protegido a mim, se
eu simplesmente o tivesse querido (geme desesperado).
E - Continua a dizer a verdade, Judas Iscariotes! Lúcifer não pode fazer-te
mal, nem impedir-te de falar. Diz o que a Santíssima Virgem tem a dizer-nos,
por teu intermédio! Tens de falar sob as Suas ordens, em nome (...).
J - Os cânticos em louvor da Santíssima Virgem, nas Igrejas modernas, ouvem-se
ainda uma vez todos os anos bissextos (geme como se estivessem a
atormentá-lo).
E - Lúcifer, proibimos-te de fazer mal a Judas Iscariotes ou perturbá-lo! É
preciso que ele possa falar!
J - Só se ouvem uma vez todos os anos bissextos e, quando isso ainda acontece,
são cânticos que não penetram até o fundo da alma, cânticos que não falam ao
espírito. Isso é-nos muito vantajoso porque já muitas almas se salvaram e
voltaram ao bom caminho por causa dos cânticos em louvor da Santíssima Virgem.
Tomemos por exemplo o cântico “Maria zu lieben” (Para amar Maria). Diz assim:
“Tu és a Mãe, quero ser teu filho, só teu, na vida e na morte!” (geme como um
miserável). Não! Não quero dizer estas coisas!
E - Diz a verdade, em nome (...)!
J - Quero calar-me!
E - Sob as ordens da Santíssima Virgem, fala, em nome (...)!
J - Quero calar-me... muitos textos, nos países de língua alemã, foram
modificados pelos Bispos. O cântico “Milde Königin gedenke!” (Lembra-te doce
rainha...) é também um que nós tememos, porque contém esta bela frase: “Deverá
o mais pobre dos teus filhos deixar-te sem ser socorrido?” Estas palavras já
provocaram, em muitos, bons pensamentos e conseguiram-nos salvar no último
momento. Ou então, quando se diz: “Olhai-me pobre e miserável pecador...” Mas
para nós, no inferno, é bom que não sejam entoados. É bom, é mesmo muito bom.
E - Diz a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, diz somente o que a
Santíssima Virgem quer!
J - Depois, os cânticos em honra do Santíssimo Sacramento: “Kommet, lobet ohne
End” (Vinde, Louvai sem fim). O Stern im Meere, Fürstin der liebe, (Estrela do
mar, Soberana do Amor); há e havia centenas de cânticos belos e bons. Mas a
Igreja moderna sabe muito bem, isto é, nós sabemos muito bem, por onde devemos
começar a destruir na Igreja Católica. Nós somos obrigados, é o velho
(lúcifer) que o quer, é ele que fala, é ele que o exige. Nós conseguimos,
conseguimos agora o que sempre desejamos. Atingimos o ponto culminante.
Estamos no auge. Neste ponto só falta o Aviso. Só falta o Aviso.*
* Trata-se do “Aviso” que foi anunciado pela Santíssima Virgem em Garabandal, em 01 de Janeiro de 1965. (Cf. o Segundo Advento, a Montanha de Garabandal, ed. Tudo Instaurar em Cristo).
O SACERDOTE COMO PREGADOR E O SEU AUDITÓRIO
E - Diz a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, Judas
Iscariotes, diz o que Ela nos quer transmitir por teu intermédio!
J - Em muitos, o que falta é a humildade. Em muitos Sacerdotes de hoje, o que
falta é a humildade, porque se fossem humildes não seriam tão covardes. Então,
teriam a coragem de proceder bem, de cumprir os seus deveres, mesmo com risco
de serem humilhados, é por aí que nós temos domínio sobre eles. Muitas coisas
dependem dessa virtude.
Atualmente, a humildade é escrita com letras extremamente pequenas, tão
pequenas que mal se podem ler. Está ainda escrita em poucos, mas só em muito
poucos é que está gravada com letras maiúsculas.
É claro que se esta virtude já não figura nas pregações, como é que quereis
que as pessoas a pratiquem ou pratiquem outras virtudes? Onde é que poderá ir
buscar a matéria, a inspiração, o bom espírito que deve reinar, a não ser às
homilias?
Não foi um grande Santo que disse: “Quando o demônio quer apoderar-se duma
alma, não a deixa ir aos sermões?” Mas às homilias que agora se fazem, pode o
demônio, tranquilamente, deixar ir as pessoas (ri com uma satisfação).
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem e acaba com o riso!
J -Porque são sobretudo anedotas ou elocubrações sobre o Concílio, fazendo o
pregador mais o papel de conferencista que de pregador (dá gargalhadas).
Apesar disso, as pessoas estão suspensas das suas palavras. Mas por quanto
tempo ainda?
E - Diz a verdade em nome (...)!
J - Bebem as suas palavras e crêem sem hesitar em tudo o que ele diz, porque é
Sacerdote e recebeu do Bispo a sua missão. Ele fala assim, lê aquilo todos os
Domingos não do púlpito, cá de baixo naturalmente, porque as pessoas... isso
também tem que se lhe diga... (volta a rir alto).
E - Diz
a verdade, diz o que tens a dizer, da parte da Santíssima Virgem, diz toda a
verdade!
J - Um Padre tem... eu não quero falar disso.
E - Fora daqui lúcifer! Tu não podes fazer mal, tu não podes impedir Judas de
falar! Judas, diz a verdade, em nome (...)!
J - Um Padre tem maior eficácia quando fala do alto do púlpito, do que em
baixo, em frente do microfone. Antigamente, quando os Padres falavam do
púlpito, com a sua voz natural, as suas palavras eram muito mais eficazes do
que agora, cá em baixo, em frente de cinqüenta alto-falantes.
E - Diz a verdade, toda a verdade, da parte da Santíssima Virgem, só a
verdade. Diz o que Ela quer transmitir por teu intermédio, Judas Iscariotes!
J - É assim, e aí é que reside toda a nossa astúcia. Quando as pessoas eram
obrigadas a olhar para o púlpito e de certo modo, é lógico que se olhe para
quem fala não se distraíam a reparar em todos os chapéus, penteados, casacos
ou gravatas. Eram obrigados a olhar para a boca, quando muito para a cabeça do
pregador. Mas agora as coisas não se passam assim. Olham para a frente e são
distraídos pelos outros.
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem! Lúcifer não te pode
perturbar.
J - E a astúcia de tudo isto reside no fato de se terem organizado as coisas
de forma a que os Padres já não falem do púlpito. Isso é um fato capital, e
representa para nós uma grande vantagem. A idéia de falarem à frente foi
engendrada por nós. Fomos também nós que o quisemos. E nós conseguimos, nós
conseguimos tudo! Sim, obtemos tudo o que queremos (ri triunfante).
E - Diz a verdade, só a verdade, da parte da Santíssima Virgem. Lúcifer não
poderá interromper-te, Judas Iscariotes! Fala em nome (...)!
J - Nós até conseguiremos, aliás já o conseguimos , que as mulheres e sei lá
quem mais, possam ir à Missa com vestidos impróprios, sem que os Sacerdotes as
mandem embora. Pelo contrário, há alguns que dizem que é preciso praticar o
amor ao próximo...
E - Fala! Deita a verdade cá para fora, em nome (...)!
J - Dizem que é preciso praticar o amor ao próximo, que não se pode julgar uma
pessoa pela maneira como anda vestida, bem ou impropriamente, mas que o que é
preciso é olhar para os sentimentos do coração (ri com uma satisfação
maldosa).
E - Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem e só a verdade!
J - Antigamente era diferente. Uma pessoa dessas, ou melhor dizendo, uma
“descarada”, era expulsa da Igreja pelo Sacerdote. Antigamente havia ordem,
mas agora já qualquer “descarada” pode entrar (ri atrevido).
E - Diz o que a Santíssima Virgem te encarrega de dizer, Judas Iscariotes. Só
a verdade, só o que a Santíssima Virgem nos quer transmitir por teu
intermédio!
J - O que depois se passa, quando estas pessoas estão na Igreja, é
absolutamente normal (interrompe-se).
E - Continua a dizer a verdade em nome (...).
J - Quando algumas pessoas deste gênero estão na Igreja, as cabeças andam num
rodopio. Viram-se para a direita, para a esquerda, para a frente, para trás,
esticam-se e voltam-se na direção do que desejam ver (ri alto). Com tudo isso,
a oração não tarda também a desaparecer (ri maldoso).
E - Diz a verdade, em nome (...)!
J - Então a oração fica suspensa num prego ou presa num mata-moscas (ri
irônico).
E - Sob as ordens da Santíssima Virgem, diz a verdade, diz o que a Santíssima
Virgem nos quer transmitir!
J - E assim, a oração já nem sequer se pode libertar do mata-moscas; quando
muito contorcer-se na rede do sexo (interrompe-se).
E - Diz a verdade em nome (...)!
O TRAJE ECLESIÁSTICO
J - Era bom que os Sacerdotes voltassem a usar sotaina preta.
Nós já fomos obrigados a dizê-lo, as almas danadas já o disseram (*). Quando
um Padre se apresenta à paisana em camisa com gravata espampanante (nem é
preciso sê-lo) ninguém sabe se é repórter ou... (ri irônico).
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem, somente a verdade!
J - ... um diplomata, um diretor (ri a bandeiras despregadas) ou mesmo um
conferencista, que...
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem, só a verdade!
J - ...que... (ri sarcástico).
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem, acaba lá com o riso, deixa-te
de graças! Fala agora, sob as ordens da Santíssima Virgem!
J - ... ou qualquer outro “burro” à pesca de bombas eróticas.
E - Diz a verdade e só o que é da vontade da Santíssima Virgem!
J - Tudo está relacionado, tudo está relacionado! (continua a rir com
malvadez).
E - Diz a verdade sob as ordens da Santíssima Virgem diz o que Ela quer
transmitir, Judas Iscariotes!
J - É precisamente isto...! (resmunga).
E - Fala em nome de Jesus!
J - Não quero!
E - Tens que dizer a verdade! Fala, Judas Iscariotes!
J - Foi o que eu fiz.
E - Tens de falar, sob as ordens da Santíssima Virgem!
J - Quando um Padre se apresenta em camisa desportiva, mesmo elegante, o
resultado é que qualquer “galinha choca” pode pensar que ele a deseja. Será
este exemplo digno dum Padre? Que exemplo é que dá um Padre nestas condições?
Quantos erros não se verificaram nos últimos anos por causa disto? Quanto mal
não se poderia ter evitado se os Padres ainda se apresentassem vestidos com o
seu verdadeiro, primitivo, antigo, bom e tradicional... (resmunga).
E - Diz a verdade em nome da Santíssima Virgem, diz o que tens a dizer! Fala!
J - ...
não apenas bom... (geme).
E - Diz a verdade! Fala! Que a verdade total saia cá para fora! Fala Judas
Iscariotes, em nome (...)!
J - ... mas conveniente traje ou...
E - Continua em nome (...)! Lúcifer, tu não tens o direito de o atormentar!
J - ... na sua sotaina (**) sacerdotal, no seu traje... ou nem sei como
dizê-lo. Tomemos, como exemplo, os beneditinos. A muitos Padres ficaria muito
melhor o hábito de S. Bento do que um fato à civil, desmazelado, que jamais
poderá representar o que deve. Olhemos o hábito de S. Francisco com o capuz.
A quantos leigos, a simples vista deste hábito, mesmo ao longe, não sugeriria
pensamentos melhores! Nem era preciso estar junto dele. Quantas vezes não se
jogou num instante destes a salvação duma alma! Dá-se também o caso de haver
pessoas que pensam que se ainda há padres, apesar de tudo, Deus tem de
existir, pois do contrário, esses homens não usariam hábito.
E - Continua a dizer a verdade, da parte da Santíssima Virgem, diz o que tens
a dizer que é da vontade da Santíssima Virgem, somente a verdade!
J - E a pessoa pensa para consigo: Se é verdade que Deus existe, algo tem de
mudar em mim. Que devo fazer? E toda a noite esse pensamento vai ganhando
força na sua alma; por fim, essa pessoa decidir-se-á pelo caminho que a
conduzirá a um religioso de hábito, a um homem de sotaina negra, ou a um Padre
de hábito beneditino... sei lá como é que eles se chamam. Isto só vos traria
benefícios, a vós e ao mundo inteiro. Seria imensamente vantajoso para as
almas. Só por isto, milhares e milhares de almas seriam salvas. Quer nos
comboios, nos lugares públicos, em toda a parte, onde se encontrasse um Padre
assim, quantas mulheres, quantas pessoas, não se comportariam melhor, menos
negligentemente, ou seja, de outra maneira (interrompe-se).
E - Diz a verdade, Judas Iscariotes! Diz o que a Santíssima Virgem quer que
digas, somente a verdade, em nome (...)!
J - Quantos raios salutares não penetrariam, então, na alma dessas pessoas,
com este pensamento: “Ele é Padre, representa a benção Divina, o Santíssimo
Sacramento, tem todo o poder. Deus é o seu sustentáculo; nós já nada podemos
fazer, todos temos de morrer...”As coisas poderiam muito bem passar-se assim,
como eu acabo de contar. Repeti-lo mais uma vez ainda, porque...
E - Diz a verdade Judas Iscariotes, diz o que a Santíssima Virgem te encarrega
de dizer. Lúcifer, tu não podes impedir Judas Iscariotes de falar, nem sequer
perturbá-lo, em nome (...)!
J - ...porque é horrível quando uma mulher em mini-saia se senta em frente dum
Padre à paisana, sem saber que ele é Padre. De fato, ela verifica, quer pelo
seu olhar, quer pelo seu comportamento, que ele tem algo de mais elevado. Ela
sente-o de certa maneira e isso leva-a a tentar aproximar-se ainda mais dele.
Nada disso aconte-ceria se ele usasse o traje ou hábito religioso. Casos como
este, levaram muitos Padres a desviar-se do bom caminho, a casarem e,
conseqüentemente, a abdicarem das suas funções sacerdotais. A Igreja Católica
está numa situação difícil. Atingiu o ponto zero.
E - Diz a verdade Judas Iscariotes! Lúcifer tu não tens o direito de impedir
Judas Iscariotes de falar, nem podes perturbá-lo! Judas Iscariotes, diz o que
a Santíssima Virgem te encarregou de transmitir!
J - (Só se percebem sons guturais indefiníveis e uma sensação de
estrangulamento).
E - Fala, Judas Iscariotes, em nome (...)! Lúcifer, tu não tens o direito de
perturbar; vai-te, em nome (...)!
(*)
Num Exorcismo anterior, que não se encontra publicado nesta obra.
(**) Tudo indica que a batina perturba terrivelmente o Diabo. Daí a grande
resistência em dizer o valor do traje.
SÓ A INTERVENÇÃO DE DEUS
J - Só
a intervenção do próprio Deus, d'Aquele lá de cima (aponta para cima), pode
ainda salvar a Igreja. Temo-la totalmente presa nas nossas malhas. Corre o
perigo de perecer. A situação é crítica. Está encurralada pelos modernismos,
pelas idéias dos professores, dos doutores, dos Padres que se crêem mais
inteligentes que os outros. Só a oração e a penitência a podem ainda ajudar,
mas são bem poucos os que as praticam (respira profundamente e com
dificuldade).
E - Diz a verdade Judas Iscariotes. Lúcifer, tu não tens nada que estar a
incomodar. Vai-te deixa Judas Iscariotes falar, em nome (...)!
O INFERNO EM TODO O SEU HORROR
J - É
uma grande vitória para nós que só já muito poucos Padres falem do inferno! O
inferno em todo o seu horror devia pintar-se nas paredes. Mesmo que o
fizessem, isso não chegaria para vos dar uma pálida idéia do seu horror. Onde
é que encontrais ainda um Padre que fale sobre o inferno, a morte, o
Purgatório ou sobre qualquer outro assunto do gênero?
Só muito poucos o fazem! E estes não chegam para o exército, para a multidão
de pessoas, que se encontram no caminho da perdição.
E - Continua, Judas Iscariotes! Lúcifer, tu não podes impedir nem perturbar
Judas Iscariotes quando ele fala. Ele tem que dizer o que a Santíssima Virgem
o encarrega de dizer, em nome (...)!
J- É também um dos motivos principais...
E - Continua a dizer a verdade, o que a Santíssima Virgem quer que digas,
Judas Iscariotes!
J - ...um suporte a que nos podemos agarrar. O fato de já não se pregar sobre
o inferno, é-nos imensamente vantajoso. Devia falar-se dos horrores do
inferno, em toda a sua extensão, e isso não bastaria ainda. Já o disse aqui:
“O inferno é muito mais horrível que aquilo que vulgarmente se pensa (suspira
e chora).
MISSÕES POPULARES E VERDADEIRA RENOVAÇÃO
J - Se
ao menos se pregassem estas coisas e se voltassem a organizar missões
populares, muitas pessoas, milhares delas, voltariam a aproximar-se da
confissão. Agora, não o fazem. Nós já tivemos ocasião de dizer que as
cerimônias penitenciais não podem de modo algum substituir a confissão. Nós
tememos as missões populares como a peste, pois já contribuíram para a
salvação de muitas almas.
Os pregadores das missões populares falavam sobretudo do inferno, do
Purgatório, da conversão e da morte. Isto levava a luz a muitas almas: eram
como uma mecha que os Sacerdotes colocavam junto das pessoas e em que elas se
apoiavam, pois ninguém ama a morte, ninguém ama o diabo. Todos recuavam
assustados e cada qual pensava para consigo: “Se as coisas se passam assim,
tenho que retomar o caminho do bem. Ele tem razão.” Quando um Padre segue a
boa e verdadeira tradição, como Eles lá em cima querem (aponta para cima),
quando ainda celebra convenientemente a Santa Missa, quando é guiado pelo
Espírito Santo, quando é muito piedoso, então as suas bênçãos e a sua
influência são muito maiores. O mesmo se pode dizer dos seus sermões. As
pregações de muitos Padres são muito superficiais. As suas Missas já não são
fonte de bênçãos abundantes, talvez de muito poucas; de qualquer modo, de
menos bênção do que no caso de um Padre piedoso. E isso é lógico.
O Céu permite que um Sacerdote que quer realmente o bem, que se deixa guiar
pelo Espírito Santo, que se entrega totalmente a Deus e que só faz o que Ele
quer (aponta para cima), possua uma eficácia muito maior e exerça uma
influência também maior sobre as pessoas que freqüentam a Igreja. O mesmo se
passa com a leitura do Evangelho e com as outras leituras, do princípio ao fim
da Missa: o poder de tal Sacerdote é muito maior, muito mais extenso, que o de
um Sacerdote vulgar, morno ou quase apóstata. Esses já não se interessam, são
demasiado covardes para celebrar a Missa e para fazer o bem como deveria ser,
segundo a vontade do Céu... Não quero falar... não quero continuar a falar.
E - Judas Iscariotes, diz a verdade, diz o que tens a dizer sob as ordens da
Santíssima Virgem! Lúcifer, tu não podes perturbar Judas Iscariotes, tens de
ir para o inferno, lá é que é o teu lugar! Judas Iscariotes, continua a dizer
o que a Santíssima Virgem quer, diz toda a verdade e só a verdade, diz tudo o
que tens a revelar.
J - (Judas geme).
E - Vai-te lúcifer! Tu não podes incomodar, nem impedir Judas Iscariotes de
falar! Judas Iscariotes continua em nome (...)!
J - É preciso que apareçam Sacerdotes corajosos. Naturalmente, era melhor que
fossem os próprios Bispos a manifestarem-se contra os abusos da Igreja. As
pessoas deviam reunir-se. Era preciso que se voltasse a dizê-lo nas práticas,
que fosse gritado do alto dos telhados. Devia gritar-se do alto dos púlpitos
tudo o que eu, Judas, acabo de dizer. Penso, dum modo especial, no Aspergesme
e na bênção do fim da Missa, durante a qual se deve ficar de joelhos!
Naturalmente que se deve ficar de joelhos! A posição de pé atrai menos bençãos,
pois não agrada a Deus. Ficar em pé, de braços caídos, talvez sem rezar,
durante a bênção final, é ofensivo para Deus. É horrível. Nós, no inferno,
revoltar-nos-íamos, se pudéssemos, mas evidentemente isso agrada-nos, isso até
nos agrada.
E - Mas fala agora, sob as ordens da Santíssima Virgem, diz apenas o que Ela
nos quer transmitir.
A ANTIGA MISSA ENCERRA
GRAÇAS INFINDAS
J - Se
os trinta e três Sinais da Cruz voltassem, que aliás estão relacionados com a
vinda de Jesus Cristo! Tudo foi previsto, foi Jesus quem preparou tudo assim,
por intermédio do Espírito Santo. Se tudo isso fosse restabelecido, desde a
“aspersão” até a oração a S. Miguel Arcanjo, e se voltasse a celebrar a Missa
como Cristo quis, então... não quero dizer mais nada.
E - Diz a verdade, Judas Iscariotes! Tens de dizê-la, sob as ordens da
Santíssima Virgem!
J - ...então, milhares de almas que se perdem, que sofrem a condenação eterna,
seriam salvas! O erro está na Missa, principalmente na Missa. Uma torrente
infinda de graças decorria da Missa, quando ainda era convenientemente
celebrada. A Missa é o fator principal. A Missa e a Comunhão são o que há de
maior para vós, católicos. Todos os místicos, todas as Aparições da Santíssima
Virgem, têm de se apagar perante esta realidade.
A Santa Missa tem um valor infinito, incalculável. É o próprio Cristo que sobe
ao altar com toda a sua plenitude de graças, que nós tanto odiamos. Numa Missa
devidamente celebrada somos obrigados a fugir. Fugimos logo ao Aspergesme.
Servindo-nos de uma imagem, podemos dizer que nos limitamos a espreitar
receosos por uma fenda. Pelo contrário, na Missa moderna, podemos dançar à
volta, até... nem quero dizê-lo.
ESTARÁ CRISTO AINDA PRESENTE
EM TODOS OS SACRÁRIOS?
E - Diz
a verdade, diz o que a Santíssima Virgem quer transmitir, só a verdade!
J - ... até na capela-mór, mesmo em frente do Sacrário. Pois já não é em todos
os Sacrários que... não quero dizer isto, não quero dizê-lo (rosna com
violência).
E - Diz a verdade, tens de dizê-la Judas Iscariotes, sob as ordens da
Santíssima Virgem! Lúcifer tu não podes perturbá-lo!
J - Eles, no Céu, lamentam que a Hóstia consagrada já não se encontre em todos
os Sacrários.
E - O quê? Diz a verdade, em nome (...)!
J - Se ao celebrar a Missa, o Sacerdote já não crê nas palavras da consagração
e não tem a intenção de consagrar, então a Hóstia não é consagrada. É apenas
pão, como dizem os protestantes e as seitas. A maioria dos Sacerdotes “marimbam-se”,
e só fazem o que o povo ordena. Querem ser elogiados no seu modernismo e na
sua presunção, que quase lhes salta pela cabeça (resmunga).
E - Diz a verdade e só a verdade, diz tudo o que tens a dizer, sob as ordens
da Santíssima Virgem, Judas Iscariotes!
J - Mais lamentável, para Eles lá em cima (aponta para cima), é as pessoas
pensarem que recebem Cristo na Hóstia... quando é apenas pão.
Efetivamente, já não é Cristo. Isso representa uma enorme perda de graças e,
assim, desviam-se mais facilmente do bom caminho. Até pelos próprios
Sacerdotes são enganados!
E - Diz a verdade, Judas Iscariotes, em nome (...)!
J - Tenho também a acrescentar que Eles, lá em cima, não gostam que se usem
Hóstias castanhas. Só são toleradas em caso de extrema necessidade.
Normalmente, deve dar-se preferência a pão branco, até porque Jesus é a
Inocência personificada (respira com dificuldade).
E - Continua, Judas Iscariotes, diz tudo o que tens a dizer da parte da
Santíssima Virgem! Lúcifer não pode incomodar-te. Ele tem de partir para o
inferno, onde é o seu lugar. Judas Iscariotes, continua a falar, em nome
(...)!
J - Se, quando o Papa aparece à varanda, onde tem o hábito de falar, pudesse
dizer tudo o que devia e queria, sem influências estranhas, então os homens
arrepiavam caminho. Iria ainda a tempo, mas é precisamente disso que ele é
impedido. Se ele ao menos pudesse sair, uma vez que fosse, e dizer o que
queria... mas antes seria... (rosna).
E - Da parte da Santíssima Virgem, diz a verdade, em nome (...)!
J - ...calado, se falasse livremente. Ele bem sabe que não pode dar um passo
em falso.
Preferiria morrer a suportar essa situação mas, por outro lado, tem
consciência de que deve levar a sua cruz ao Calvário. Tem que viver a Paixão
até ao fim quer queira, quer não. O Papa tem que passar pela prensa como
Cristo passou, não na mesma medida, mas tem que passar.
E - Continua Judas Iscariotes, diz apenas o que a Santíssima Virgem quer que
digas! Lúcifer não te pode perturbar, tem que te deixar falar, em nome (...)!
J - Não se acredita no que o Céu anuncia por intermédio das almas
privilegiadas, no que Ela (aponta para cima) encarrega as almas privilegiadas
de anunciar, em nome de Jesus Cristo. Também já não se acredita nas Aparições
do próprio Cristo. Jesus e Sua Mãe já afirmaram bastantes vezes, tal como
agora, que na Igreja, tudo está pôdre, mas os Bispos também o não crêem. Os
lugares das aparições, não apenas os recentes como também os mais recentes,
nem sequer são reconhecidos. Em Lourdes ou Fátima acredita-se ainda, embora
dum modo muito superficial, mas também aí as graças já não correm tão
abundantemente, pois os próprios Sacerdotes já não celebram a boa Missa.
Há...(interrompe-se).
E - Diz a verdade, Judas Iscariotes, em nome (...)!
J - Há certos Sacerdotes, mesmo nesses lugares, que gostariam de celebrar uma
Missa de sua invenção, pode dizer-se assim para ultrapassar os outros. Neste
aspecto, Fátima ocupará em breve o primeiro lugar e Lourdes...
E - Diz a verdade, sob as ordens da Mãe de Deus! Lúcifer não tem o direito de
te perturbar, nem de te impedir de falar!
J - ... e Lourdes não lhe ficará atrás durante muito tempo! Há muitos
católicos que já não vão a Lourdes porque acham que é antiquado honrar a
Santíssima Virgem e ir em peregrinação.
E - Sob as ordens da Santíssima Virgem, continua a dizer a verdade, diz tudo o
que tens a dizer, o que a Santíssima Virgem quer transmitir por teu
intermédio!
ERROS NA CONDUTA
DA IGREJA
J - Se
todos os Padres, sem exceção, num rasgo de inteligência, reconhe-cessem como
está a Igreja e qual a sua situação, ficariam horrivelmente apavorados.
Certamente modificariam a sua conduta, pelo menos um grande número deles. Mas
é precisamente este rasgo de inteligência que lhes falta, a eles que crêem que
a Igreja é guiada pelo Espírito Santo.
E - Diz a verdade da parte da Santíssima Virgem e só a verdade!
J - Estes Padres concentram-se sobre a nova Igreja. Afinal de contas, a Igreja
são eles, e podem mudar o que lhes agradar, pois o Espírito Santo também
reside neles. Deste modo, não se dão conta que desobedecem ao Papa, o chefe da
Igreja, e que tudo isso não vem dele. É que a ação do Espírito Santo se exerce
através da palavra do Papa e não por uma palavra que eles querem virar e
revirar à sua vontade (resmunga).
E - Continua Judas Iscariotes, da parte da Santíssima Virgem, diz o que Ela
nos quer transmitir, em nome (...)!
J - Naturalmente, tudo o que nós divulgamos por intermédio dos cardeais, não
vem de modo algum do Espírito Santo. (Notável síntese que desmistifica a
vaidade da atual vida Eclesiástica ao mais alto grau).
E - Judas Iscariotes, diz a verdade, diz o que a Santíssima Virgem te
encarregou de dizer; continua, em nome (...)!
J - Alguns deles serão exterminados como a erva daninha - como se diz e tão
bem no exorcismo - , mas isso não acontecerá a todos. Alguns compreenderão
ainda... Quanto aos Bispos, isso também tem que se lhe diga, os Bispos...
E - Diz o que tens a dizer, da parte da Santíssima Virgem!
J - Eu também fui Bispo. Se eu pudesse voltar atrás, cumpriria melhor os meus
deveres, mil vezes melhor. Os Bispos...
E - Da parte da Santíssima Virgem, continua!
J - Muitos Bispos, mais valia que nunca tivessem sido! Bem melhor seria que
fossem os mais ínfimos dos leigos, em vez de ter a palavra e a cruz porque
para eles tudo isso não passa de camuflagem e...
E - Diz a verdade, em nome (...), diz o que tens a dizer da sua parte!
J - ... põe a máscara do bem, mas por baixo só há vermes e podridão. Até para
nós, é...
E - Diz a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, tudo o que Ela quer
transmitir por teu intermédio, Judas Iscariotes, em nome (...)!
J - Mas é que eu não quero continuar a falar, não quero!
E - Tens que falar da parte da Santíssima Virgem. Lúcifer não pode impedir-te
de dizer toda a verdade!
J - Já falei bastante... (resmunga)
E - Fala! Fala da parte da Santíssima Virgem! Tens de dizer tudo o que Ela nos
quer transmitir por teu intermédio!
O CASO DE ECÔNE
J - Já
falei bastante, já falei bastante! O que eu disse foi o principal. As pessoas
deviam agrupar-se e, apesar de todas as perseguições, Ecône há de triunfar.
Esse maldito Ecône triunfará! (rosna).
E - Em nome de Jesus, deixa isso! Diz a verdade! Diz o que a Santíssima Virgem
quer que digas!
J - Apesar de tudo, triunfará! Que é que pensais? De onde é que vêm tantos
adeptos? Quiçá, algures do inferno? Esses adeptos vêem nitidamente onde está o
bem e como se deve caminhar. Sentem claramente que a imitação de Cristo e o
verdadeiro sacerdócio residem unicamente na renúncia, no sacrifício e no
caminho da Cruz. Eles bem o sabem, e por isso é que têm tantos candidatos ao
sacerdócio. Têm muito mais que os outros, que ainda gostariam de se vangloriar
do que têm... mas que em breve perderão a bazófia...
E - Continua! Diz o que tens a dizer da parte da Santíssima Virgem!
J - Os modernistas bem vêem que o seu jogo está no fim e que Ecône é superior.
É por isso mesmo que o combatem (geme).
E - Deixa a estola em paz! Tu não podes fazer-nos mal! Continua, em nome de
Jesus!
J - No fundo, somos nós que estamos naqueles que combatem Ecône. Eles próprios
nos ajudam como bons instrumentos. São boas ferramentas, boas e úteis, que não
gostaríamos de atirar já fora. As suas teorias são-nos úteis no inferno.
E - Continua a dizer a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, e não
aquilo que é do vosso agrado!
J - Nós também temos que dizer estas coisas. Tínhamos que referir isto para
que se ficasse com uma visão de conjunto. É preciso assinalar bem o
encadeamento das coisas, para que todos possam compreender... Mas agora não
quero, não quero falar mais!
E - Lúcifer não pode incomodar-te. Continua a dizer o que a Santíssima Virgem
te encarrega de dizer, em nome (...)!
O CELIBATO ECLESIÁSTICO
J - E
quanto a confissão... e ao celibato, também há que se lhe diga! Quando um
Sacerdote vive em celibato, tanto as mulheres como os homens têm mais
confiança nele, sobretudo relativamente à confissão. Se fosse casado podia
acontecer que uma dessas bruxas (ri trocista) perguntasse ao marido o que
disse a fulana de tal na confissão. Podia sentir-se terrivelmente curiosa em
saber o que disse este ou aquele, sobretudo se tivesse interesse para o seu
modo de pensar. Mas se o Sacerdote vive e persevera no celibato, se imita a
vida virginal de Cristo, então até o mais “burro” compreenderá e qualquer um
pode pensar: “Aqui, posso ir. Aqui posso dizer tudo. Nada passará daqui, tudo
ficará entre nós. Se eles conseguem guardar o celibato, também são capazes de
se calar.”
Mas já não pensam assim em relação aos que são casados. Pelo contrário, a sua
opinião é bem diferente: “Este casou-se, não pode guardar o celibato, como
poderia... (ri com malvadez)... como poderia calar o bico se já nem é senhor
do seu corpo?”
E - Diz a verdade e só a verdade da parte da Santíssima Virgem!
J - Cristo quer o celibato. Não se pode tirar um só I ou til. Os que se
casaram devem voltar atrás, arrepender-se do seu erro... Seria melhor que
esses arrepiassem caminho, reconhecessem os seus erros, que..., mas
justamente...
E - Continua, diz o que a Santíssima Virgem te encarrega de dizer. Lúcifer não
pode perturbar-te. Continua a falar! Diz o que tens a dizer-nos, sob as ordens
da Santíssima Virgem, e só a verdade!
DISPONIBILIDADE PARA CONFESSAR
J -
Mesmo que as pessoas queiram confessar-se, têm muita poucas ocasiões para o
fazer. O tempo destinado à confissão é, no máximo, uma hora. E só vêm alguns
velhos (ri irônico).
E - Continua, diz a verdade, diz o que tens a dizer, da parte da Santíssima
Virgem!
J - Assim o confessor sente-se desanimado e interroga-se: “Tão poucos e só
velhos? Em breve mais valerá desistir de confessar: será que também nós
teremos de enveredar pelas cerimônias penitenciais?”
E então, quando os velhos terminam de rezar, o Padre sai do confessionário e
alguns dos que ainda aguardavam pensam que já não poderão ser atendidos se não
se precipitarem para o confessionário. Assim não podem... (dá gargalhadas).
E - Acaba com o riso e diz a verdade da parte da Santíssima Virgem!
J - ...não podem, com medo de que o confessor lhes escape, não podem
preparar-se devidamente, como aliás o teriam feito se as condições tivessem
sido outras (ri a bandeiras despregadas).
E - Da parte da Santíssima Virgem diz a verdade!
J - Não quero continuar a falar, não quero!
E - Tens que continuar, tens que falar, tens que dizer o que a Santíssima
Virgem quer! Tens que transmitir tudo o que Ela quer e nada mais!
J - Se os Padres confessassem horas seguidas, se na Sexta-Feira Santa falassem
da morte de Cristo, poderiam nessa altura aproveitar para falar da morte do
homem. Poderiam lembrar que todos têm de morrer e que devem preparar a sua
alma. Deste modo, milhares de almas poderiam ser arrancadas ao inferno (geme
como um miserável).
E - Larga-me, tu não podes arrancar-me a estola, em nome (...)!
J - Nós não queríamos fazê-lo, mas somos obrigados por belzebú e lúcifer, que
querem que vos perturbemos.
E - Belzebú e lúcifer tem que desaparecer! Judas Iscariotes, tu, somente tu,
fala da parte da Santíssima Virgem, em nome (...)!
J - Nós semeamos a confusão por toda a parte. Desde que belzebú aqui se
encontra temos um grande poder. Ele movimenta-se em todas as direções e
espalha a confusão por onde pode.
5
EXORCISMO EM 12 DE JANEIRO DE 1976
(Contra Veroba, demônio do coro das Potestades)
E - Comandamos-te, Veroba, em nome (...) que digas a verdade,
tudo o que quer a Santíssima Virgem.
V - Mesmo os bons combatem os bons! Antigamente não era assim! Antigamente, os
bons estavam unidos! Começou a loucura que vai alcançar o máximo! Mas tudo se
tornará pior.
E - Continua, em nome (...)!
V - Atualmente, os homens já não se debruçam sobre a Sagrada Escritura. Aliás,
por toda a parte a apresentam de modo diferente, ou seja, deformada,
organizada de outra forma, traficada para agradar a cada um. Só se deveria
defender a Sagrada Escritura não falsificada, a antiga, a boa. O resto provém
de combinações e pode-se dizer que está envenenando.
E - Continua a dizer a verdade (...)!
V - A Grande Senhora, quer salvar todos os que puder. O mundo está tão
pervertido, que Ela já não pode salvar as almas em massa. No entanto, Ela quer
ainda fazer tudo o que puder. Ela ama os seus filhos, ama-os mais do que
merecem muitos deles.
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...)!
V - Se nós ainda pudéssemos ser amados com um décimo desse amor (geme
horrivelmente)! Ela ama os seus filhos, como só uma Mãe os pode amar.
Esta é a razão porque é preciso que muitos homens bons, leigos, tomem
consciência de que é necessário rezar e também sofrer pela salvação das almas,
que de outro modo se perderiam ou se afundariam ainda mais nos caminhos da
perdição. A confusão é de fato terrível, mas ainda virá a ser pior. No
entanto, deveis fazer o que Ela quer!
E - Que é que a Santíssima Virgem quer? Fala, em nome (...)!
V - Quer que persevereis neste caminho e não vos desvieis dele um milímetro
sequer, mesmo que o diabo ataque com todo o seu poder.
E - Diz a verdade, diz o que tens a dizer da parte da Santíssima Virgem e em
nome da Santíssima Virgem!
V - Consolai-vos com o Papa: ele sofre ainda mais que vós. Há muito que ele
deseja que tudo chegue ao fim. No entanto, terá de continuar a rezar e a fazer
sacrifícios. Vós deveis dar-lhe o vosso apoio.
Os leigos têm também de colaborar. Neste momento é absolutamente necessário um
maior discernimento para examinar todas as idéias, mesmo as melhores, pois
cada um julga-se na posse da melhor idéia, mesmo quando falsa.
E - Continua a dizer a verdade Veroba, diz o que a Santíssima Virgem te
encarregou de dizer! Tu não tens o direito de mentir!
V - Se Ela não estivesse no Céu e se pudesse desencorajar, há muito que teria
cruzado os braços. Mas Ela é paciente, infinitamente mais paciente do que
todos os homens juntos... Oh, se Ela ainda pudesse exercer esta paciência
conosco! (geme horrivelmente). Nós, os do inferno, já deixámos de ter
esperança. A única coisa que nos resta agora é fazer revelações para vós. Ah!
Como é horrível termos de revelar agora, o que não desejaríamos.
E - Continua a dizer o que tens a dizer, em nome da Mãe de Deus!
V - Em breve, Jesus Cristo já não estará presente em todas as Missas. Mesmo
agora, Ele já não está presente em todas. Há muitos Sacerdotes que já não
acreditam na presença sacramental de Cristo, pela Consagração. É lamentável! A
Missa deixa de ser fonte de graças e quando ainda o é, é-o de muito poucas! Se
todos aqueles que se dizem Padres celebrassem convenientemente a Missa - a
Missa de Pio V - o mundo mudaria dum modo extraordinário.
Infelizmente, não é esse o caso. Por isso, continuamos a insistir junto dos
Cardeais, dos Bispos, dos Sacerdotes e, por fim, dos leigos. Um Cardeal, um
Bispo ou um Padre, continua a ser muitíssimo mais importante que um leigo,
pelo menos para nós.
E - Veroba, continua! Diz o que tens a dizer da parte da Santíssima Virgem, em
nome (...)!
V - Se Ela, a Poderosa, ainda pudesse chorar, - Ela pode-o nas suas Aparições
se Ela ainda pudesse chorar no Céu, a terra inteira ficaria inundada com as
suas lágrimas. Ela ainda tem piedade destes miseráveis vermes da terra.
Ela tem compaixão deles e volta a chamá-los, tenta retê-los, mas os homens já
não A querem ouvir. Como cegos, deixam-se enredar nos fios dessas marionetes,
que apenas são os nossos cartazes publicitários. Mas as pessoas não se
convencem disso. E essa é a nossa grande vantagem!
E - Continua a dizer a verdade Veroba, em nome (...)!
V - Mesmo Judas, com a sua traição odiosa, não foi tão mau como muitos
Sacerdotes dos tempos de hoje. Judas não agiu ocultamente. Ele sentia que
Jesus estava ao corrente do seu pecado. Então arrependeu-se, atirou os 30
dinheiros para o Templo e disse: “Entreguei sangue inocente.”
Haverá um Sacerdote da nossa época que procede assim? Os Sacerdotes de hoje
são muito piores. Nenhum se arrepende do mal que comete. É como uma doença
contagiosa. Estão infectados até à medula, mas ajudam-se uns aos outros para
que tudo permaneça camuflado. Mas durante quanto tempo ainda?
No dia em que a verdade vier ao de cima, a vantagem será então da Igreja e não
nossa. O papel representado pela Igreja até aos nossos dias, não pode ser
atirado fora ou posto de lado como um par de sapatos velhos e usados, ou um
gibão cossado que tem de ser remendado!
E - Continua a dizer a verdade, em nome da Santíssima Trindade!
V - É triste para a Poderosa e para o Céu ver que tantas almas boas, que Ela
ama, que andavam de mão dada com o Céu, estejam agora paralisadas.
Muitos já não sabem o que devem fazer no meio de tanta confusão. Surge assim o
perigo de, insensivelmente, enveredarem pelo caminho do erro. É por isso que
eu, Véroba, tenho que dizer o seguinte: “Deveis rezar muito ao Espírito Santo.
Nunca se reza em demasia ao Espírito Santo.”
E -
Continua a dizer a verdade Véroba! Diz tudo o que tens a dizer da parte da
Santíssima Virgem!
V - Não o queria dizer! Já não quero dizer mais nada!
E - Tens que revelar tudo, da parte da Santíssima Virgem e em nome da
Santíssima Trindade!
V - Ela manda dizer: “Não desespereis, mesmo que os justos errem por vossa
culpa.” Jesus sempre disse: “Virão tempos em que aqueles que vos matarem
pensarão estar a render culto a Deus.” Esses tempos chegaram. Não sereis
mortos agora, muitos já o foram, mas vós não. É preciso que suporteis algumas
perseguições. Mas ainda virão tempos piores.
Esta situação talvez já não dure mais dez anos. Nós próprios não o sabemos ao
certo. Só sabemos que já não falta muito.
O próprio Cristo disse: “Vós não sabeis nem o dia, nem a hora, em que virá o
Filho do Homem.” Estas palavras valem não só para o fim do mundo, como ainda
para os Castigos! Referem-se ainda aos castigos e também à morte de cada homem
em particular.
O Aviso está incluído no castigo. Não será nada ligeiro. Com o Aviso começará
o Castigo - será, por assim dizer, a primeira parte do Castigo.
E - Diz a verdade, Veroba, diz o que tens a dizer, mas só a verdade!
V - Esta situação já não durará mais dez anos. Segundo as nossas contas é bem
possível que o Aviso..., mas como disse atrás, nós, no inferno, não o sabemos
ao certo* (rosna horrivelmente). As muitas orações dos fiéis têm evitado o
Castigo. De fato, é paradoxal continuar a rezar, pois com o retardamento do
Aviso e do Castigo, a confusão aumentará. Apesar disso, tereis de rezar muito.
A Virgem assim o quer, porque assim há muitas almas que ainda se poderão
salvar (grita horrivelmente) .
* Efetivamente só Deus conhece o futuro. Os demônios e almas condenadas só podem fazer previsões, mais ou menos fundamentadas, sobre os acontecimentos futuros.
6
EXORCISMO DE 5 DE FEVEREIRO DE 1976
(Contra Allida, demônio do coro dos Arcanjos)
A VIRTUDE E O VÍCIO
E - Diz
a verdade, Allida, em nome da Santíssima Trindade!
AL - Nós estamos agradecidos aos lá de cima, por o dia do Castigo ainda não
ter chegado. É que assim temos ainda mais tempo para atacar as almas. Eles lá
em cima (aponta para o alto) têm tudo na mão. Nós, no inferno, receamos que o
grande Aviso apareça em breve.
E - Diz a verdade em nome (...)!
AL - Já desistimos de pensar nisso...
E - Diz a verdade em nome da Santíssima Virgem e em nome (...)!
AL - Porque todos os sinais que apareceram agora no mundo inteiro, no Clero,
na natureza, falam nesse sentido, nós tememos que... Que é que pensam? Nós
conhecemos também o que está escrito no Apocalipse.
E se fizermos comparações, qualquer burro terá que admitir que chegamos a esse
tempo, só com alguns pequenos sobressaltos, porque Aqueles lá em cima ainda
têm piedade.
E - Diz a verdade, Allida, fala em nome (...)!
AL - Temos que dizer, porque Eles lá em cima o querem: “Não percais a cabeça,
sede firmes como o granito e duros como o ferro e o diamante, praticai o bem
passo a passo, segui a tradição. O novo já se vê aonde leva.
Muitas crianças, por exemplo, estão tão avançadas que já sabem tudo sobre
sexo, mesmo antes de largarem as fraldas... Metem-lhe essas coisas na cabeça
de tal maneira que com cinco ou seis anos já têm o crânio cheio dessas coisas.
Há mesmo instituições como jardins-infantis, escolas, etc. que não sabem fazer
nada melhor ou mais inteligente, que meter o sexo à força na cabeça das
crianças. E que se passa com os jovens na puberdade?
Os pais não sabem o que fazer. Mal ousam falar com o Sacerdote e junto dele
manifestarem-se contra esta educação. Dizem para consigo: “Ele é Padre, sabe o
que faz” (rosna). A juventude já está pervertida mesmo antes de se agüentar
nas duas pernas. Assim, a última e a ante-penúltima gerações, jamais darão
verdadeiros soldados de Cristo, a não ser que se faça uma mudança completa da
situação.
Os jovens estariam melhor em campos de concentração do que em certos centros
educacionais, que mais não fazem do que lhes inocular o sexo como um veneno. E
tudo isso é feito com um sabor a cristianismo moderno, que aparece como
complemento.
Em Sodoma e Gomorra tudo era mais visível. Nesses tempos, a perversão não era
assim inoculada gota a gota (rosna). De fato, em Sodoma e Gomorra a situação
era grave, mas eles sabiam que pecavam. Sentiam-no.
As crianças de hoje, muitas vezes, já nem sabem que pecam.
Só demasiado tarde é que se dão conta de que foram precipitados para o pecado.
Os grandes responsáveis por essa situação, os Padres, professores e
educadores, não sabem senão dum modo confuso que têm culpa na sua maneira de
agir. Escutam às vezes a voz da consciência, outras vezes pensam que é o
Espírito Santo.
E - Em nome da Santíssima Trindade, da Imaculada Conceição, de Nossa Senhora
do Monte Carmelo, do Santo Cura d'Ars e de Catarina Emmerich, continua, diz o
que tens a dizer!
AS ORIGENS DO PROTESTANTISMO
AL -
Jamais reinou uma confusão tão grande como agora! No tempo da Reforma deu-se
uma crise muito grande, mas o que se passou então foi sobretudo uma cisão no
seio da Igreja. Os bons continuaram do bom lado e os outros passaram
simplesmente para o Protestantismo. Mas os luteranos desse tempo eram ainda
melhores do que os maus católicos de agora. Foi, então, para a Igreja uma
grande crise, mas agora a situação é mais funesta. Então, as pessoas, mesmo os
protestantes, tinham consciência de terem agido mal.
Quando se dividiram em três grupos, Lutero, Calvino, Zuínglio compreenderam
bem depressa que aquilo não poderia ser a verdadeira Igreja, pois estes três
homens viviam em conflito entre si. Tinham consciência de que o catolicismo
estava em crise, no entanto verificavam que pelo menos os bons tinham por eles
a unidade. De boa vontade arrepiariam caminho, pelo menos Lutero, mas já era
demasiado tarde.
Nós (aponta para baixo) já o tínhamos bem preso.
E - Em nome (...) diz o que tens a dizer, Allida!
AL - Fomos nós que inspirámos Lutero e foi o velho (lúcifer) que se encarregou
de Zuínglio.* Era preciso que fosse o velho a fazê-lo, até ele alcançar o
vigor de uma planta rija, que cresce como erva daninha (rosna malicioso). Nem
sequer precisa de muita chuva. Como se sabe, o mal desenvolve-se muito mais
depressa do que o bem. Pulula de todas as maneiras e só dificilmente se pode
conter.
O bem é sempre mais duro e mais difícil. O bem não cresce com tanta facilidade
e mesmo quando cresce, e o interessado pensa que já subiu bem alto, pode de
repente precipitar-se lá do alto da montanha e ser obrigado a recomeçar do
zero. O mal, ao contrário, cresce e pulula como a erva daninha, sem sofrer
qualquer dano. Sobe e cresce e ninguém o pode deter. A perversão assemelha-se
a uma montanha sinistra., que tudo obscurece, tudo corrompe, tudo sufoca e
infecta. Quando o mal se instala, assemelha-se a uma epidemia, que contamina
multidões inteiras.
Pelo contrário, a virtude tem grande dificuldade em crescer. Não é tão fácil,
tão atraente, tão espalhada. Mas nós não queremos falar disto! É horrível ser
obrigado a dizer estas coisas (rosna furioso)!
* Contemporâneo de Lutero, assumiu posições mais radicais e “ultrapassou” Lutero na maior parte das teses heréticas.
7
EXORCISMO DE 30 DE MARÇO DE 1976
Contra Judas Iscariotes (J) e
Belzebú, demônio do coro dos Arcanjos (B)
A VIRGEM SANTÍSSIMA COMANDA
E - Em
nome de Jesus, diz-nos, quem tem de falar?
J - Judas tem de falar.
E - Judas Iscariotes, nós Sacerdotes representantes de Jesus Cristo,
coman-damos-te em nome da Santíssima Trindade (...) diz-nos quando é que te
vais embora. Judas Iscariotes, fala!
J - Por agora, isso é uma questão supérflua. Primeiramente é preciso pôr os
vossos assuntos em ordem (rosna).
J - O assunto que se refere à publicação deste livro (rosna de novo). E isso
ainda não é tudo.
E - Que significa “não é tudo?” Diz a verdade, tens de falar. Diz a verdade,
em nome (...)!
J - Nós não queremos falar. Já não queremos dizer mais nada.
E - Em nome do Santíssimo Sacramento do Altar, que tu traíste, depois da
Última Ceia, tens de falar agora!
J - Se eu tivesse sabido, nunca O teria traído!
E - Nessa santa tarde traíste Jesus e agora, em seu Nome, e em nome de todos
os Santos Apóstolos e Papas, que não atraiçoaram Cristo tens de falar. Diz
agora a verdade e só a verdade. Tens de falar, Judas Iscariotes!
J - O que está impresso, está em ordem, mas isso não é ainda tudo.
E - Então que é que falta? Diz a verdade em nome (...)!
J - É precisamente isso que nós queremos dizer: Ide para casa, ide-vos embora.
E - Não, agora não vamos para casa! Agora tem de falar Judas Iscariotes e
Belzebú. Nós vos ordenamos que digais só a verdade! Em nome (...) tendes de
dizer o que a Santíssima Virgem nos quer transmitir por vosso intermédio. Sob
as suas ordens tens de falar! Que é que é preciso ainda dizer?
J - Como nós (aponta para cima) A odiamos!
E - Sim, mas em nome de Nossa Senhora do Monte Carmelo, tendes de dizer a
verdade!
J - (geme) Não nos podeis exigir isso!
E - Podemos sim! Ela é vossa Rainha e Soberana. Todo o inferno lhe deve
obedecer!
J - De acordo, Ela, (aponta para cima), de acordo, Ela deve... (geme como um
miserável), Ela lá está com coroa e cetro e sobre a coroa tem essa cruz (os
seus gritos comovem). Oh! Como A tememos!
E - Em nome da Santíssima Virgem, diz-nos tudo o que nos tens a transmitir,
mas só a verdade!
J - Nós não queremos que uma mulher mande em nós, não queremos.
E - Em nome da Santíssima Trindade, do Pai (...) diz toda a verdade!
J - Tenho de repetir coisas que já foram ditas e tenho de acrescentar coisas
novas.
E - Judas Iscariotes, diz tudo o que a Santíssima Virgem te encarregou de
dizer, em nome da Santíssima Trindade (...)!
J - Sem entrar em pormenores, Veroba disse que as vossas orações eram um
paradoxo, pois sem elas o Aviso já teria surgido. No entanto, o verdadeiro
motivo deste retardamento é outro: é para que mais alguns homens ainda se
salvem.
E - Continua a falar, diz o que tens a dizer da parte da Santíssima Virgem,
mas só a verdade. É Ela quem agora te ordena, Judas!
J - A Santíssima Virgem quer que este maldito livro seja largamente difundido.
E isso era só o que nos faltava; que todo o mundo soubesse o que nós tramamos.
As pessoas, poderiam talvez mudar de vida, começariam certamente a mudar de
vida, começariam certamente a duvidar de tudo o que nós propagamos através de
Roma, e voltar-se-iam para a antiga tradição. Só nos faltava mais esta, só nos
faltava mais esta.
E - Continua a falar, em nome da Santíssima Virgem. Diz só o que ela quer que
transmitas! Fala agora! É tudo?
J - É claro que Ela (aponta para cima) quer que digamos outras coisas.
E - Tens que dizer a verdade, em nome (...)! Tens de falar para a Igreja!
J - Já fiz demais pela Igreja, por esse maldito “caixote de lixo.”
E - Fala agora para a Igreja, a Santa Igreja, que jamais perecerá, em nome
(...)!
J - Bem! Não tenho outro remédio senão falar.
E - Sim, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Vós não tendes
poder para destruir a Igreja.
J - Sobre a Igreja falaremos mais tarde. Primeiro quero continuar com o tema
que estava a tratar. Da Igreja falaremos mais tarde!
E - Então fala, Judas Iscariotes, diz o que a Santíssima Virgem quer, em nome
(...)!
J - Ela quer que eu ainda acrescente mais qualquer coisa ao assunto do sexo e
aos problemas da juventude. Ela quer que todos saibam que é preciso falar do
altar, sobre esses assuntos, que é preciso pregar sobre as virtudes (respira
com dificuldade); que é preciso que todos saibam, como a culpa pesa...
ouvis?... como pesa e aonde conduz.
E - Que culpa, fala em nome (...)!
OS PECADOS DOS HOMENS
J - A
culpa dos pecados em geral e de cada pecado em particular. Poder-se-á falar de
cada um destes pecados separadamente, em sermões diferentes, ou agrupá-los num
mesmo sermão, como for mais útil a cada um, mas antes deve invocar-se sempre o
Espírito Santo.
E - Judas Iscariotes, fala em nome da Santíssima Trindade (...), Judas, fala!
J - É preciso que a juventude, que os crentes, tomem consciência da gravidade
do pecado, como ele é imensamente grave e funesto, de onde vem e aonde conduz,
como vem, como poderia evitar-se, o que é preciso fazer para o atenuar, para o
eliminar completamente. (geme).
E - Judas Iscariotes, continua a dizer a verdade da parte da Santíssima
Virgem, da Rosa Mística!
J - Em primeiro lugar é preciso dizer que a oração é um dos pilares mais
sólidos, em que assenta a vida cristã. É preciso proclamá-lo dos púlpitos e
não ao microfone. Mil microfones não substituem o púlpito. Quando um Padre
fala do púlpito, os fiéis ficam diretamente suspensos da Palavra de Deus. Não
olham para a frente, para trás, para os lados, numa palavra, evitam qualquer
possibilidade de distração e podem concentrar-se muito melhor.
E - Mas tudo isso já foi dito aqui segundo a vontade da Santíssima Virgem!
J - Sim, já foi dito, mas é preciso que eu volte a repeti-lo, é preciso que
seja referido mais uma vez.
E - Quando é que tu falaste disto, Judas Iscariotes? Ainda te lembras? Fala em
nome (...)!
J - Sim, em 31 de Outubro.
E - Continua, continua em nome (...)!
J -A culpa é muito maior do que qualquer um de vós o poderá imaginar. Nós, os
demônios, somos horríveis. Temos medo uns dos outros.
Temos um aspecto horrível. É-nos insuportável estar próximo uns dos outros. Se
ao menos não tivéssemos que nos encarar! Mas temos, a isso somos obrigados!
Temos que viver neste charco diabólico por toda a eternidade, e temos que nos
encarar.
Quando somos obrigados a olhar o pecado ou a culpa nos homens, apodera-se de
nós um grande terror. Podereis assim imaginar a gravidade da culpa, que
consegue aterrorizar nos, a nós demônios, habituados a tantas coisas, que
permanecemos dia e noite neste horrível tormento, que somos obrigados a
contemplar hora a hora, minuto a minuto, este espetáculo, terrível entre os
terríveis. O pecado aterroriza-nos. Assim, podereis imaginar a gravidade da
culpa, sobretudo diante d'Aquele que está lá em cima (aponta para cima) e cuja
majestade ultrapassa. Tinha de dizer isto (geme dum modo lastimoso)!
A MAJESTADE DE DEUS
E -
Continua a dizer a verdade, Judas Iscariotes e só a verdade...)!
B - Se conhecêsseis a Sua Majestade (aponta para o alto)!
Não é Judas que o diz, é Belzebú. Sou eu, Belzebú, quem a partir deste momento
vai falar.
E - Bom, tu conheceste melhor do que Judas a majestade de Deus. Fala, em nome
(...)!
B - É que Judas não contemplou a majestade de Deus. Isto é, ele viu a
humanidade de Deus e a partir dela conseguiu deduzir algo da sua majestade.
Mas Judas não viu Deus na sua grande majestade, como eu o vi (suspira). Sabeis
como é?
Eu vi-o, isto é, não como vocês o hão de ver um dia. Mas pude compreender a
sua grandeza e uma grande parte foi-me dada a sentir e a conhecer. Nós não
possuíamos ainda a beatitude total perfeita, mas já tínhamos atingido um grau
elevado. Mas tínhamos inveja d'Ela (aponta para o alto), nós não queríamos
dar-Lhe o prazer de nos governar ou dominar. Daí deriva o que irá seguir-se.
E - Continua a dizer a verdade Belzebu, em nome da Santíssima Virgem, que te
ordena que fales, mas diz só a verdade!
B - De fato, Ela é-nos superior, é-nos terrivelmente superior.
MARIA, MÃE DA IGREJA
E -
Fala Belzebú em nome do Pai (...) e sob as ordens da Imaculada Conceição!
B - Foi precisamente a mim que Ela escolheu para dizer isto. Se Ela tivesse
escolhido Allida, mas Ela quer que seja eu. Agora, escutai bem! Tenho de
falar, Ela obriga-me.
E - Tanto melhor. Fala em nome (...)!
B - Ela lá está, com a coroa e o cetro. Ela lá está, quase que me esmaga. Foi
assim: a princípio, com os Apóstolos, quando Ela, a Mãe (aponta para cima),
vivia ainda, foi Ela por assim dizer, a orientadora da Igreja, que começava a
dar os seus primeiros passos.
Ela tinha que rezar para que a Igreja se desenvolvesse convenientemente, para
que se desenvolvesse como (rosna)...
E - Em nome do Pai, do Filho (...) diz a verdade!
B - ...como devia desenvolver-se, segundo a vontade do Espírito Santo. Ela
ficava dia e noite de joelhos, rezava para que a Igreja crescesse e se
libertasse do Antigo, isto é, da lei mosaica e que a circuncisão
desaparecesse. Ela compreendia que a circuncisão fôra conveniente numa
determinada época e que, segundo a lei dessa época, tinha sido necessária. Mas
depois da vinda de Cristo e da Sua obra, já não o era. Jesus Cristo ainda se
submetera à circuncisão, mas Ele não queria que ela continuasse. A partir
desse momento existia o Santo Sacrifício da Missa (rosna).
E - Belzebú, continua, sob as ordens da Santíssima Trindade, do Pai (...) da
Imaculada Conceição, sob cujas ordens, hoje, tens de falar!
B - A Santíssima Virgem estava presente, quando os Apóstolos celebraram a
primeira Missa.
Depois da Ascensão de Cristo, a Santíssima Virgem participava sempre da Santa
Missa celebrada pelos Apóstolos e recebia a Sagrada Comunhão. Preparavam-se
durante horas para a Santa Missa. Quem é que procede assim, nos tempos de
hoje? Poucos ou nenhuns. Muitas vezes os Apóstolos preparavam-se dias inteiros
só para a celebração de uma Missa. Certa ocasião, a Santíssima Virgem
retirou-se durante dez dias para rezar dia e noite. Então foi levada ao Céu e
pôde contemplar a majestade infinita de Deus. Deus, a Santíssima Trindade,
ordenou-nos a nós, lá em baixo, que subíssemos do inferno (aponta primeiro
para baixo e depois para cima). Ainda não era a esfera celestial perfeita, mas
já era uma esfera superior. Fomos obrigados a subir e a contemplar essa
criatura, quer o desejássemos, quer não. A Santíssima Trindade obrigou-nos a
contemplá-La, na sua majestade, quase perfeita. A sua majestade e esplendor
eram maiores do que quando a tínhamos visto anteriormente. A Santíssima Virgem
vencera, tinha-nos vencido. Vimo-La revestida de Sol. Seja como for, vimo-La
em grande majestade, com a lua a Seus pés, isto é, o mundo. O mundo inteiro é
significado pela lua, que Ela tem aos pés, e como adversário a serpente, que
nos representa a nós.
Como nós suplicámos a Deus! Como nós implorámos a Majestade Divina, que
afastasse aquela visão! Até Lhe suplicámos que nos precipitasse imediatamente
ao inferno, a fim de que nos pudéssemos afundar nas esferas infernais, de tal
modo nos era difícil suportar o seu olhar! Mas Ele não nos deixou partir.
Tivemos ainda de suportar uns momentos aquele olhar terrível (solta gemidos
cheios de desespero).
E - Fala em nome da Santíssima Trindade, do Pai (...)!
B - Não podeis imaginar o tempo que passámos em deliberações para descobrir a
melhor forma de enfraquecer ou molestar, nem que fosse só um pouco, aquela
criatura! (aponta para cima). Mas nada conseguimos. Ela vencia-nos em toda a
parte. Era soberana em toda a parte. Durante anos, durante séculos,
deliberámos, para vencer o que podíamos, o que poderíamos fazer, quando Ela lá
estivesse. E quando isso aconteceu, nós nem sequer A reconhecemos
imediatamente...
E - Não A reconheceram imediatamente?
B - ...Imediatamente, não. Sentimos que devia ser Ela. Sentimos que devia
tratar-se duma criatura extraordinária, incrivelmente virtuosa, sobre quem não
tínhamos qualquer poder. O porque, não o compreendemos logo (rosna e geme
violentamente)... nem compreendemos quem se escondia lá atrás. Eu, Belzebú e
Lúcifer, convocámos todo o Conselho.* Quando tivemos a certeza absoluta de que
era Ela, deliberámos longamente, dia e noite, a ver o que poderíamos fazer
para A prejudicar. Até convocámos os melhores mágicos.
Ordenámos-lhes que A (aponta para cima) molestassem, no seu corpo e na sua
alma, para que a sua força enfraquecesse, a sua oração não nos fosse tão
desastrosa, e para que deixasse de exercer um poder tão grande. Nós já víamos
que seria Ela quem teria, mais tarde, a Igreja nas mãos. O próprio Pedro caía
a seus pés, quando era preciso (resmunga). Ela tem um poder imenso, porque Ela
é a criatura mais perfeita e a mais amada por Deus. Foi um ser duma perfeição
incrível. Depois de Deus, está milhares e milhares de vezes acima das
criaturas. Mesmo o seu esposo, S. José, que estava milhares e milhares de
vezes acima dos outros homens, era-lhe ainda imensamente inferior. Então
prosseguimos nas nossas deliberações, e os feiticeiros concordaram fazer tudo,
para a molestar. Tudo tentaram, mas Ela perseverava na oração e continuava
imperturbável. Apercebia-se certamente do que fazíamos, mas nada conseguimos.
Não conseguimos molestar esta terrível criatura, pois Ela não estava submetida
no pecado original como o resto da humanidade.
Nem mágicos, nem feiticeiros, nem ninguém lhe poderia fazer mal. Nós, demônios
e os feiticeiros, só podemos molestar as criaturas humanas, e dum modo
especial, os possessos. Mas sobre Ela, os mágicos infernais não tinham
qualquer influência. Acometeu-nos então uma fúria infernal, um furor louco de
que só o inferno é capaz, quando verificámos que todos eles nada podiam contra
esta criatura incompreensível, predestinada por Deus. Então precipitámo-nos
sobre mágicos e feiticeiros e neles descarregámos todo o nosso furor.
Receberam o dobro do mal que Lhe (aponta para cima) deviam ter feito (geme).
E - Continua Belzebú, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em nome da
Imaculada Conceição, sob cujas ordens tens de falar agora. Diz a verdade!
B - É para mim um tormento horrível que tenha de ser eu a falar destas coisas.
Precisamente eu!
E - Continua a dizer a verdade e só a verdade! Tu não tens o direito de
mentir!
B - Deixa-me em paz. A mulher (refere-se à possessa) tem quase um ataque
cardíaco; deixa-me em paz!
E - É a Santíssima Virgem que te ordena...
B - Nós não queremos falar mais, não!
E - Tens de falar! Fala!
B - Não, deixa-me em paz! (rosna). E - Tens que falar agora, em nome da
Santíssima Trindade (...)!
B - Não se pode descrever a fúria do inferno quando se viu que todas as nossas
tentativas tinham sido vãs. Como nada tínhamos conseguido, voltámos a refletir
na maneira de A molestar, mas Ela destruiu os nossos intentos perversos e tudo
o mais. Ela é mais poderosa do que nós. É que Ela era uma criatura escolhida
por Deus, escolhida dum modo especial. Enquanto a Terra subsistir até ao fim
do mundo, nunca se encontrará ninguém que se assemelhe, e desde o começo do
mundo até a eternidade jamais haverá alguém que se lhe possa igualar. E Ele,
lá em cima (indica os Céus), não podia ter imaginado nada mais atroz, não
podia lembrar-se de nada mais vergonhoso, do que obrigar-nos a subir a essa
Esfera para nos apresentar esta criatura. Isso foi para nós uma terrível
derrota (fala em tom lamuriento).
Teríamos preferido ficar no fundo do inferno, no meio do fogo mais cruel, a
ser obrigados a contemplar essa... Nós não podemos dizer o que queremos, mas
se isso fosse possível, gostaria de usar expressões bem mais injuriosas. Ela
não o permite.
E - Diz a verdade! Tens de falar em nome da Santíssima Virgem, em nome da
Santíssima Trindade!
B - Sermos forçados a contemplar esta criatura, revestida da maior Santidade
com coroa e cetro, eleita pelo Altíssimo (lança gritos medonhos), foi ultraje
para nós. Tenho ainda essa visão diante dos olhos. E essa visão de então,
enlouquece-nos ainda (grita).
É como se tudo tivesse sucedido hoje, e o mesmo se passa com os outros. Ainda
agora isso nos faz saltar de raiva. Quando pudemos, foi mais uma autorização
que uma ordem, voltar ao inferno, lançámo-nos em fúria uns contra os outros.
Podeis imaginar como nos maltratámos... pois era-nos insuportável ter de nos
ver uns aos outros. É horrível sentirmo-nos dominados por uma criatura assim,
por uma mulher! É horrível! É uma loucura!
Relacionado com esta ocasião, devo acrescentar mais uma coisa... (uiva e grita
dum modo horrível). Quando Ela foi chamada a colaborar na formação da Igreja,
fundada por Seu Filho, mergulhava de tal modo na oração que o Todo-Poderoso
teria vontade de segurá-la nas Suas mãos, tal era o Seu deleite.
* Palavra que utiliza a grande vidente espanhola Madre Agreda. Foi durante um 2º Conselho diabólico, depois da morte de Jesus, que se estabeleceu o novo plano de domínio do mundo. O demônio fala aqui no primeiro Conselho, realizado depois de verificarem a identidade de Maria e de suspeitarem da Sua Missão.
A REDAÇÃO DOS EVANGELHOS
Um dia
chegou o Apóstolo Barnabé acompanhado de um outro, inclinaram-se diante d'Ela
e chamaram-lhe a atenção para a necessidade de escreverem os Evangelhos.
Invocaram longamente o Espírito Santo e perseveraram dias inteiros em oração.
Rezar assim, já não é vulgar nos dias de hoje, a não ser em circunstâncias e
lugares extremamente raros. Sim, rezaram dias inteiros, assaltaram o Céu com
orações, para saber quem seria escolhido para escrever os Evangelhos. E então
a Santíssima Virgem designou Lucas, João, Marcos e sei lá quem mais para
escrever essa “porcaria.” Como isso nos contrariou.
Podereis imaginar tudo o que sentimos, quando saíram esses textos de Mateus,
Marcos, Lucas e João? (rosna furioso). Pensai apenas que estes quatro foram
escolhidos pela Santíssima Trindade e pela Santíssima Virgem na sua terrível
majestade. Nem mesmo Pedro foi encarregado de o fazer. Nem ele. Ele era a
pedra, tinha a missão geral de tudo, e a Igreja fôra fundada sobre Ele.
Contudo, a redação dos Evangelhos foi confiada aos quatro Apóstolos, já
mencionados.
E - Diz a verdade em nome (...)!
B - Então o Espírito Santo desceu sobre eles, sob a forma de uma pomba, e foi
assim que os quatro tinham sido escolhidos. Todos viram. Mas agora não quero
continuar a falar.
E - Tens que falar, em nome do Pai (...), em nome da Imaculada Conceição, tens
de falar agora; continua Belzebú!
B - Quando Barnabé e ainda um outro foram visitar a Santíssima Virgem, Ela
disse-lhes: “Deveis contar em especial a vida de Cristo, compreendeis? É Ele
que deve ser glorificado, é Ele que deve estar sempre no primeiro plano.
Deixai que eu me apague. Quanto a mim, relatareis apenas a Incarnação e o
Nascimento de Cristo, o que é indispensável. Deixareis de lado o resto.”
Embora eles estivessem ao corrente e tivessem visto coisas extraordinárias e
elevadas não puderam escrevê-las. Isso foi para eles um sacrifício. Mas Ela
queria apagar-se por humildade, para que o Filho de Deus, o seu Jesus Cristo,
sobre o qual a Igreja fôra fundada, ficasse no primeiro plano.
Mas Ela, a Mãe de Deus, é o grande sinal de Deus e, em certa medida, simboliza
também a Igreja. Ele, Jesus, ama a Igreja como uma Esposa. Então, para os dois
Apóstolos não ficarem tristes, disse-lhes que Cristo mais tarde haveria ainda
de falar d'Ela, através da humanidade ou através não sei de quem (lança gritos
horríveis).
E - Maria de Agreda.
B - (Virando-se para o Sacerdote): Adivinhaste: Maria de Jesus, de Agreda.
Disso não sabemos mais do que vós. Sim, nós amaldiçoamos esses livros, nós
tememo-los. E ser ainda obrigado a confessá-lo... * (rosna e grita ansioso).
E - Continua a dizer a verdade e só a verdade em (...)!
O COMEÇO DA IGREJA
B - No
maldito começo da Igreja fui deixado de lado. A Santíssima Virgem e os
Apóstolos foram os instrumentos. O papel desempenhado por Ela (aponta para
cima) foi decisivo; foi-o dum modo extraordinário. Nós nada pudemos fazer.
Muitas vezes mergulhava na oração, dia e noite, pelos Apóstolos, para que eles
fizessem as coisas como deviam ser feitas. Para que nós não os vencêssemos,
Ela rezou muitas vezes dia e noite. E freqüentemente ficava dia e noite de
joelhos, sem comer (resmunga desesperado). É por isso que Ela agora goza de um
poder tão grande. Isto são verdades sublimes que nós somos obrigados a
revelar-vos. Nós bem gostaríamos que este livro saísse sem esta parte (gane
como um cão).
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...)!
B - Nós não queremos dizer estas coisas, não queremos... e também não queremos
continuar a falar. Eu, belzebú, não quero continuar a falar.
E - Tu, Belzebú, tens de continuar a falar em nome da Santíssima Trindade, em
nome da Imaculada Conceição (...)!
B - Então Ela disse que queria ficar em segundo plano. Queria-o unicamente por
humildade. Em parte alguma queria aparecer em lugar de destaque, embora fosse
uma criatura poderosa. Nós próprios o temos de reconhecer. Ela estava e está a
uma enorme distância, acima de nós, a uma grande distância dos vossos Anjos.
E quando eu digo, distância, não me refiro a uma distância em léguas, mas a
uma que se perde no infinito. Isto significa “tão longe”, que há uma distância
gigantesca entre os Anjos e Ela (geme).
É uma criatura terrivelmente majestosa, mas quis permanecer escondida.
Procedeu assim para mostrar aos homens que também eles deviam permanecer
ignorados, como também deviam ser humildes. Mas os homens não procedem assim.
Nada fazem em relação ao que Ela realizou e ao que foi realizado graças a
Ela...
E - Diz a verdade, em nome (...)!
B - Embora os homens não possam nada, não sejam nada, gostam que falem deles,
enquanto esta Criatura, infinitamente predestinada, não queria que falassem
dEla. Portanto, apagou-se. E isso foi para nós muitíssimo vantajoso. Pois
começaram a aparecer seitas (ri maldoso) que não reconheceram esta Criatura.
Se Ela tivesse dito abertamente quem era, se os Apóstolos tivessem relatado os
milagres extraordinários obtidos por sua intercessão e se tudo isso figurasse
nos Evangelhos, essas seitas não teriam crescido como a erva (solta gemidos).
Apareceram então milhares de seitas, seitas que combatem ferozmente a
Santíssima Virgem, seitas que combatem os católicos, unicamente porque estes
reconhecem esta Criatura predestinada. Elas combatem esta Mulher porque crêem
que esta maneira de proceder (dos católicos) põe Cristo em segundo plano.
No entanto, Ela só serviu a Cristo. Só O quis glorificar. Tudo o que fez, foi
por Ele e pela Sua Igreja. Ela manteve-se sempre no escondimento e isso foi
para nós uma grande vitória. No entanto, procedendo assim, ensinou a
humildade, e isso constituiu para nós uma grande derrota. Mas isto só é
conhecido dos católicos. Por amor de seu Filho, Ela quis ficar esquecida para
que Ele reinasse e tivesse um papel primordial.
Mesmo no que respeita aos seus sofrimentos, só aceitou um papel de segundo
plano, o que era indispensável. Os Apóstolos, no entanto, estavam
constantemente a ver como Ela se humilhava, como tudo previa
extraordinariamente, quanto sofria, o que era obrigada a suportar e a padecer.
Ela é muito pouco engrandecida nos Evangelhos. Se ao menos, não tivesse sido
tão humilde! Mas coube-nos ainda esta vantagem, que deu origem às seitas. Mas
também isso foi permitido por Deus.
* O livro de Agreda, A
Mística Cidade de Deus, foi escrito em 1665.
Para adquirir os livros de Maria de Jesus Agreda - Mosteiro Portaceli -
Caixa Postal, 595 - EP:84001-970 - Ponta Grossa - Paraná.
E - Em
nome do Pai... da Imaculada Conceição, da Rosa Mística, tens de falar agora
belzebú, tens de dizer toda a verdade!
B - A partir desse momento apareceram as seitas. Os seus adeptos pensavam que
Maria desempenhara apenas um papel marginal, que fôra escolhida apenas para
receptáculo d'Esse que está lá em cima (aponta para cima), e que poderia agora
desaparecer como uma velha...; não me deixaram utilizar a expressão.
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...)!
B - Nós somos delicados. Nós não usamos palavras “muito grosseiras.” Apenas os
condenados humanos as dizem. Nós somos mais delicados que esses. Devo
acrescentar outra coisa que me ocorreu agora. Quando Judas foi obrigado a
falar, no dia 31 de Outubro, não foi Judas que riu pela boca desta mulher (a
possessa). É que Judas nunca ri. Como nós já uma vez dissemos, Judas está no
canto mais sombrio. Ele é o desespero personificado. Quando Judas foi obrigado
a falar, não foi ele que riu, pela boca dessa mulher, foram os condenados
humanos que riram da malvadez (grita). É preciso que nunca esqueçais isto:
Judas nunca ri. Nós tínhamos que dizer isto. Esta observação refere-se às
revelações de Judas, em 31 de Outubro.
E - E agora tens mais alguma coisa a acrescentar? Continua, sob as ordens da
Santíssima Virgem e da Santíssima Trindade (...)!
B - Sim, esta charlatã... E agora chego ao ponto de questão, mas não quero
dizer, não quero dizê-lo.
E - Fala Belzebú, em nome da Santíssima Trindade!
ANA CATARINA EMMERICH
E MADRE AGREDA
B - A propósito do começo da Igreja devo acrescentar que
embora os Evangelhos pouco contenham sobre a Santíssima Virgem, mais tarde,
inspirados pelo Céu, em visões e revelações, grandes Santos lançaram muita luz
sobre a vida e obra d'Essa que está lá em cima (aponta para cima).
Um dos maiores é a Catarina Emmerich, que nem sequer ainda foi canonizada (ri
maldoso). Ela não foi só uma das almas mais sofredoras, mais humildes, mais
missionárias, como é também uma das maiores Santas do Céu. A outra é Maria de
Jesus Agreda. Viveu em Agreda. Era Abadessa. Já os seus pais se tinham
retirado para um convento (rosna)... tinham prometido consagrar-se à vida
religiosa.
Eles é que obtiveram a sua filha, a sua predileta, a graça de ter essas
malditas visões.
E - Fala agora, em nome (...), fala agora sobre o ponto essencial a que te
referiste!
B - Como os Evangelhos contêm muito pouco sobre a Santíssima Virgem, é seu
desejo que nos confusos tempos que correm, que do alto dos púlpitos se
recomende a leitura dos livros de Maria de Jesus Agreda. Eles não deviam
faltar em nenhuma família católica. Todos deviam possuir esses volumes (grita
desesperado).
E - Continua a falar em nome da Santíssima Trindade, em nome da Imaculada
Conceição, sob cujas ordens tens de falar!
B - Ela quer que os Sacerdotes digam que estes livros não devem faltar em
nenhuma família católica, que deveriam mesmo recomendá-los aos protestantes.
Quando os leitores verificarem toda a riqueza destes livros, não tardarão a
compreender que Ela... E - Continua em nome da Santíssima Trindade (...)!
B - Ela é uma Criatura eleita e predestinada, uma criatura duma grandeza
imensa jamais atingida por qualquer mortal. Os Sacerdotes devem fazer
compreender aos fiéis que é necessário divulgar estes livros, tão instrutivos,
pelo mundo inteiro e, sobretudo, lê-los. Aí podereis compreender a nossa
derrota em toda a sua extensão e amplitude, tal como a grandeza e dignidade
desta criatura, que nos esmaga a cabeça (range os dentes).
Ela quer (lança gritos horríveis)... não quero falar, não quero falar
(chora)... É que não posso auxiliar Aquela que está lá em cima (aponta para
cima), mas sim quem o “velho”, (lúcifer) quer. Não quero falar.
E - Mas tu tens de falar em nome (...), em nome da Imaculada Conceição, em
nome da Anunciação da Santíssima Virgem, em nome de S. Miguel Arcanjo, tens de
falar!
B - Isto está fora do nosso campo de ação, não é nada conosco! Nós temos a
missão de seduzir os homens. Não queremos conduzi-los ao bom caminho. Por
estes livros os homens seriam levados a trilhar caminhos melhores (grita).
E - Continua! Tens de falar em nome da Imaculada Conceição, em nome de Nossa
Senhora do Monte Carmelo! Tu não podes mentir! Continua!
B - Nestes livros aprendereis como a Santíssima Virgem viveu e morreu. Para
conhecer os planos eternos de Deus, tanto quanto esses planos podem ser
conhecidos pelos homens, é lá que se encontram as fontes seguras e dignas de
fé. Aí, os fiéis verão o fundamento de todas as coisas.
E - Continua a falar, em nome (...)!
B - Reconheceriam n'Ela (aponta para cima) uma criatura universal, acabariam
por render-se perante tanta humildade e dignidade. Até nós A tememos, nós
próprios temos que capitular perante tais atributos.
Quanto mais vós, criaturas humanas, que não passais todos de poços de
imundicie! Não valeis um pataco! Nós somos muito superiores... quando mais Ela
(aponta para cima).
E - Em nome (...) continua!
B - Se vós pudésseis contemplar ao menos um décimo da sua dignidade,
preci-pitar-vos-íeis imediatamente no pó e é bem contra a minha vontade que eu
digo isto! Nós vimos, fomos obrigados a vê-la, fomos obrigados. Não desejamos
que A venhais a ver, pois nós queremos que vos precipiteis bem cá para baixo e
não para cima. Também as pessoas instruídas, os acadêmicos, deveriam ser
informados sobre esta Maria de Jesus Agreda, antes de se juntarem aos
Sacerdotes para combater os “tradicionalistas.”
E - Continua a dizer a verdade, em nome (...)!
B - Mesmo os “tradicionalistas” estão muito longe, imensamente longe de
conceber uma tal dignidade, a não ser dum modo aproximado, mesmo que leiam
estes livros. Mas devem ser lidos por vós, em nome de Deus. Vós não podeis
passar sem o fazer, nem mesmo os leigos. E vós padres, deveis anunciá-lo a
todas as criaturas. Tenho que repeti-lo. É preciso proclamá-lo do alto dos
púlpitos. Essa, que está lá em cima, quer que estes livros sejam conhecidos
nos quatro cantos do mundo.
Falarei em seguida da Segunda. Catarina Emmerich, alma expiadora. Tinha de
estar sempre deitada de costas, tais eram as suas dores e sofrimentos. Não
teve nada a dizer durante a sua vida, mas, quando morreu todo o Dülmen estava
em chamas. Quando de todos os lados acorreram com os carros dos bombeiros
deveriam ter visto naquilo um sinal do Céu... mas os homens são estúpidos. Que
sabem os homens? Nada compreendem... são estúpidos como cepos.
E - Em nome (...) diz a verdade!
B - Um cepo é ainda mais inteligente. Aqui e acolá, pode apresentar ainda uma
folhinha verde, mas os homens, esses, só tem lixo e palha.
E - Continua, diz a verdade em nome da Imaculada Conceição, em nome da Bem
Aventurada Virgem Maria e de S. Miguel Arcanjo!
B - Esta Catarina Emmerich teve de falar para a Igreja, fez vaticínios sobre a
Igreja e sofreu e rezou muito por ela. Já em pequenina, a sua capacidade de
sofrimento era enorme. Nós tínhamos-lhe um ódio terrível. Tão pequenina e já
fazia Via Sacra, e imitava à letra a humildade d'Aquela que está lá em cima...
Ah!... e a cruz, cruz também, tal como Aquela, que está lá em cima.
Foi uma grande Santa. Nós receávamo-la muito e, por isso mesmo, queríamos
destruí-la, mas não o conseguimos. Ela safava-se sempre, embora tivesse
sofrido doenças mortais, que oferecia sempre pelos outros, para que eles
pudessem obter ainda a graça de se converterem. Só morreu quando Aqueles lá em
cima (aponta para cima) verdadeiramente o quiseram, pois foram Eles que
acolheram a sua alma venerável, a sua alma santa... porque ela era uma
Santa... no Céu. Há no Céu muitos santos, quero dizer muitos Santos
canonizados por Roma, que são menos santos e menores que ela. Ah! Como é
horrível ser obrigado a confessá-lo!
E - Sim, continua a dizer a verdade, em nome (...)!
B - Se ela for canonizada, pensamos nós, então os seus livros serão
conhecidos. Enquanto não o for, os seus livros não serão tão bem aceitos. É
por isso que os Bispos não querem ouvir falar deles. Talvez um ou outro já os
tenha lido, mas isso são fatos isolados, sem conseqüências.
Devo ainda acrescentar que ela é uma Santa poderosa no Céu (chora). Há muito
que os seus livros deviam ter sido difundidos pelo mundo inteiro. É preciso
que vós também o proclameis do alto dos púlpitos. E agora não digo mais nada,
mais nada (gane como um cão).
E - Fala em nome da Imaculada Conceição, da Bem-Aventura Virgem Maria, em nome
de S. Miguel Arcanjo!
B - Dos seus livros, é sobretudo o volume Vida e Morte da Venerável Catarina
Emmerich que deve ser difundido. Deveríamos atar esses livros às costas das
crianças para que aprendessem a caminhar com a cruz que o Senhor pôs no seu
caminho.
Esta pequenina Santa já ia, aos quatro anos, fazer a Via Sacra, mesmo à noite,
ficando com os pés feridos, ensangüentados, tudo para a glória do Seu Rei
Crucificado. De manhã a mãe tinha de lhos ligar, e nem sequer sabia de onde
ela vinha, pois a pequena nada dizia (uiva).
Catarina foi uma grande alma sofredora. No seu quarto, o frio era glacial. É
que ela era muito pobre e mesmo quando os seus lençóis estavam lisos com o
frio e, no meio deles, ardia com febre, nunca pedira para lhos mudarem. Ela
queria viver a sua Paixão e oferecê-la humildemente. Onde é que se vêem, hoje
em dia, almas assim? Religiosas compadecidas substituíam-lhe os lençóis.
Catarina não o teria exigido e acabaria por morrer de frio ou ficaria
entorpecida. Ela tudo suportava pelo seu Senhor Crucificado. É inimaginável o
que ela fazia por Ele.
Ela é uma poderosa Santa que nós sempre tememos. Sentimos repugnância por
estas pessoas, que renunciam a si mesmas, seguem voluntariamente o caminho da
cruz e tudo oferecem pelos outros. Há grandes santos que fazem muitos
milagres, que são considerados grandes aos olhos do Senhor, que têm o dom de
ler nas consciências, como ela aliás também tinha, mas como ia dizendo, embora
esses possam ser mais conhecidos, embora a eles acorram milhares de pessoas,
embora sejam grandes santos, não se lhe podem comparar e não se lhe comparam.
Era uma alma sofredora, humilde, apaixonada por Deus. Deus amou-a e
glorificou-a dum modo muito especial e é por isso que Ele quer que seja
canonizada.
E - Continua a falar, em nome (...)!
B - Já há muito e não só agora, que ela o deveria ter sido. Deve-se falar às
pessoas dos seus livros e das suas numerosas visões e revelações. É preciso
que o façais por amor à dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela
desejava-o e o próprio Jesus o deseja também. Dos seus textos, devereis citar
em primeiro lugar A Dolorosa Paixão de Jesus Nosso Senhor. Este livro também
não devia faltar em nenhuma família, sobretudo numa família que se preze de
ser católica (geme). Mas chega de conversa por agora!
E - Tens de continuar! Em nome do Pai (...) em nome da Imaculada Conceição, da
Bem-Aventurada Virgem Maria, de S. Miguel Arcanjo, de todos os Santos Anjos,
tens de falar Belzebú!
B - Jesus Cristo e a Santíssima Virgem concederam a estas duas grandes Santas
visões e revelações para que chegassem ao conhecimento dos fiéis. Estes devem
recebê-las nos seus corações, seguirem-nas e transmitirem-nas aos outros.
Não se trata de uma anedota, mas de algo muito sério, muito grande, que já foi
profetizado pela Santíssima Virgem, quando disse outrora aos Apóstolos: “Deus
proverá, o Céu proverá, para que o meu nome, no devido tempo... (gane como um
cão).
E - Diz a verdade, em nome (...)!
B - ...venha a ser glorificado e conhecido e que tudo o que deve ser revelado
a meu respeito, o seja na devida altura.” Agora já é a altura. Estamos agora
em pleno Apocalipse. E Ela é o Grande Sinal. É por isso que as pessoas devem
ler estes livros, porque em Emmerich, mas mais especialmente em Maria de
Jesus, se fala do Apocalipse, do Grande Sinal, da Santíssima Virgem.
E - Continua a dizer a verdade, diz o que tens a dizer da parte da Santíssima
Virgem, da Imaculada Conceição, de S. Miguel Arcanjo e de todos os Santos
Anjos e Arcanjos!
B - Se as pessoas lessem estes livros (solta sons como gemidos)
compre-enderiam facilmente que a hora chegou. Compreenderiam melhor o
Apocalipse e o que está escrito na Bíblia. Vós não passais de grandes burros!
Os homens são imensamente estúpidos, deixam que tesouros tão valiosos se
percam, lhes escapem, se enferrugem (ri maldoso).
E - Diz
a verdade, em nome (...)!
B - Permitem que estes preciosos tesouros de valor infinito apodreçam e fiquem
escondidos. E o que devia ficar escondido é difundido (ri torcista). Como, por
exemplo, Bíblias que de Bíblias nada têm, vidas de Santos que de religioso
nada têm também. Esse gênero de livros é mais dirigido de baixo do que do alto
(arreganha os dentes, malicioso). Não passam de palavreado ôco. Até um burro
ou um cavalo é mais inteligente; duma maneira ou de outra, eles sentem o que o
seu dono quer. Mas aqui (no mundo) não é assim. Só quando já é demasiado tarde
é que se apercebem que deveriam ter procedido dum modo diferente. Ah! Para
nós, estes escritos de Ana Catarina Emmerich e Maria Agreda, são livros
malditos, que desde há muito tememos e sempre temeremos. Nós, lá em baixo, há
muito tempo, nem sei bem há quanto, deliberámos para ver o que poderíamos
fazer contra eles... e os homens nem sequer os lêem (ri sarcástico). Mesmo
aqueles que se dizem bons católicos, não os têm em casa! (as suas gargalhadas
transformam-se em gemidos).
E - Diz a verdade em nome (...), da Imaculada Conceição, da Bem-Aventurada
Virgem Maria, de S. Miguel Arcanjo, S. José, de todos os Coros dos Espíritos
Bem Aventurados!
B - Deveis informar as pessoas. Todos os Padres, os “tradicionalistas” e mesmo
os modernistas, deviam proclamar do altar que é necessário difundir estes
livros por toda a parte e o mais rapidamente possível, para que sejam lidos.
Se isso acontecer e se o seu conteúdo fosse posto em prática, ainda que
aproximadamente, muitas almas se haveriam de salvar (geme horrivelmente).
E - Continua, em nome da Santíssima Trindade!
B - Catarina Emmerich teve visões sobre a Dolorosa Paixão de Jesus para que
ela fosse conhecida dum modo mais direto e mais profundo, pois os Evangelhos
não relatam senão fragmentos. Embora os Apóstolos tivessem conhecido mais
porme-nores, resumiram-na muito. Nas visões desta grande Santa há partes
sintetizadas e resumidas que são horrivelmente extensas para nós. Aprende-se,
por exemplo, a maneira de conseguir um arrependimento perfeito, que desempenha
um papel primordial na confissão. Aprende-se a não ofender tanto o Senhor, que
tanto sofreu. Os seus padecimentos são descritos duma maneira mais profunda do
que em qualquer outro livro (rosna). Estes livros deveriam figurar em todas as
livrarias, sobretudo nas católicas, que os deveriam possuir em quantidade, e
não apenas um exemplar.
E - Belzebú, diz qualquer coisa sobre os sofrimento secretos de Cristo na
Quinta-feira Santa, em nome (...)!
B - Não nos agrada falar desse assunto, mas porque se está na Quaresma, Ela
deseja que ao menos algumas frases...
E - Então fala dos sofrimentos secretos de Cristo, como tu os viste, em nome
(...)!
PAIXÃO DE CRISTO
B - Nós
nos olhamos muito, não queríamos ver nada daquilo. Rodopiávamos à sua volta
como setas e ferimo-nos uns aos outros, cheios de cólera e raiva (grita).
Naturalmente, sabíamos o que se passava. É claro que sabemos mais do que se
poderá pensar. Mas a essa, a esta Emmerich, foi tudo mostrado dum modo
positivo. Ela viu, por exemplo, que no Jardim das Oliveiras, Nosso Senhor
Jesus Cristo sofreu muito mais horrivelmente do que se poderia imaginar. Mesmo
durante a sua vida, várias vezes suou sangue de angústia. Nós, demônios,
perseguimo-Lo horrivelmente no Jardim das Oliveiras. Ele viu como nós, numa
multidão medonha, nos precipitávamos sobre Ele. Tínhamos as formas dos
pecados, que os homens deveriam cometer mais tarde. Era nosso intento
conseguir que, pela visão desse horror, o Filho de Deus perdesse a coragem de
suportar esta Paixão. Ele viu um horror imundo que lhe fez sair pelos poros um
suor de sangue. Nestes momentos de obscuridade e horror abomináveis, Ele
pensava que a sua Paixão, que era apenas dum homem - Ele era Deus, mas nessa
altura não se sentia mais que um homem - não chegaria para apagar e expiar um
pecado tão grande. Quis-se retirar, tremia sob a violência do sofrimento. Foi
então que apareceu um Anjo com o Cálice para o fortificar. Na realidade, esse
Cálice não era senão a aceitação daquele sofrimento. Ao beber o Cálice, Ele
confirmava apenas que aceitava a Paixão (geme) e que estava disposto a beber
todo o cálice até o fim (geme). Graças a isso, vós, poços de imundície, vereis
um dia o Céu, a que nós jamais teremos acesso (furioso).
Mais tarde, Cristo foi ainda flagelado. Durante a flagelação o seu corpo foi
ferido e lacerado até os ossos. Quando foi crucificado já não tinha sequer
metade dos seus cabelos. Tinham-Lhos arrancado quase todos, o que aliás foi
muito bem feito. Tinha uma figura elegante e pés de viajante. À força de tanto
andar a pé, tinha a pele dura e calosa. Ao contrário, as mãos eram muito
finas, demasiado finas para carregarem uma cruz tão pesada. Se nós tivéssemos
podido provar só um pouco do seu Sangue derramado, só uma gota, então também
nós o haveríamos de adorar por toda a eternidade. Porém, Ele não no-lo
permitiu. Para nós, já era demasiado tarde (rosna). Depois, na cruz, quando
foi suspendido, tudo ofereceu por vós. Fazer tudo aquilo pelos homens, atiçou
ainda mais o furor do inferno. Quando estava suspenso na cruz, era como um
verme, como já disse Akabor: já não era homem... por vós. Porque é que Ele fez
aquilo por vós? Por nós não o teria feito (solta gemidos que comovem). Um
verme e não um homem, esmagado por todos (chora)!
Era como se Ele tivesse tomado sobre Si o peso dos pecados de toda a
humanidade; parecera-Lhe ser o maior dos criminosos. Parecia-Lhe que fôra
abandonado e repudiado por Deus Pai, de tal modo os seus verdugos O tinham
golpeado, picado, flagelado e, por fim, deixado a esvair-se em sangue
(resmunga) E tudo isto Ele fez por vós! Porque é que nós não o conseguimos
evitar? (chora)
Se o próprio Senhor tanto fez por vós, quanto não deveríeis reparar uns pelos
outros para evitar que tantas almas fossem para o inferno? Ele, que era Deus e
não tinha pecados, realizou algo extraordinário, algo que jamais será
realizado por qualquer mortal: e se Ele sofreu torturas tão atrozes, então vós
deveríeis passar por toda a vida sob o machado do carrasco. E isso não seria
muito, não seria nada que não tivésseis merecido. Mas os homens não
compreendem isto. Só pensam em levar uma vida de gozo, apesar do seu Mestre
ter marchado à sua frente, com a Cruz e o bom exemplo, e ter suportado
tormentos infernais. Sim, Ele suportou tormentos infernais. Mas durante pouco
tempo. Nós próprios, no nosso ódio, admiramo-LO por ter feito tudo isto por
vós! Jamais nos passara pela mente que Ele pudesse fazer uma tal coisa por um
lixo imundo. Já o tínhamos previsto, mas nunca imaginávamos que fosse uma
dádiva tão imensa.
Com tudo isto, quero ainda dizer que é preciso insistir na necessidade,
durante a Quaresma, de fazer penitência em união com Cristo Jesus.
Durante quarenta dias Ele jejuou como nenhum homem mais jejuou ou jejuará... e
também Ele sentiu a dureza da fome...
A CRUZ E O SANTO SACRIFÍCIO
DA MISSA ABREM O CÉU
B -
Durante quarenta dias preparou-se para a Sua Vida pública e também para o Seu
grande Sacrifício. Ele sabia que se tratava dum sacrifício tão vasto como o
mundo, duma eficácia universal, que Ele, Deus, devia oferecer ao
Todo-Poderoso, em reparação da culpa do pecado, a fim de que vós pudésseis
chegar à visão eterna de Deus. Sem isto, na melhor das hipóteses, veríeis
apenas o Paraíso, caso o conseguísseis. Iriam assim muito mais homens para o
inferno, porque não teriam acesso às graças que obtém o Santo Sacrifício da
Missa. São incalculáveis as graças decorrentes do Sacrifício incruento da
Cruz, por cuja oferta, o Sangue de Cristo corre de novo. Nós, lá em baixo
(aponta para baixo), odiamos este Sacrifício da Missa, que é celebrado todos
os dias em muitas Igrejas.
Em muitas casas de Deus, nem sempre é convenientemente celebrado. Antigamente,
era horrível para nós, quando se celebrava o tradicional Sacrifício da Missa.
Efetivamente, é a renovação do Sacrifício de Cristo na Cruz que apaga os
pecados e que obtém graças extraordinárias para a salvação das almas, que, sem
isso, se perderiam aos milhares e viriam para o inferno.
Devo ainda acrescentar isto (solta gemidos): não digo mais nada, não quero
dizer mais nada.
E - Em nome da Santíssima Trindade (...) diz a verdade, o que Maria quer que
digas!
B - Eu não quero dizer mais nada, não posso continuar a falar. Se quiserdes
que fale, é preciso que reciteis ainda um pequeno exorcismo. Lúcifer está
furioso. Desejaria estrangular-me. Eu não devia ter dito estas coisas. Se
continuo a falar, quando eu chegar lá abaixo, castiga-me.
E - (Recitação do exorcismo). Por ordem da Mãe de Deus, lúcifer não poderá
fazer-te mal, pois tu falaste para a Igreja! Ele não poderá fazer-te mal!
B - Eu era um grande Anjo, era o segundo em grandeza. É por esse motivo que
lúcifer se enfurece e diz: “Já que és tão grande, devias saber que não deves
dizer tantos disparates. Devias ter mais cautela!” É isto que ele vai dizer
(range os dentes com violência). Ela (aponta para cima) ordenou-me que
falasse, porque eu estava presente na queda dos Anjos. Eu era o segundo em
dignidade e é por isso que Ela me força a falar desta “porcaria.” Ela continua
a ter poder sobre nós, os lá de baixo (resmunga com violência).
E - Belzebú, sob as suas ordens, tens que falar agora e dizer só a verdade!
OS NOMES
B -
Quero ainda acrescentar o seguinte: ao escrever estas revelações, deveis
mencionar o meu nome. E deveis proceder do mesmo modo relativamente aos outros
demônios. Deveis sempre assinalar quem falou. Não é em vão que dizemos quem
fala.
E - Belzebú, em nome da Santíssima Virgem tens de falar!
B - Ela permite que nós digamos os nossos nomes... quem fala, e depois Ela
quer também que se indique quem falou. Sobretudo quando se tratar de assuntos
importantes, Ela quer que se saiba qual o demônio que escolheu, qual o que
devia falar...
E - Belzebú, tens que falar agora, em nome (...)!
B - Como sou bem conhecido, o meu nome deve ser mencionado.
A ESTUPIDEZ HUMANA
B - No dia 12 de Janeiro, Veroba referiu-se ao Aviso e ao
Castigo. Disse que se devia mencionar no livro. Também explicou porque é que o
Aviso ainda não surgiu e ainda o fato da oração ser paradoxal.
Vós, homens, não valeis nada (ri maldoso), vós nada sois e nunca sereis nada.
Sois burros, podem-vos repetir sete vezes a mesma coisa. Que é que tendes na
cabeça, miolos de mosca ou um crivo?
Se não fosse Aquele que existe lá em cima (aponta para cima), todos os vossos
ossos se soltariam. É Ele quem carrega permanentemente com a vossa carcaça.
Sem Ele não passaríeis de esfregões e de farrapos. É por isso que nós, lá em
baixo, não podemos compreender que professores, doutores e tantos outros,
tenham uma presunção tão grande. Porque serão assim tão vaidosos, quando não
passam de porcaria que há-de ser corroída por vermes?*
E - Belzebú, continua, em nome e sob as ordens da Santíssima Trindade (...)!
B - A propósito desta presunção, Ela quer que se acrescente isto. Ela acha
pouco apropriado que esses homens se exaltem tanto; eles são uma abominação
diante de Deus. Ela acha tudo isso disparatado, pois Ela procedeu sempre com
perfeita humildade. Ela teria tido razões para cingir bem alto a coroa e
brandir o cetro. Ela teria tido motivo para o fazer! Fê-lo alguma vez? Em todo
o caso, não foi na Terra. No entanto, Ela foi exaltada conforme o que está nas
Escrituras, pois Jesus disse: “Quem se humilha será exaltado, quem se exalta
será humilhado.” Quer dizer, aquele que se eleva a si mesmo será em seguida
horrivelmente humilhado, não só num grau apenas, mas numa infinidade de graus.
Compreendeis o que queremos dizer?
Quem se
exalta não será humilhado em outro tanto, mas ficará um milhão de vezes mais
abaixo. Mas quem se humilhar, por mais alto que esteja - nós somos sábios,
sabemos bem como as coisas se passam! (sublinha as palavras com um gesto do
dedo) - receberá segundo a parábola do banquete, em que Jesus disse: “Aquele
que se sentar no último lugar, será chamado pelo senhor do banquete a ocupar o
primeiro lugar...” Quero dizer, com isto, que aqueles que se humilham não
serão apenas exaltados em outro tanto, mas ocuparão uma posição milhares de
vezes superior à que tinham, e isto por toda a eternidade.
Devo acrescentar que é um paradoxo e um sinal de grande estupidez querer
elevar-se neste mundo. Tenho que o dizer, pois é abominável aos olhos do
Senhor. Se os homens tivessem plena consciência daquilo que fazem,
horrorizar-se-iam consigo próprios - (ri maldoso).
* O demônio, que é orgulhoso, ele mesmo uma criatura, mostra aqui a repugnância e o profundo desprezo que sente pela natureza humana, inferior à angélica, mortal.
A VIRTUDE FUNDAMENTAL
DA HUMILDADE
B - Se
Ela não se tivesse colocado sempre em último lugar, mesmo abaixo de S. José,
que no entanto sempre soube reconhecer o elevado grau da sua dignidade, e se
Ela não tivesse sido tão humilde, não teria hoje, nem nunca teria tido, este
poder sobre a Igreja e sobre o mundo. Não teríeis n'Ela Aquela Mãe que tudo
faz por vós, medianeira de graças inefáveis, graças que só Ela pode obter e
que nunca teria podido obter se não vos tivesse dado o exemplo em primeiro
lugar.
Ela praticou a humildade em todas as virtudes, até ao último grau de heroísmo.
Se Ela não o tivesse feito, especialmente esta maldita virtude da humildade,
ter-nos-íamos podido aproximar dela. E, decerto, isso teria constituído mais
um êxito para nós, demônios! (grita irritado).
E - Belzebú, continua a falar em nome da Santíssima Trindade (...)!
B - O mesmo acontece com os homens. E isto é claro como água: a falta de
humildade abre as portas ao vício. Nós adquirimos domínio sobre uma pessoa a
partir do momento em que a sua sabedoria ou o que lhe chamais lhe sobe à
cabeça. Há muito que o homem deixou de ser sábio e tem miolos de galinha.
Mesmo quando se julga sábio e se eleva um pouco, cai logo depois. Mas eu não
quero falar destas coisas. Conheço-as por experiência própria, pois
passaram-se conosco. Como nós caímos, milhares e milhões de vezes! (uiva
lastimoso).
E - Continua, belzebú, em nome (...)!
B - Por esse motivo, vós Padres, deveis falar do pecado original, do orgulho.
Devíeis empregar todos os esforços no sentido de fomentar a virtude da
humildade. Falai dos Santos que a praticaram num grau elevado. Citai, por
exemplo, Catarina Emmerich, Santa Tereza do Menino Jesus e tantos outros.
Pregai sobre S. João Maria Vianney. Ele alimentava-se de batatas. Uma ocasião
comeu batatas pôdres, já cheias de bolor, durante quinze dias (rosna). Nem
sequer se queria deitar na cama que lhe tinham posto ao lado! Achava-a
demasiado boa para si. Não temos qualquer poder sobre pessoas dessa espécie,
que chegam a achar-se indignas de se deitarem numa cama vulgar e que não
procedem assim para se vangloriarem perante os outros de que são bons,
dizendo, por exemplo: “Olhai, eu não quero deitar-me na cama boa, sou um homem
virtuoso, vou deitar-me na cama mais incomoda.” Pelo contrário, escondem-no
dos outros homens. S. João Maria Vianney encobriu sempre que não comia como
deveria ser. É que ele possuía a verdadeira humildade. O mesmo se pode dizer
de Catarina Emmerich. Ela nunca quis mostrar como se sentia mal, nem o que
trazia sobre o seu corpo. Só quando as pessoas viram e disseram: “Em que
estado horrível ela se encontrava! É preciso fazer qualquer coisa!” É que ela
deixou que a mudasse, porque era absolutamente indispensável. Mas quis
continuar a viver na maior pobreza. Dormia num leito miserável, já quase
desfeito. O seu maior desejo era levar uma existência apagada. Por isso é que
as avezinhas do Céu vinham pousar nos seus ombros.
Os Santos recebem estes sinais de predileção: os Santos dum modo geral, mas
principalmente os humildes. Estes gozam duma predileção muito especial, lá em
cima. Alcançaram rapidamente o Céu, enquanto outros percorrem penosamente,
passo a passo, o duro caminho que a ele conduz. A virtude da humildade deve
ser novamente pregada. Só depois dela é que vêm todas as outras. Depois vem a
virtude da pureza, bem adaptada à nossa época (respira com dificuldade), em
seguida a verdade, e todas as outras. É preciso dizer aonde tudo isto conduz.
Também é preciso citar exemplos.
E - Lúcifer, retira-te! Tu belzebú, tens de falar da parte da Santíssima
Virgem, em nome da Santíssima Trindade (...)!
B - Teremos de denunciar em primeiro lugar, o vício do orgulho. Devemos dizer
que a virtude da humildade devia ser escrita com letras capitais. Seguem-se,
naturalmente, a cólera, o roubo e todos os outros. Deve preocupar-se sempre
fazer comparações, dar exemplos vividos e verificados na vida dos Santos (dá
berros horríveis). Deixem-me!
E - Continua, Belzebú, continua em nome do Pai (...) da Imaculada Conceição,
da Bem-Aventurada Virgem Maria e Mãe de Deus... (neste momento é interrompido
por Belzebú).
B - Procedeis bem, procedeis bem, mas é preciso insistir muito; deveis
assinalar, com mais insistência, o efeito devastador do pecado. Sobretudo,
neste tempo de Quaresma, deveis acentuar a gravidade do pecado, gravidade que
ultrapassa a imaginação. Daí a conhecer, com toda a clareza, as conseqüências
do pecado que são mais horríveis do que vós podeis imaginar. É o pecado e as
suas conseqüências que deveis retratar com a maior clareza possível. Sabei-lo
agora, mas os outros Padres devem também proceder assim, pois isto não é
apenas para vós. Se eles o não fizerem, não cumprindo com a sua obrigação,
causarão grande dano e privar-se-ão a si e a todos os que se encontram na sua
dependência de muitas graças. Todos os fiéis sofrerão com isso e não receberão
as graças que de outro modo poderiam receber.
A IMITAÇÃO DE CRISTO
E -
Belzebú, fala por ordem da Santíssima Virgem, em nome (...) diz a verdade!
B - A propósito destas virtudes, devo acrescentar que é preciso que esse
nojento livro, a Imitação de Cristo, de Thomas Kempis, que nós lá em baixo
tanto tememos (gane como um cão), seja citado, difundido e lido.
Não deve faltar em nenhuma família católica e deve ser lido. O melhor seria
ler um capítulo todas as noites e esforçar-se por seguir e pôr em prática os
seus ensinamentos.
Na medida do possível, deveria ler-se a antiga edição, a completa; na edição
moderna já foram feitas algumas modificações. Com o andar do tempo acabam por
mudar tudo! Por isso, deveis procurar arranjar os livros antigos. Se houver
poucos, será preciso reeditá-los.
Em todo o caso, também deveríeis pregar sobre A Imitação de Cristo, utilizar e
desenvolver os assuntos que nela se encontram, inculcá-los no coração dos
fiéis. A Imitação de Cristo é o verdadeiro grão e não palha. É uma obra que
vem do Céu. O Céu a quer e a recomenda, já que ela põe a Cruz de Cristo sob os
olhos de todos, concretamente, ensinando como se deve imitar a Cruz de Cristo.
Assim, o homem aprende como Cristo sofreu e como ele próprio deverá sofrer se
quiser avançar um passo ou um decímetro atrás d'Ele. Deve ter sempre presente
que, com tudo isto, ainda estará longe de ser um santo e que se deve julgar
com humildade. É imprescindível que insistais neste ponto.
Há milhares de pessoas, poderíamos dizer milhões, que crêem que são boas
porque fizeram isto ou aquilo. Mas isso não basta! Só serão verdadeiramente
boas quando não se acha-rem ainda boas, pensando que fizeram muito pouco e que
poderiam ter feito muito mais. Serão boas quando se julgarem com humildade e
fizerem por Cristo tudo o que estiver nas suas mãos.
OS DEVERES DA MULHER
VISTOS PELA SANTÍSSIMA VIRGEM
B - A
Santíssima Virgem diz que Ela sempre cumpriu os seus deveres caseiros, que o
fez com humildade, para maior glória de Deus e com o objetivo único de servir
a Cristo e que não convém que uma pessoa se queira enaltecer acima dos seus
serviços e deveres.
Ela faz-me dizer que nunca esteve presente durante a vida pública de Cristo,
embora tivesse grande desejo de O acompanhar. Ela amava o seu Filho a tal
ponto que vê-Lo partir lhe causou uma dor e um tormento enorme. Ela
sentia-se-lhe ligada, como se Ele fosse parte do seu próprio corpo. Os laços
que a prendiam a Ele eram mais fortes que os dum irmão à irmã ou de um pai à
mãe. Só se sentia bem na sua proximidade, mas apesar de tudo isso quis
manter-se ignorada e ficou em casa. A partir desse momento só O viu raras
vezes.
Procedendo assim, revelou a sua humildade, para que também as pessoas
aprendessem a ser humildes. Foi alguma vez personagem principal no Altar ou na
Missa? Quis manter-se sempre ignorada, embora fosse a criatura mais grandiosa,
a mais universal. Ela vale mais que todos os Padres e religiosos juntos. Ela é
a maior entre as maiores, escolhida por Deus para guiar a Igreja e para ser
Sinal, para ser o grande Sinal, a Mãe do Salvador. Ela é também a Rainha dos
Anjos. Mas é preciso dizer a todos que, apesar disso, viveu ignorada e
entregue aos seus trabalhos caseiros.
Não compete à mulher desempenhar funções públicas, por exemplo, como
conselheira do Governo ou Doutora de Ciências.
Não é conveniente mostrar-se assim e, por outro lado, desprezar os deveres de
dona de casa. Qualquer trabalho, mesmo o mais insignificante e humilde de uma
dona de casa, que serve a Deus e à sua família de todo o coração, tem mais
valor do que a mais bela e melhor conferência duma mulher doutora, ainda que o
seu discurso ressoe através de todos os microfones e seja registrado por todos
os jornais. Uma mulher destas vale muito menos lá em cima do que uma Mãe que
leva a sua Cruz cotidiana, educa bem os seus filhos e aceita o filho que
concebeu.
Quando tudo suporta com paciência, faz o seu trabalho humildemente, alimenta,
cuida e veste os seus filhos, educa e limpa a prole, tem mais valor, perante a
“malta dos três, lá de cima” (refere-se a Santíssima Trindade) do que uma
mulher que só pensa em fazer figura. Poderíamos citar aqui as palavras: “Quem
se humilha será exaltado, e voará como uma flecha.” Quando uma mulher não
aceita os seus deveres caseiros e só aspira a grandezas, não pode conservar-se
humilde.
Toda a mulher que se quiser elevar, será humilhada no Céu. Pelo contrário,
todas as que se humilham, encontram-se no bom caminho. Obtêm para as suas
famílias e para os povos muito mais graças do que outra que só pense em
brilhar.
Como resultado do orgulho surge o aborto. A mulher já não quer ser apenas “mãe
de família”, com um papel a desempenhar: a educação dos filhos. Quer ser e
parecer algo mais. Este é um dos motivos da morte de muitas crianças por
aborto. É claro que há muitas mães que se encontram em grande necessidade.
Essas deveriam ser auxiliadas por palavras e obras. Deveriam deixar viver o
filho, mesmo que fosse muito duro. O seu sacrifício transformar-se-ia em fonte
de bênção.
E - Em nome da Santíssima Trindade, do Pai (...)!
B - Se as mulheres estivessem mais tempo ao fogão e preparassem boas refeições
aos maridos, decerto não haveria tantos divórcios, como atualmente. Se as
mulheres cumprissem melhor os seus deveres de donas de casa e proporcionassem
aos maridos um ambiente caseiro mais agradável, não haveria tantas desavenças
e separações. Se não existissem tantos homens e mulheres em concubinato,
haveria mais cônjuges dotados de espírito de sacrifício e menos lares
desfeitos. Quando desaprendem, no tempo de concubinato, o que é o sacrifício e
não sabem o que é renun-ciar como quereis que venham a constituir família? Aos
seus olhos, o casamento exige muitos sacrifícios e privações. Sempre assim
foi, é assim e há-de ser sempre assim.
Entre os que viveram juntos durante muito tempo, poucos são os que vêm a
casar. Além disso, é muito difícil para uma pessoa que durante anos viveu à
vontade, voltar atrás e corrigir-se. Mesmo que essa pessoa quisesse mudar de
vida, ser-lhe-ia bem mais difícil do que a uma outra que viveu normalmente,
sem divagações para a esquerda ou para a direita, para a seu belo prazer
colher aqui as uvas e ali os rabanetes.
E - Em nome (...) diz a verdade! Diz o que a Santíssima Virgem quer que digas
e só a verdade!
BOAS LEITURAS E IMAGENS PIEDOSAS
B - Devo acrescentar ainda o seguinte: o livro, A Dolorosa
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, os livros da venerável (Santa para o Céu)
Catarina Emmerich, assim como os de Maria de Jesus Agreda e o livrinho
Imitação de Cristo de Thomas Kempis, têm grande valor (geme). Não quero falar
disso.
E - Em nome (...) diz a verdade!
B - É preciso que estes livros sejam difundidos. Mas também é necessário
procurar neles temas para homilias, ideais, o que é muito importante para o
confuso mundo de hoje, para os fiéis do nosso tempo.
E - Diz a verdade Belzebú, fala em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
da Imaculada Conceição, de S. Miguel Arcanjo!
B - Tenho que falar do imenso valor destas “desbotadas” estampas com imagens
piedosas. Já falei uma vez acerca deste assunto.
Deveis falar dele, do alto dos púlpitos, e é também necessário que fique
registrado no livrinho. Sobretudo as estampas que contêm promessas têm um
grande valor. E vós deveis dar a conhecer essas promessas, que foram feitas a
pessoas piedosas. Muitos não as conhecem e até ao presente nunca as leram. A
propósito da estampa com a Agonia de Cristo, onde Cristo está ajoelhado no
Jardim das Oliveiras com o Cálice, há uma oração à qual estão ligadas grandes
promessas. É necessário mencionar também a imagem de Jesus Misericordioso e o
Terço da Misericórdia, a que estão também ligadas promessas importantes.
Seria ótimo ter destas estampas em grandes quantidades por toda a parte,
distribuí-las e mesmo... sim, lançá-las por todo o lado e, se isso fosse
possível, colá-las às costas de cada um. Sois tão estúpidos como cepos! Tendes
à vossa disposição essas pagelas, essas promessas, esses privilégios e não o
utilizais, pelo menos a grande maioria das pessoas não se servem delas! Há
ainda outros folhetos deste gênero, por exemplo, o da Santa Brígida da Suécia
e do Coração de Jesus. A devoção ao Coração de Jesus está atualmente muito
reduzida. A ela estão também ligadas grandes promessas e o mesmo se pode dizer
da devoção ao Imaculado Coração de Maria. A Verdadeira Devoção, segundo S.
Luiz Maria Grignion de Montfort, também quase caiu no esquecimento.
Se soubésseis o valor destes folhetos com imagens, que acabo de mencionar, em
particular as da Santa Face, da Agonia de Cristo e de Jesus Misericordioso,
pôr-lhe-íeis uma moldura em ouro, tal como ao Terço!
E - Belzebú, tu citaste ainda outras. Quais?
B - A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria, com
as suas importantes promessas, o Terço da Misericórdia, a contemplação da
amarga Agonia de Cristo e a devoção à Santa Face estas cinco ocupam o lugar de
honra. Difundi-as por toda a parte. Ela (aponta para cima) assim o quer.
Deveis falar delas nas vossas homilias. Estas devoções encerram grandes
virtudes. Se as pessoas conhecessem estas coisas, se soubessem perseverar na
oração, ter-se-iam convertido ou, pelo menos, não cairiam tão baixo (geme).
E - Belzebú, continua a falar, diz tudo o que tens a dizer...
O PAPA E A IGREJA
B - A
situação atual do mundo é muito grave. O Papa sofre tanto. Como lhe é
insuportável ver o que se passa! É um mártir, sofre mais do que Santo Estevão!
Como ele já pouco pode dizer, deveis ao menos dedicar-vos à difusão destes
livros de Maria Agreda, de Catarina Emmerich e da Imitação de Cristo. É isso
que os lá de cima desejam.
E - Que é que tens ainda a dizer, Belzebú? Fala em nome da Santíssima
Trindade!
B - Dar-se-á, sem dúvida, um grande combate, um grande combate! Ela, lá em
cima (aponta para cima), bem o sabe.
E - Diz a verdade, em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria,
do S. Miguel Arcanjo, e em nome de todos os Santos Anjos e Arcanjos!
B - O Papa sofre horrivelmente por causa da nova Missa. Ele sabe que o
documento relativo à Missa não foi acolhido como ele desejaria, e que a nova
missa... (solta gritos horríveis).
E - Em nome da Santíssima Trindade, diz a verdade!
B - Ah! Nós não gostamos de falar do Papa. Temos mais que fazer, temos que nos
ocupar dos homens. Nós já não podemos atacar pessoalmente o Papa (rosna
desesperado).
E - Belzebú, tens de dizer a verdade, em nome da Santíssima Trindade (...), da
Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus! Diz o que tens a dizer!
B - Nós já uma vez afirmámos que o Papa Paulo VI tinha elaborado e queria
promulgar um documento a favor da antiga Missa. Por outras palavras: o Papa
queria reintroduzir a Missa de S. Pio V, a Missa Tridentina. Tinha redigido,
com todo o cuidado, um documento nesse sentido. Era, então, seu desejo
publicá-lo Urbi et orbi. Alguns dos seus subordinados entraram em deliberação
para verem como poderiam impedir o restabelecimento da antiga Missa. Redigiram
então outro documento, que imitava o primeiro duma maneira tão perfeita, quer
no formato, quer na redação, que seria difícil uma pessoa aperceber-se, à
primeira vista, de que se tratava dum documento falso.
E - Porque é que o Espírito Santo permite estas coisas? Belzebú diz a verdade
(...)!
B - Permite-as, para que se cumpram as Escrituras. Há muito que se afirma que
virão tempos tão confusos que cada um dirá: “Cristo está aqui!” ou “Cristo
está ali!” Hoje, uns dizem “Isto é melhor” outros afirmam “aquilo é melhor”, e
ninguém sabe o que quer. Cada um pensa que é bom, que é superior, e põe-se à
frente dos outros. Há mesmo pessoas que seguem a muitos “Cristos”..., e outras
que seguem somente um... normalmente o falso (ri maldoso).
E - Mas a Igreja Católica é guiada pelo Espírito Santo (...). Em nome (...)!
B - Sem dúvida que a Igreja é guiada pelo Espírito Santo, mas se certos
Cardeais e Bispos não forem melhores, não é culpa nossa que se deixem levar
pela nossa malícia.
E - Continua Belzebú, diz o que tens ainda a dizer em nome (...)!
B - No fundo, a Igreja não precisava de sofrer esta crise, mas é necessário
que as coisas se passem assim, que o mundo seja passado a crivo, segundo a
profecia do próprio Cristo. Virão brevemente tempos em que só haverá uma
esquerda e uma direita e nenhuma situação intermédia. Talvez as coisas não se
passassem assim, se não tivéssemos chegado a esta confusão. É preciso que o
mundo seja passado a crivo. Os cristãos que ficarem serão melhores que os dos
últimos cinco séculos da Igreja.
E - Em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho do Espírito Santo, nós te
ordenamos Belzebú, que digas tudo o que tens a dizer da parte da Santíssima
Virgem!
B - Eu, Belzebú, devo ainda dizer que as revelações do Apocalipse de S. João,
tal como se encontram na Bíblia, são mal compreendidas pela maior parte das
pessoas, porque foram escritas numa linguagem misteriosa. Para melhor as
compreender deve consultar-se o livro de Maria Agreda. Lá se encontra a
explicação de muitas coisas relativas à Revelação.
Estamos nos últimos tempos e é por isso que todos os fiéis devem pegar nestes
livros e seguir os seus ensinamentos. Neles encontrarão uma melhor informação
sobre todas estas coisas.
E - Belzebú, diz a verdade em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima
Virgem Maria, Mãe de Deus, diz o que tens a dizer!
VERDADEIRAS
E FALSAS ALMAS
PRIVILEGIADAS
B -
Atravessamos uma época de grande confusão e guerras. Aquilo que os lá de cima
mais lamentam é o aparecimento, hoje em dia, de tantas almas privilegiadas
que, na realidade, não o são. Muitas destas almas privilegiadas não o são
verdadeira-mente.
Devo acrescentar ainda - e faço-o contra a minha vontade -, que muitos fiéis
têm tendência a seguir, com fanatismo, os que se dizem almas privilegiadas. Na
verdade, isso é mais fácil do que seguir a Cruz.
Relativamente às autênticas almas privilegiadas, encontramos sempre a Cruz, a
incredulidade, a oposição e contradição. E as coisas passam-se assim, porque
nós, demônios, permanecemos por detrás de tudo e não queremos o bem. Mas a
maioria dos fiéis, pelo menos grande parte deles, tem mais tendência a seguir,
não as autênticas almas privilegiadas, mas aquelas onde há muita charlatanaria
e fanatismo.
Nunca houve tantas falsas almas privilegiadas como atualmente! É por isso que
muitos fiéis, mesmo fiéis piedosos, são induzidos em erro, sobretudo quando se
trata de pessoas pouco inteligentes. Nós temos um grande poder e utilizamo-lo
especialmente para tentar as almas boas. Estamos a trabalhar afanosamente.
Muitos dos “milagres” que acontecem no seio de certas seitas e que se passam
com certas almas privilegiadas, vêm lá de baixo (aponta para baixo).
Pretende-se que tudo acontece pelo Espírito Santo, mas na realidade tudo é
realizado por nós (aponta para baixo), em nome do inferno. Nós podemo-nos
transformar em “Anjos de Luz.” Também é possível curar doentes, em nosso nome,
se isso servir duma maneira vantajosa aos nossos objetivos. É mais fácil aos
perversos realizarem coisas extraordinárias pelo poder do inferno e em seu
nome, do que às autênticas almas privilegiadas obterem do Céu coisas
extraordinárias e verdadeiros milagres. A estas últimas é necessário muita
oração e virtude. Por esse motivo é que com as almas privilegiadas autênticas
se dão muito menos milagres visíveis. Além disso, acontece às vezes também que
almas privilegiadas autênticas se desviem de Deus. É preciso estar muito
atento. Também aqui é preciso lembrar aquele aviso: “Examinai tudo, e guardai
o que é bom” (Tess. 5,21).
OS ÚLTIMOS TEMPOS
B -
Cristo disse: Tempos virão em que vos será dito: “Cristo está aqui”, “Ei-lo
ali.” Se alguém vos disser: “Ele está no deserto”, não o acrediteis, pois
surgirão falsos Cristos e falsos profetas, que darão grandes sinais, de
maneira tal que, se fosse possível, até os eleitos seriam enganados. Estas
palavras poderiam aplicar-se muito bem às falsas almas privilegiadas. Muitos
correm atrás delas como atrás de falsos Cristos. De fato, o Anti-Cristo
surgirá como um falso Cristo, mas estas palavras podem aplicar-se também ao
que acabo de referir.
E - Belzebú, diz a verdade em nome da Santíssima Trindade (...)!
B - Estais agora na prova, mas a Igreja ressuscitará com novo esplendor.
E - Em nome de (...)!
B - Escutai uma comparação tomada da figueira: quando no tronco aparecem as
folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes suceder
estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus(Luc.21,29-31). Agora,
esse tempo está terrivelmente perto.
Ela (aponta para cima) manda dizer: “Coragem! Fazei penitência e
convertei-vos, enquanto ainda é tempo”... pois o Seu Dia vai chegar (ruge como
um leão), o Dia da Justa cólera de Deus.
RESPOSTAS A ALGUMAS CRÍTICAS
PELO PADRE ARNOLD RENZ, SDS.
1.
Cristo não aceitou o testemunho dos demônios e ordenou-lhes: “Calai-vos”.
a) O próprio Cristo estava presente. Ainda não tinha revelado a Sua divindade
e não necessitava do testemunho dos demônios. O Pai testemunharia por Ele.
b) Cristo também ordenou aos Seus Apóstolos que se calassem. Depois da Sua
Transfiguração no Monte Tabor disse aos Apóstolos: “Não faleis a ninguém desta
visão, enquanto o Filho do Homem não ressuscitar dos mortos” (Mt. 17,9).
c) A pouco e pouco Cristo foi preparando os homens para a revelação da Sua
divindade. Por esse motivo é que recusou o testemunho dos demônios. Mas
permitiu também que eles dissessem: “Nós sabemos quem és: és o Santo de Deus”
(Lc. 4,34). Ele poderia ter impedido esta declaração, contudo não o fez.
2.
Nós temos os ensinamentos da Igreja, não precisamos do testemunho dos
demônios.
a) Os demônios não nos ensinam verdades de fé. Quando falam de si próprios,
sobretudo quando dizem o que querem, misturam habitualmente e habilmente a
verdade e o erro.
b) Não se devem fazer perguntas indiscretas. Quando isso acontece, deve
con-tar-se com respostas mentirosas. Isto não se aplica só aos demônios, mas
também aos videntes e às almas privilegiadas. Infelizmente, são muitas vezes
tomados por agências de informações. Por exemplo, uma vez perguntaram ao Santo
Cura d'Ars: “O meu marido está no Purgatório?” Ele respondeu: “Isso é que não
lhe sei dizer. Nunca lá estive.”
Pelo contrário, noutra ocasião, respondeu: “O homem em questão, salvou-se.
Teve tempo de fazer um ato de contrição.”
Neste caso havia um motivo especial. Não se tratava apenas de dar a
resposta a um pergunta curiosa.
c) A existência dos demônios é um fato. A Sagrada Escritura informa-nos sobre
a existência do inferno e dos demônios. O Papa fala da existência e da ação
dos demônios. Apesar disso, muitos não o acreditam. Por esse motivo é que a
Santíssima Virgem disse ao Padre Gobbi: “O Papa sofre e reza; está sob uma
cruz que o consome e que o mata. Agora, ele também falou, mas a sua voz é como
a semente caída no deserto. A minha Igreja transformou-se num deserto, ou em
algo ainda pior.”*
Através dos possessos a existência e a ação dos demônios tornam-se palpáveis.
Ela é, além disso, um sustentáculo para a nossa fé.
d) As verdades ensinadas pela Igreja estão atualmente reduzidas ao silêncio.
Por exemplo, quem falou nestes últimos anos do Inferno e dos demônios? O
inferno e os demônios foram praticamente considerados tabu para a pregação da
Igreja, do Reino de Deus. Só com o caso Kligenberg** é que o problema
voltou a ser discutido à escala mundial. Resultado: Uma divisão dos espíritos
em que uns acreditavam e outros negavam a existência de satanás e do inferno.
Daí resultou, por outro lado, uma negação dos fatos, por outro, uma fé
renovada. Muitos, porém, foram levados a refletir sobre o inferno e satanás, o
que nunca teria acontecido se não fosse o caso Klingenberg.
e) Nós não necessitaríamos nem das revelações feitas nos lugares de Aparições,
nem das revelações de Videntes ou almas privilegiadas, se lêssemos mais
seriamente a Sagrada Escritura. Assim, por exemplo, Maria diz ao Padre Gobbi:
“As Minhas mensagens multiplicam-se tanto mais, quanto mais a voz dos meus
servos se recusa a anunciar a verdade. Aquelas verdades tão importantes para a
vossa vida já não são proclamadas, por exemplo: os ensinamentos sobre o
Paraíso que vos espera, sobre a Cruz de Meu Filho que vos salva, sobre o
pecado que fere o Coração de Jesus e o Meu, sobre o inferno, no qual tantas
almas se precipitam diariamente, sobre a urgência da oração e da penitência.”
f) Se os demônios se limitassem a falar de si próprios, tínhamos que recusar
as suas revelações. Mas, precisamente nestes últimos casos de possessão, a
Santíssima Virgem mostra o Seu poder e a Sua soberania. Ela obriga os demônios
a manifestar verdades necessárias à Igreja do nosso tempo, verdades esquecidas
que é preciso relembrar.
g) Os ensinamentos da Igreja são recusados, do mesmo modo que as mensa-gens da
Santíssima Virgem nos lugares das Suas Aparições e as revelações das almas
privilegiadas. Recusam-se as lágrimas, as lágrimas de sangue da Mãe do Céu.
Agora, a Santíssima Virgem tenta ainda um novo meio: as revelações dos
demônios. Mas também elas, por sua vez, só são aceitas onde ainda brilha um
mínimo de boa vontade.
h) As revelações dos demônios não são senão um favor do Céu, uma prova do Amor
pleno de solicitude da Santíssima Virgem.
i) A Santíssima Virgem disse, nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos
disser.” Mas hoje, já não se faz o que Ele nos diz. A Santíssima Virgem
repete-nos hoje, mas com mais urgência: “Fazei o que Ele vos disser.” Ela
di-lo mesmo através dos demônios, para que nós sejamos salvos e para que
contribuamos para a salvação dos outros.
j) Como, Mãe da Igreja, assim a definiu Paulo VI no Concílio, tudo
quer fazer para salvar os Seus filhos, os resgatados por seu Filho. Teriam,
porventura, as almas menos valor para Ela do que para o inferno, que emprega
todos os esforços, que trabalha sem cessar, para as perder?
*
Referia-se à alocução de S.S. Paulo VI sobre o demônio. Os textos destas
locuções encon-tram-se em “Nossa Senhora aos Seus Sacerdotais”, Braga, 1986.
** Caso de uma rapariga que morreu durante o exorcismo oficial.
3.
Mas como é possível que os demônios falem entre si, falem em detrimento do
inferno? Eles só podem querer o mal da Igreja!
a) É claro que os demônios só querem fazer-nos mal. Não nos querem dizer o que
contraria o inferno. O seu objetivo principal é denegrir a Igreja, sempre que
isso for possível. Mas já Goethe punha estas palavras na boca do demônio: “Eu
sou a força que só quer o mal, e que contudo, pratica sempre o bem.” *
b) O que se passa com os possessos é precisamente isto: o poder da Santíssima
Virgem exprime-se de maneira tangível, quando força os demônios a anunciar o
bem e a verdade.
c) Os demônios não querem fazer estas revelações. Só as fazem quando são
obrigados, sob o poder e as ordens da Santíssima Trindade e a da Santíssima
Virgem. Só fazem estas revelações quando, intimados em nome da Santíssima
Trindade, da Santíssima Virgem, do Coração Imaculada de Maria ou em nome de
Jesus, são obrigados a dizer a verdade e só a verdade. (No texto, estas
exigências feitas aos demônios foram, na sua maioria abreviadas ou omitidas,
por falta de espaço e para que a leitura não se tornasse excessivamente
monótona). Mas sem essas ordens, pode acontecer, como aliás aconteceu ouvir o
demônio exclamar: “Estás a ser insolente.” Porquê? interrogou o exorcista .
“Dizes apenas: diz a verdade! Se falas só em teu nome, então não somos
obrigados a revelar o que quer que seja!”
d) Estas revelações são uma dádiva que o Céu concede à Igreja. Se assim forem
consideradas podem fazer muito bem. Para muitas almas, podem significar o bem
espiritual e a salvação, para a Igreja, a renovação. Por isso mesmo é que os
possessos sofrem tão horrivelmente, sofrem até ao limite do possível. Foi o
que aconteceu, por exemplo, com a jovem Annelise Michel, no caso Klingenberg,
que morre depois do exorcismo. A esse respeito, confessarão os demônios: “Nós
atormentámo-la para lá de qualquer medida, a tal ponto que deveria ter
desesperado e desistido. Nós esperávamos que, no seu desespero caísse nas
nossas mãos. Mas não conseguimos alcançar o nosso objetivo! Ela resistiu e
nós, demônios, fomos horrivelmente injuriados por lúcifer.” E os demônios
acabaram mesmo por confessar: “Se ela não foi imediatamente para o Céu,
decerto chegou bem alto, bem alto.”
Aqueles que conhecem a vida da possessa destes “Avisos” puderam verificar os
sofrimentos monstruosos que ela desde há anos vem agüentando. Tais sofrimentos
e uma vida assim são garantia da autenticidade desta possessão e destas
revelações. É por isso que o livro constituirá uma obra importante, para o bem
das almas e para a Igreja.
e) O inferno agita-se e procura destruir o livro.
Sem a proteção da Santíssima Virgem e da Santíssima Trindade não se teria
conseguido vencer os obstáculos e as dificuldades, e a sua publicação jamais
teria sido possível. Os próprios demônios tiveram que reconhece-lo. Aliás,
todos aqueles que nele colaboraram, bem o sabiam, mesmo sem as revelações
demoníacas. Estas, só o vieram a confirmar mais tarde.
f) Para os exorcismos e adjurações a partir de 10 de Junho e até 3 de Julho
posso dizer que segui as instruções do “Ritual Romanum”, segundo as quais o
exorcista não se deve deixar levar no engodo das palavras dos demônios ou pôr
perguntas sobre questões futuras ou secretas, pois não é nisso que consiste o
seu trabalho.
g) Pelo desenrolar das “Confissões” verificou-se que a Santíssima Virgem
decerto, como um último recurso, quis revelar pela boca dos demônios o que é
útil para a Igreja e para o bem das almas. Só neste sentido, é que foram
feitas perguntas e exi-gidas novas revelações, mas “somente a verdade e o que
a Santíssima Virgem quer.”
h) Antes das revelações importantes foram exigidas certas e determinadas
orações, “para que nós (demônios) sejamos obrigados a dizer a verdade.”
i) Se os demônios não falassem a “linguagem do inferno”, a possessão não seria
autêntica. Os demônios voltam sempre a exprimir o seu ponto de vista. O leitor
reconhecerá facilmente quando os demônios exprimem o seu próprio ponto de
vista.
j) Os demônios estão ligados ao “instrumento”, no seu modo de falar. Também é
possível que as idéias do “instrumento” (da pessoa possessa) se misturem com
as suas revelações. É por isso que é sempre necessário confrontar as
revelações com os ensinamentos verdadeiros da Santa Igreja. “Examinai tudo,
retendo apenas o que for bom” diz S. Paulo.
k) Num tempo em que os demônios são particularmente poderosos como parece ser
agora o caso, parece muito oportuno que a Santíssima Virgem, a vencedora de
todos os combates de Deus que há-de esmagar a cabeça a satanás, os force a
fazer revelações mesmo contra a sua vontade, para bem dos homens e da Igreja.
Também isto é um triunfo de Maria.
m) Se Ela pede constantemente que o livro seja impresso o mais rapidamente
possível (porque o tempo urge?), certos pontos mais obscuros não puderam ser
acompanhados de notas explicativas.
n) Durante a realização deste livro rezou-se muito. Os próprios demônios
pediam constantemente, da parte da Santíssima Virgem, certas e determinadas
orações. “Rezai muito ao Espírito Santo!”
Se o leitor, por seu lado, aceitar este convite, decerto tirará grande
proveito desta leitura. Há-de receber a luz necessária, mesmo para aquelas
passagens que não têm a necessária clareza.
* O demônio pratica e quer só o mal, mas Deus faz com que tudo concorra
para o bem daqueles que ama, inclusivamente a ação do diabo.
N.B. A documentação final esclarece alguns pontos controversos do
Exorcismo e dá ao leitor a linha doutrinal da Igreja nestas matérias.
DOCUMENTOS
O QUE É A POSSESSÃO?
Pelo Padre Arnold
Renz, SDS
Provas da existência do demônio: Elas encontram-se
nos ensinamentos de Cristo nas Sagradas Escrituras; nos ensinamentos do
magistério eclesiástico; nos ensinamentos dos Papas, representantes de Cristo.
Estes ensinamentos concordam: o demônio existe.
A ação do demônio: O demônio exerce um grande poder, não apenas pela
sua ação íntima sobre os homens e pela tentação, para os fazer cair em pecado
e os afastar de Deus, mas também pelo seu domínio sobre determinadas pessoas
através da possessão.
A Possessão: Embora a possessão não possa ser provada nem confirmada
pela Ciência (Psicologia) ela tenta estudá-la, saindo assim da sua
competência. A sua existência tem, no entanto, de ser aceita. Mesmo abstraindo
dos ensinamentos do Magistério e das Sagradas Escrituras, ela foi
experimentada por Santos (por ex: S. João da Cruz, o caso duma religiosa na
vida de Santa Teresa de Ávila, o Santo Cura d'Ars e tantos outros). A história
da Igreja fornece um grande número de casos de possessão, que não são aqui
mencionados.
É preciso grande prudência na aceitação de certos casos de possessão, pois
existem doenças psicológicas que se assemelham muito a possessões. Há
diferentes fenômenos, ou manifestações, que provam a possessão. O mais
evidente á a reação ao exorcismo feito apenas mentalmente: é o chamado
“exorcismus probativus.” Mas mesmo neste caso é possível que os demônios se
escondam, que não se manifestem e não reajam. No caso de não reagirem, isso
não prova que eles não estejam presentes. Mas se reagem, isso prova que há
possessão. Um fator importante é fornecido pelo comportamento perante objetos
benzidos, relíquias, água benta, medalhas... Mas, neste caso, não é preciso
que a pessoa saiba previamente que os objetos estão benzidos.
O comportamento perante a água vulgar e a água benta é um sinal da presença
dos demônios. Certas pessoas tem o dom de distinguir a água vulgar da água
benta, mas a sua reação não é uma rejeição furiosa. A reação furiosa não se
pode explicar dum modo natural.
Um outro sinal comprovativo é o sucesso do exorcismo. Citamos apenas um caso:
o dos pequenos possessos de Illfurt(1). Estes demônios puderam ser expulsos.
Depois da sua expulsão, por exorcismos que se prolongaram durante dois anos,
as crianças ficaram absolutamente normais.
O
fracasso do exorcismo será um sinal negativo?
a) Se não há realmente possessão, o exorcismo não pode resultar. Em certos
casos pode até mesmo prejudicar.
b) Há casos de possessão que têm um objetivo particular: por exemplo, a
purificação de uma pessoa que vive no pecado ou o castigo para uma vida de
pecado, mas também há especialmente casos de pessoas que se consagram ao
diabo. Tais casos são, na maior parte das vezes, longos e exigem um esforço
enorme da parte do exorcista, mas não são casos desesperados, sobretudo se a
pessoa tiver boa vontade (o caso de Magda com o Padre Rodewyk). (2)
c) Um caso particular de possessão é o que se chama “possessão expiadora.” As
pessoas em causa não são pessoalmente culpadas. Podem, por exemplo, ter sido
amaldiçoadas. Porque é que num ou noutro caso a maldição dá efeito e noutros
não? Continua a ser um mistério. Se certas pessoas aceitam sofrer por outras,
tal disposição pode traduzir-se em possessão. A possessão obriga a um
sofrimento horrível. A história mostra que os possessos que sofreram muito
tempo não chegam a velhos (o caso dos meninos de Illfurt).
Há possessos que sofrem pela humanidade, pela Igreja ou por determinados
grupos de pessoas, por exemplo, Sacerdotes.
d) Quando se consideram certos casos como, por exemplo, o de Nicolau Wolf, de
Rippertschwand,(3) ou o de Altotting,(4) pode-se pensar que estes casos têm
uma missão especial a cumprir na Igreja: não só pelos sofrimentos evidentes,
mas também pelas suas revelações. Podíamos citar aqui o caso que é objeto
desta obra ou o caso Klingenberg.(5) As revelações feitas nestes casos devem
ser consideradas um testemunho e um auxílio à Igreja nos tempos difíceis que
atravessa. Estes casos resistem ao exorcismo até se cumprirem determinados
objetivos. No caso de Klingenberg, o sofrimento prolongou-se até à conformação
com Cristo e a morte na Cruz. Anneliese morreu de fome e sede.
O demônio declara nesta obra a propósito de Klingenberg: “Deus submeteu esta
família e a todos os que tomaram parte no assunto, a uma prova indizível. Ele
chamou a Si essa pobre alma sofredora, para que acabasse o seu martírio e
pudesse gozar da Beatitude eterna.” Acrescentaram depois: “Mesmo que ela
(Anneliese) não tivesse sido imediatamente elevada à eterna Bem-Aventurança,
ficou muito alto, muito alto”(10 de Junho de 1977).
A morte de Anneliese foi permitida por Deus e não devida a um fracasso do
exorcismo.
Em
que é que consiste exatamente a possessão?
No caso dos possessos, o demônio não só toma posse da alma da pessoa, como é o
caso do pecado grave ou “pecado mortal”, como também do corpo e das forças
físicas, psíquicas, de modo que a pessoa deixa de poder dispor livremente do
seu corpo, do seu espírito e da sua vontade. Outro demônio apoderou-se deles.
A pessoa possessa não pode reagir contra o que os demônios querem fazer por
seu intermédio. No entanto, uma ponta de inteligência, a mais profunda, e a
vontade, podem opor-se a todo o mal que os demônios querem impôr. Neste caso,
a pessoa não comete qualquer falta. Ainda menos se pode falar de culpa, se
durante a “crise”, ou depois dela, a pessoa não se lembra de nada. Foi o caso,
por exemplo, das crianças de Illfurth que, no fim, de nada se lembravam do que
tinha acontecido durante a possessão.
Muito especialmente, nos casos de “possessões expiadoras”, há o que se chama a
possessão lúcida, isto é, a pessoa possessa sabe totalmente ou em parte, o que
faz e diz. Nestes casos, estamos perante um sofrimento imensamente penoso, que
é suportado com pleno conhecimento.
Causas da possessão: Resumindo: pode haver um pecado grave, que abre as portas aos demônios. Pode acontecer que a pessoa em causa se entregue ao demônio por um pacto assinado com o seu próprio sangue(o caso de uma religiosa, na vida de Santa Teresa de Ávila e S. João da Cruz) que essa pessoa se entregue a práticas ocultas ou que tenha uma intenção especial: reparação ou algo semelhante.
A
possessão e a Ciência: Satanás e a possessão
pertencem ao sobrenatural. A Ciência não tem acesso ao sobrenatural. Ela
ocupa-se dos fenômenos. Se a Ciência discute sobre satanás ou sobre a
possessão, ultrapassa os limites da sua competência e não merece crédito. O
mesmo se pode dizer quanto à Psicologia e à Medicina.
É razoável e até aconselhável, quando se desconfia de que há possessão, pensar
em primeiro lugar, nas causas naturais e também nas doenças psíquicas. Mas a
razão exige que se atenda à possibilidade de uma possessão. Um exame cuidadoso
do caso deve estabelecer as causas do estado da pessoa. O fracasso da Medicina
no tratamento do caso pode ser um sinal de possessão. Quando a Ciência
desiste, é preciso que o caminho fique aberto ao exorcismo, ao remédio
apresentado pela Igreja, conforme as ordens de Cristo: “Expulsai os
demônios”(Mt.10,8). O erro, segundo o qual, Cristo estaria condicionado pela
mentalidade do seu tempo, relativamente aos demônios, contradiz a Sua
Divindade e deve ser rejeitado.
A
Possessão é uma doença?
Fundamentalmente a possessão não é uma doença; no entanto, pode atrelar-se a
uma doença. Muitas das vezes, as doenças dos possessos desaparecem com a
expulsão do demônio e não podem ser combatidas pela medicina.
Que
é exorcismo?
O exorcismo é o remédio da Igreja, que se esforça por expulsar o demônio pela
oração, por leituras da Sagrada Escritura, por adjurações*, intimações em nome
de Jesus, uso da água benta, bênçãos, Sinais da Cruz, a imposição da estola, a
imposição das mãos. Seria um erro pensar que basta um único exorcismo para
expulsar os demônios. É um duro combate entre o exorcista e os demônios.
Estes repetem constantemente: “Nós não somos obrigados a partir já.” É por
isso que também aqui é válido o aforismo: Deus tem a última palavra a dizer.
NOTAS
1) Padre P.
Sutler: “O poder de satanás e a sua ação.”
Editora Siegfried Hacker, Grobenzell, 7. ed. 1975.
História dos pequenos possessos de Illfurt. Há tradução
em francês na editora Résiac.
2) P. Adolf Rodewyk, SJ: “A possessão demoníaca nos Tempos de Hoje.” o caso
Magda. Edição alemã de Paul Pattloch, Aschaffnbourg, 1976.
3) Johann Erni Sermões do diabo Nicolas Wolf, de Rippertschwand. Editora
Siegfried Hacker. Grobenzell, 1975. Edição alemã.
4) Teufelspredigt von Altoltting Sermões do diabo de altoltting.
5) Sobre o “Caso Klingenberg” ainda não há nada publicado em definitivo.
*
Adjurações: Rogo, pedido instante, emprego do nome de Deus e dos Santos para
imprecação; esconjuro; exortação.
Não confundir com Abjurar que significa: Renunciar, desdizer, negar com
falso testemunho.
CARDEAL HOFFNER:
Entrevista* sobre as possessões.
SL - A trágica morte, no verão de 1976, da estudante de Pedagogia, Anneliese
Michel, falecida após os exorcismos de Klingenberg, excitou violentamente os
espíritos. Foi dito, então, que era inadmissível que num século civilizado,
como o século XX, se pudesse ainda acreditar no diabo e na possessão. Os
Padres que fizeram o exorcismo foram considerados co-responsáveis da morte da
jovem estudante. O exorcismo devia ser legalmente proibido. Que é que o Sr.
Cardeal pensa do caso?
JH - Têm de se fazer duas perguntas: 1ª - Existem de fato os espíritos
mali-gnos, a que nós chamamos demônios? 2ª - Esses espíritos podem exercer
influência sobre o ser humano?
SL - Comecemos pela questão da existência do demônio. O Papa Paulo VI explicou
na Audiência Geral de 15 de Novembro de 1972: “Sabemos que esse ser obscuro e
perturbador existe verdadeiramente e que está sempre em atividade.” Em 23 de
Julho de 1976, o jornalista Hannes Burger, de Munique, comentava assim os
ensinamentos do Papa: “Dum modo geral, podemo-nos sorrir ante tal discurso;
aliás, patacoadas desse gênero há muito que são consideradas absurdas, mesmo
pela Teologia Católica Contemporânea.”
JH - Não vamos falar do tom presunçoso das palavras do Hannes Burger. Digo só
que é falso afirmar que “a Teologia Católica Contemporânea” nega a existência
dos espíritos malignos. Os professores Karl Rahner e Herbert Vorgrimler
declaram que “a existência de forças e poderes malignos sobre-humanos e a sua
ação no mundo” são “uma verdade de fé.”(1) O professor Leo Scheffczyk, da
Universidade de Munique declara por seu lado que, “na pregação de Jesus,
satanás se apresenta como o adversário da obra da salvação.”(2)
“Os diversos poderes, escreve o professor Heinrich Schlier, da Universidade de
Roma, que só desenvolvem o único poder satânico, apresentam-se como uma
espécie de poder individual.”(3)
Joseph Ratzinger, da Universidade de Ratisbona, escreve: “o exorcismo, sobre
um mundo ofuscado pelos demônios, pertence inseparavelmente à via espiritual
de Jesus e coloca-se no centro da Sua mensagem e na dos Seus discípulos.”
(4)
Poderia ainda citar outros tantos teólogos, mesmo protestantes. Mas estes
exemplos já chegam.
SI - Karl Rahner e Herbert Vorgrimler declaram que a existência dos espíritos
malignos, é considerada “como ensinamento bíblico e do magistério eclesial.”(5)
Poderá o Sr. Cardeal esclarecer mais pormenorizadamente o sentido destas
palavras?
JH - O IV Concílio de Latrão, no ano de 1215, resumiu dum modo perfeitamente
claro os ensinamentos da Igreja: “No princípio do mundo, Deus exercendo a Sua
Força Poderosa, criou do nada, as duas criaturas, a espiritual e a corporal,
quer dizer, a angélica e a terrestre e, em seguida, a humana, que de certa
maneira encerra em si as outras duas, pois é composta de espírito e corpo.
Porque o diabo e os outros espíritos malignos foram criados bons por Deus.
Eles próprios é que se tornaram maus.”
(6)
Este texto significativo compreende três afirmações:
1ª - Deus criou tudo a partir do nada: os Anjos, o Universo e os Homens. 2ª -
Os espíritos malignos também foram criados por Deus, como seres bons, quer
dizer, como Anjos. O mal não é uma estrutura fundamental do ser; não é uma
força cósmica do ser.
3ª - Estes seres tornaram-se espíritos malignos, quando se separaram de Deus.
O que o IV Concílio de Latrão ensina é a doutrina primitiva da fé Católica. Em
561, o Concílio de Braga, em Portugal, declarava: “Se há alguém que diga que o
demônio não foi criado por Deus, ao princípio, como um Anjo bom, que não é por
natureza uma criatura de Deus mas que, ao contrário, saiu das trevas, que não
tem criador, mas que é o princípio e a substância do Mal... que seja anátema.
Se há alguém que diga que o demônio... produz pelo seu próprio poder a
trovoada, os relâmpagos, as intempéries e a seca... que seja anátema.
(7)
Ainda muito recentemente, o Concílio Vaticano II declarava que Deus, por Jesus
Cristo, “nos libertou da escravidão do demônio e do pecado”(8),
e que a atividade da Igreja tem por fim, “a confusão do demônio.”(9)
SI - O professor Haag declara que é anti-bíblico insistir na existência do
demônio; que o Papa Paulo VI na sua alocução de 15 de Novembro de 1972,
exerceu “pseudo-exegese” e interpolou os textos da Sagrada Escritura, “como
nenhum estu-dante, no primeiro semestre, ousaria fazer.” Quando a Congregação
para a Doutrina e Fé publicou, em Junho de 1975, o seu documento sobre “Fé
cristã e demonologia”, o professor Haag declarou o seguinte: “Roma falou mais
uma vez com rodeios.”
JH - Teólogos autorizados refutaram vigorosamente a censura de que era
anti-bíblico sustentar a existência do demônio. O professor Joseph Ratzinger
escreve: “não é como exegeta, como comentador da Sagrada Escritura, que Haag
diz “adeus ao diabo”, mas como “homem deste tempo”, porque a existência do
demônio é inegável. A autoridade, em virtude da qual ele formula a sua
opinião, é a da sua filosofia moderna e não a intérprete da Bíblia.”(10)
Nas pregações de Jesus, satanás é o grande
adversário que, no entanto, não tem qualquer poder sobre Ele (João 14,30),
porque Jesus quebrou o seu poder: “O príncipe deste mundo está condenado”(João
16,11). Sem dúvida que satanás não está no centro da pregação de Jesus. Mas,
“a luta contra o poder dos demônios” faz parte da missão de Jesus, que veio a
este mundo, “para destruir as obras do diabo”(I João 3,8).
SI - O professor Haag afirma que “em todas as passagens do Novo Testamento,
onde se fala de satanás ou do diabo, pode também compreender-se o pecado ou o
mal.” (11)
JH - De modo nenhum. Nas Sagradas Escrituras lemos: “O diabo peca desde o
princípio.” Só uma pessoa dotada de espírito e inteligência pode pecar, e não
o “mal.”
SI - O professor Haag afirma que nas Sagradas Escrituras o demônio é “uma
personagem a fingir, sem entidade própria”;(12)
que, no Novo Testamento, o demônio aparece como “a representação do mal, de
acordo com a mentalidade da época”; que Jesus e os Seus Apóstolos se
movimentavam “nessa mentalidade da época, tal como o mundo que os rodeava.”
(13)
JH - No tempo de Jesus, a crença nos Anjos e nos demônios não fazia parte do
Universo espiritual. Os saduceus, por exemplo, afirmavam “que não havia nem
ressurreição, nem Anjos, nem espíritos” (Atos 23,8).
É preciso também acentuar que as Sagradas Escrituras condenaram severamente a
magia e a quiromancia, universalmente expandidas no mundo antigo. O
Deuteronômio diz: “Não haja ninguém no meio de ti que faça passar pelo fogo o
seu filho ou a sua filha; ou se dê à prática de encantamentos, ou se entregue
a augúrios, à adivinhação ou à magia, ou feitiço, ao espiritismo, aos
sortilégios ou à evocação dos mortos. Porque o Senhor abomina aqueles que se
entregam a semelhantes práticas. É por causa dessas abominações que o Senhor,
teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.(Deut. 18,10-12). Parece-me que
estas advertências do Antigo Testamento são válidas para muitos homens cultos
do século XX, que se entregam a tantas supertições.
SI - É possível que os espíritos malignos exerçam influência sobre os homens?
JH - As Sagradas Escrituras, no Novo Testamento, respondem afirmativamente:
mencionam, com efeito, muitos possessos, que Jesus libertou dos espíritos
malignos. Os professores Karl Rahner e H. Vorgrimler escrevem que não basta
somente admitir a influência dos demônios nos casos onde há “fenômenos
extraordinários”, mas também “na natureza e na história, em que existe uma
cadeia normal, natural, explicável, de acontecimentos, uma dinâmica das forças
demoníacas orientadas para o mal.”(14)
O professor H. Schlier declara que as forças demoníacas “se podem tornar
senhoras do homem e do mundo, no seu espírito, até penetrarem no seu corpo”,
para mostrarem nelas e por elas o seu poder”; diz ainda que estas forças têm,
em cada ser, um cúmplice: a sua tendência egocêntrica, a sua repugnância
perante Deus e o próximo”; que, precisamente nos nossos dias, não nos podemos
libertar da sensação de que o problema do mundo e da história, está mal posto.(15)
Entre o Céu e a Terra há muitas coisas de que os “nossos homens cultos” não
têm a menor idéia.
[Fonte: “Diabo, Possessão, Exorcismo”, em “Questões Teológicas”, nº 10, Outubro de 1976, edit. Joseph Kral, Abensberg].
NOTAS
· Pequeno Dicionário Teológico, editado por Karl Rahner e Herbert Vorgrimler, 7ª edição, Freiburg em Breisgau 1968, p. 49.
· Leo Scheffcyk, “Fé Cristã e Doutrina dos Demônios”, in Revista Teológica de Munique, (1975) p. 392.
· Heirich Schlier, Forças e Poderes do Novo Testamento. Freiburg em Breisgau, 1958, p. 63.
· J. Ratzinger, Adeus ao Diabo? Einsiedeln, 1969, p. 48.
· Cf. a anotação (1).
· Denzinger Schönmetzer, 800. H. Denzinger, SJ (teólogo católico alemão). O seu trabalho Enchiridion Symbolorum et Definitionum é clássico.
· Ibidem, 457-458.
· Gaudium et Spes, 22 (cfr. Ad Gentes, 3).
· Lumen Gentium, 17.
· J. Ratzinger, Adeus ao Diabo?
· Herbert Haag, “Abschied vom Teufel” (Adeus ao Diabo). Einsiedeln, 169, p. 48.
· Herbert Haag, “Teufelsglaube” (A crença no Diabo), Tubinga, 1971, p. 205.
· Herbert Haag Op. Cit. P. 47.
· Kleines Theologisches Wörterbuch, (Pequeno Dicionário Teológico) p. 49.
· Heirich Schlier, “Besinnung auf das Neue Testament” (Reflexões sobre o Novo Testamento) Fribourg Breisgnan, pp. 146, 148, e 157.